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Defesa e Segurançasexta-feira, 3 de julho de 2026

Atentados em Damasco matam 10 e expõem fragilidade da segurança na Síria pós-Assad

Explosão em café e ataque a posto de controle em 24 horas revelam desafios do novo governo para conter células extremistas e garantir estabilidade.

A explosão de uma bomba artesanal num café próximo ao Palácio da Justiça, no centro de Damasco, na quinta-feira, causou a morte de dez civis e feriu outros 21, no atentado mais letal na capital síria desde junho de 2025. O artefato, com cerca de um quilograma e carregado de estilhaços metálicos, foi detonado num estabelecimento frequentado por advogados, num bairro habitualmente movimentado. Nenhum grupo reivindicou a autoria até ao momento, e as autoridades sírias abriram uma investigação, recolhendo provas e analisando imagens de videovigilância.

Menos de 24 horas depois, na manhã de sexta-feira, um homem numa motorizada atacou um posto de controlo das forças de segurança na entrada de Jaramana, subúrbio de Damasco. Segundo o Ministério do Interior sírio, o indivíduo lançou duas granadas de mão contra os agentes, ferindo três, e tentou arremessar uma terceira, que explodiu na sua mão, matando-o. A vítima foi identificada como Daniel Riad Daoud, procurado por homicídio e tráfico de droga. Um cúmplice que o acompanhava foi detido. O episódio ocorreu na zona de Kachkoul, no sul da capital, e foi confirmado por fontes oficiais e relatos de residentes.

O Ministério do Interior classificou o atentado no café como “ato terrorista” e prometeu perseguir os responsáveis, apelando à população para não se deixar levar por boatos e aguardar informações pelos canais oficiais. Durante o funeral de três das vítimas, no bairro de Midan, um familiar apelou às forças de segurança para “controlar o país com mão de ferro”. A condenação internacional foi generalizada, com declarações de solidariedade de capitais árabes e ocidentais. Em Lisboa, fontes diplomáticas europeias sublinharam que a persistência da violência compromete os esforços de reconstrução apoiados pela União Europeia. O Itamaraty, em Brasília, ainda não se pronunciou, mas diplomatas brasileiros acompanham a situação com preocupação, dado o histórico de acolhimento de refugiados sírios pelo Brasil.

Desde que uma coligação islamista derrubou o regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, o novo governo tem enfrentado dificuldades para impor a sua autoridade em todo o território e conter grupos extremistas. Células adormecidas do Estado Islâmico (EI) continuam ativas, reivindicando atentados contra minorias religiosas, como o ataque a uma igreja em junho de 2025 que matou 25 pessoas. A Síria integrou no ano passado a coligação internacional contra o EI, liderada pelos Estados Unidos, mas os recentes incidentes indicam que a ameaça jihadista permanece ativa. As investigações aos dois ataques prosseguem, e as autoridades prometem divulgar resultados em breve, enquanto a comunidade internacional, incluindo os países lusófonos, reitera a necessidade de estabilização para permitir o regresso de refugiados e a reconstrução do país.

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Atentados em Damasco matam 10 e expõem fragilidade da segurança na Síria pós-Assad

Explosão em café e ataque a posto de controle em 24 horas revelam desafios do novo governo para conter células extremistas e garantir estabilidade.

A explosão de uma bomba artesanal num café próximo ao Palácio da Justiça, no centro de Damasco, na quinta-feira, causou a morte de dez civis e feriu outros 21, no atentado mais letal na capital síria desde junho de 2025. O artefato, com cerca de um quilograma e carregado de estilhaços metálicos, foi detonado num estabelecimento frequentado por advogados, num bairro habitualmente movimentado. Nenhum grupo reivindicou a autoria até ao momento, e as autoridades sírias abriram uma investigação, recolhendo provas e analisando imagens de videovigilância.

Menos de 24 horas depois, na manhã de sexta-feira, um homem numa motorizada atacou um posto de controlo das forças de segurança na entrada de Jaramana, subúrbio de Damasco. Segundo o Ministério do Interior sírio, o indivíduo lançou duas granadas de mão contra os agentes, ferindo três, e tentou arremessar uma terceira, que explodiu na sua mão, matando-o. A vítima foi identificada como Daniel Riad Daoud, procurado por homicídio e tráfico de droga. Um cúmplice que o acompanhava foi detido. O episódio ocorreu na zona de Kachkoul, no sul da capital, e foi confirmado por fontes oficiais e relatos de residentes.

O Ministério do Interior classificou o atentado no café como “ato terrorista” e prometeu perseguir os responsáveis, apelando à população para não se deixar levar por boatos e aguardar informações pelos canais oficiais. Durante o funeral de três das vítimas, no bairro de Midan, um familiar apelou às forças de segurança para “controlar o país com mão de ferro”. A condenação internacional foi generalizada, com declarações de solidariedade de capitais árabes e ocidentais. Em Lisboa, fontes diplomáticas europeias sublinharam que a persistência da violência compromete os esforços de reconstrução apoiados pela União Europeia. O Itamaraty, em Brasília, ainda não se pronunciou, mas diplomatas brasileiros acompanham a situação com preocupação, dado o histórico de acolhimento de refugiados sírios pelo Brasil.

Desde que uma coligação islamista derrubou o regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, o novo governo tem enfrentado dificuldades para impor a sua autoridade em todo o território e conter grupos extremistas. Células adormecidas do Estado Islâmico (EI) continuam ativas, reivindicando atentados contra minorias religiosas, como o ataque a uma igreja em junho de 2025 que matou 25 pessoas. A Síria integrou no ano passado a coligação internacional contra o EI, liderada pelos Estados Unidos, mas os recentes incidentes indicam que a ameaça jihadista permanece ativa. As investigações aos dois ataques prosseguem, e as autoridades prometem divulgar resultados em breve, enquanto a comunidade internacional, incluindo os países lusófonos, reitera a necessidade de estabilização para permitir o regresso de refugiados e a reconstrução do país.

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