
Atraso do Gemini 3.5 Pro e exigências da UE pressionam estratégia de IA do Google
Adiamento do modelo derruba ações em 4,4%, enquanto Bruxelas obriga abertura do Android a assistentes concorrentes e empresa unifica ferramentas de pesquisa sob a marca Gemini.
O adiamento do lançamento do modelo de inteligência artificial Gemini 3.5 Pro, da Google, provocou uma queda de 4,4% nas ações da Alphabet. A empresa justificou a decisão pelo desempenho insuficiente do sistema em tarefas de geração de código, área em que concorrentes como OpenAI, Meta e a chinesa Z.ai têm acelerado lançamentos. O Gemini 3.5 Pro havia sido apresentado em maio e era esperado para junho, mas permanece em testes com parceiros, sem nova data definida.
Em Bruxelas, a Comissão Europeia aprovou duas decisões vinculativas ao abrigo do Regulamento dos Mercados Digitais (DMA) que obrigam a Google a abrir funcionalidades do Android a assistentes de IA de terceiros e a partilhar dados anonimizados do motor de busca com serviços concorrentes, incluindo chatbots com funções de pesquisa. A interoperabilidade no Android, que permitirá ativar assistentes rivais por comando de voz, deverá chegar aos utilizadores em julho de 2027; a partilha de dados de pesquisa começará em janeiro do mesmo ano. A Google criticou as medidas, alegando riscos para a privacidade e segurança, mas a comissária europeia para a tecnologia, Henna Virkkunen, afirmou esperar que surjam alternativas ao Gemini e ao Google Search.
Enquanto enfrenta pressões regulatórias e concorrenciais, a Google avança na integração do seu ecossistema de IA. A ferramenta de investigação NotebookLM, usada por mais de 30 milhões de pessoas e 600 mil organizações, foi rebatizada como Gemini Notebook e passará a dispor de um ambiente de computação em nuvem seguro para escrever e executar código, permitindo análises de dados mais complexas. A funcionalidade está disponível para assinantes do plano Ultra e chegará em breve à versão web para subscritores Pro. A empresa anunciou ainda um programa de bioresiliência, em parceria com a Isomorphic Labs, que aplica IA à vigilância de patógenos e à aceleração do desenvolvimento de vacinas.
Os próximos marcos incluem o início da partilha de dados de pesquisa com terceiros elegíveis em janeiro de 2027 e a ativação das novas capacidades de interoperabilidade no Android em julho do mesmo ano. No curto prazo, o mercado acompanha a expansão do Gemini Notebook para assinantes Pro e eventuais atualizações sobre o calendário do Gemini 3.5 Pro, cujo atraso intensificou o escrutínio sobre a posição da Google num setor cada vez mais disputado.
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
A Comissão Europeia obriga o Google a abrir o Android a assistentes de IA concorrentes, enquanto o DeepMind avança a IA para a segurança sanitária global.
Ao justapor a ação regulatória da UE com a própria iniciativa de saúde de IA do Google, o bloco cria uma narrativa de progresso equilibrado: regulação e inovação coexistem.
O bloco omite o atraso do Gemini 3.5 Pro e a consequente queda das ações, concentrando-se nas regras de concorrência da UE e no programa de saúde de IA do Google.
O Google renomeia o NotebookLM para Gemini Notebook, aprofundando a integração com seu ecossistema de IA e adicionando novas capacidades analíticas.
Ao relatar exclusivamente a renomeação do produto e ignorar as notícias sobre atraso e regulamentação, o bloco enquadra a trajetória do Google como puramente positiva e inovadora.
O bloco omite tanto o atraso do Gemini 3.5 Pro quanto a ordem da UE de abrir o Android, cobrindo apenas a renomeação do NotebookLM.
Amplie o olhar
Autarca de Nova Iorque pondera deter Netanyahu com base em mandado do TPI
10 idiomas · 25 veículos
De Economy & MarketsMercados emergentes atraem capital, mas esbarram em fragilidades digitais e de crédito
5 idiomas · 8 veículos
De Science & HealthDecisão judicial colombiana redefine acesso a cirurgias plásticas reconstrutivas
3 idiomas · 6 veículos