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Defesa e Segurançaquarta-feira, 1 de julho de 2026

Rússia lança ataque massivo com mísseis e drones sobre Kiev após alerta de Zelensky

Ofensiva noturna deixou ao menos um morto e 11 feridos, danificou edifícios residenciais e levou a Polónia a mobilizar caças, enquanto Moscovo enfrenta escassez de combustível devido a ataques ucranianos a refinarias.

A Rússia desencadeou na madrugada de quinta-feira um ataque em larga escala contra a capital ucraniana, Kiev, com recurso a mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e dezenas de drones. A ofensiva, que durou várias horas, provocou pelo menos uma morte e 11 feridos, segundo o presidente da câmara Vitali Klitschko, e danificou edifícios residenciais em vários distritos, incluindo o colapso parcial de um prédio de nove andares. O ataque ocorreu horas depois de o Presidente Volodymyr Zelensky ter encurtado uma visita a Dublin, na Irlanda, alegando que os serviços de informações ucranianos detetaram preparativos russos para uma “ofensiva massiva”.

Na perspetiva de Kiev, a ação confirma a continuidade da estratégia russa de bombardeamento de infraestruturas civis, mais de quatro anos após o início da invasão. Zelensky descreveu o ataque como parte de um plano há muito preparado por Vladimir Putin e apelou à população para que procurasse abrigo. Do lado russo, o Ministério da Defesa não emitiu comentários oficiais imediatos, mas analistas em Moscovo, citados por agências internacionais, enquadram a escalada como retaliação pela campanha ucraniana de drones de longo alcance contra refinarias de petróleo e instalações militares em território russo, que nas últimas semanas gerou escassez de gasolina e diesel em várias regiões e levou o Kremlin a admitir publicamente os problemas de abastecimento.

A dimensão do ataque teve repercussões imediatas no flanco oriental da NATO. A Polónia mobilizou caças para proteger o seu espaço aéreo, uma medida que Varsóvia classificou como preventiva, sem registo de violação de fronteira. Observadores em Lisboa e em Brasília notam que a crise energética russa, agravada pelos ataques ucranianos, tem implicações para além do teatro de guerra: a Rússia estuda restringir a exportação de derivados de petróleo, o que poderia afetar o abastecimento de diesel ao Brasil, um dos maiores importadores do produto. A petrolífera russa Rusal, com operações na Irlanda através da refinaria de Aughinish Alumina, também está sob investigação de Dublin por alegado envolvimento no esforço de guerra, tema que Zelensky discutiu com o primeiro-ministro irlandês.

O ataque a Kiev insere-se numa dinâmica de desgaste mútuo que, segundo um estudo divulgado pelo think tank norte-americano Center for Strategic and International Studies (CSIS), já causou mais de dois milhões de baixas militares, com as forças russas a sofrer cerca de 1,4 milhões de perdas. Apesar dos avanços limitados no leste da Ucrânia, o relatório indica que o ritmo da ofensiva russa em 2026 está entre os mais lentos num século. As negociações mediadas pelos Estados Unidos permanecem paralisadas desde que Washington redirecionou prioridades para o Médio Oriente, e a próxima cimeira anual da NATO, prevista para a Turquia, deverá ser palco de pressões renovadas sobre os aliados para reforçarem o apoio militar a Kiev e a capacidade de defesa antimíssil europeia.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A Ucrânia intensificou ataques profundos em território russo, atingindo pela segunda vez um centro de comunicações por satélite perto de Moscou. Ex-autoridades americanas sugerem que Putin está incerto sobre como reagir, enquanto Zelensky alerta para um iminente ataque massivo russo. A narrativa mostra a Ucrânia tomando a iniciativa e expondo as vulnerabilidades russas.

Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
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Um novo ataque massivo de drones russos abalou Kiev, causando fortes explosões e um incêndio no centro da cidade. As defesas aéreas foram ativadas enquanto drones se aproximavam de várias direções. A cobertura foca no perigo imediato e nos danos, com o alerta anterior de Zelensky sobre uma ofensiva russa em larga escala enquadrando o evento como parte de um ataque crescente à capital.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Rússia lança ataque massivo com mísseis e drones sobre Kiev após alerta de Zelensky

Ofensiva noturna deixou ao menos um morto e 11 feridos, danificou edifícios residenciais e levou a Polónia a mobilizar caças, enquanto Moscovo enfrenta escassez de combustível devido a ataques ucranianos a refinarias.

A Rússia desencadeou na madrugada de quinta-feira um ataque em larga escala contra a capital ucraniana, Kiev, com recurso a mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e dezenas de drones. A ofensiva, que durou várias horas, provocou pelo menos uma morte e 11 feridos, segundo o presidente da câmara Vitali Klitschko, e danificou edifícios residenciais em vários distritos, incluindo o colapso parcial de um prédio de nove andares. O ataque ocorreu horas depois de o Presidente Volodymyr Zelensky ter encurtado uma visita a Dublin, na Irlanda, alegando que os serviços de informações ucranianos detetaram preparativos russos para uma “ofensiva massiva”.

Na perspetiva de Kiev, a ação confirma a continuidade da estratégia russa de bombardeamento de infraestruturas civis, mais de quatro anos após o início da invasão. Zelensky descreveu o ataque como parte de um plano há muito preparado por Vladimir Putin e apelou à população para que procurasse abrigo. Do lado russo, o Ministério da Defesa não emitiu comentários oficiais imediatos, mas analistas em Moscovo, citados por agências internacionais, enquadram a escalada como retaliação pela campanha ucraniana de drones de longo alcance contra refinarias de petróleo e instalações militares em território russo, que nas últimas semanas gerou escassez de gasolina e diesel em várias regiões e levou o Kremlin a admitir publicamente os problemas de abastecimento.

A dimensão do ataque teve repercussões imediatas no flanco oriental da NATO. A Polónia mobilizou caças para proteger o seu espaço aéreo, uma medida que Varsóvia classificou como preventiva, sem registo de violação de fronteira. Observadores em Lisboa e em Brasília notam que a crise energética russa, agravada pelos ataques ucranianos, tem implicações para além do teatro de guerra: a Rússia estuda restringir a exportação de derivados de petróleo, o que poderia afetar o abastecimento de diesel ao Brasil, um dos maiores importadores do produto. A petrolífera russa Rusal, com operações na Irlanda através da refinaria de Aughinish Alumina, também está sob investigação de Dublin por alegado envolvimento no esforço de guerra, tema que Zelensky discutiu com o primeiro-ministro irlandês.

O ataque a Kiev insere-se numa dinâmica de desgaste mútuo que, segundo um estudo divulgado pelo think tank norte-americano Center for Strategic and International Studies (CSIS), já causou mais de dois milhões de baixas militares, com as forças russas a sofrer cerca de 1,4 milhões de perdas. Apesar dos avanços limitados no leste da Ucrânia, o relatório indica que o ritmo da ofensiva russa em 2026 está entre os mais lentos num século. As negociações mediadas pelos Estados Unidos permanecem paralisadas desde que Washington redirecionou prioridades para o Médio Oriente, e a próxima cimeira anual da NATO, prevista para a Turquia, deverá ser palco de pressões renovadas sobre os aliados para reforçarem o apoio militar a Kiev e a capacidade de defesa antimíssil europeia.

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