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Defesa e Segurançasexta-feira, 26 de junho de 2026

Rússia relata ataque recorde de 660 drones ucranianos; Zelensky anuncia operação de 40 dias

Ofensiva aérea maciça atinge 13 regiões russas e a Crimeia, enquanto Kiev intensifica campanha para pressionar Moscovo a negociar o fim da guerra.

Na noite de 25 para 26 de junho, a Rússia foi alvo do maior ataque com drones desde o início da guerra, segundo o Ministério da Defesa russo. Foram intercetados e destruídos 660 aparelhos não tripulados de tipo avião sobre 13 regiões do país, a península anexada da Crimeia e as águas dos mares Negro e Azov. A ofensiva provocou danos em infraestruturas industriais e energéticas, com destaque para a região de Tula, onde o complexo químico Azot, em Novomoskovsk, e uma central elétrica foram atingidos, e uma mulher ficou ferida. Na região de Belgorod, 84 ataques causaram a morte de um civil e ferimentos em três pessoas. Sobre Moscovo, as defesas aéreas neutralizaram 47 drones, sem registo de vítimas, mas com queda de destroços em vários pontos da capital.

A dimensão do ataque insere-se numa nova fase da estratégia militar ucraniana, explicitada pelo presidente Volodymyr Zelensky ao anunciar uma “operação de influência de 40 dias” com o objetivo de pressionar a Rússia a pôr fim à guerra. De acordo com Kiev, a campanha visa degradar a capacidade logística e energética do adversário, privando o Kremlin de receitas essenciais ao esforço bélico. Ataques sistemáticos a refinarias, depósitos de combustível e centrais elétricas na Crimeia e no sul da Rússia têm provocado escassez de carburante e apagões na península, onde as autoridades pró-russas suspenderam a venda de combustível a particulares. Observadores em Lisboa e Brasília notam que a Ucrânia procura, simultaneamente, mostrar às populações russas a vulnerabilidade do seu território e aumentar o custo político interno da invasão.

Do lado russo, o primeiro vice-presidente do Comité de Assuntos Internacionais da Duma, Alexei Chepa, interpretou a ofensiva como uma tentativa de Kiev de ganhar tempo para reforçar o seu potencial de drones, enquanto desestabiliza a situação interna da Rússia com atos que qualificou de terroristas. O Ministério da Defesa russo sublinhou que todos os engenhos foram abatidos, mas não detalhou danos. Autoridades regionais reportaram prejuízos em instalações industriais e residenciais, e a agência federal de aviação russa impôs restrições temporárias a vários aeroportos, incluindo os de Moscovo. A narrativa oficial em Moscovo enquadra estes ataques como uma demonstração de que a Ucrânia, com apoio ocidental, aposta na escalada para forçar concessões.

A intensificação dos ataques coincide com alertas de serviços de informações de países da NATO. Fontes da aliança citadas pela imprensa internacional indicam que a Rússia estará a preparar “provocações militares” contra os Estados bálticos ou a Polónia, possivelmente com mísseis ou drones, para testar a coesão da aliança e dissuadir o apoio a Kiev. Paralelamente, a França intercetou um petroleiro da chamada “frota sombra” russa ao largo da Sicília, num gesto que Paris descreveu como demonstração da determinação europeia em fazer cumprir as sanções. A operação ucraniana de 40 dias prossegue, e são esperados novos ataques em profundidade, enquanto os canais diplomáticos permanecem bloqueados e o conflito se projeta para além das linhas da frente.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa russa e CEIImprensa europeia continental
Imprensa russa e CEI/ Estatal
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As defesas aéreas russas abateram um recorde de 660 drones ucranianos durante a noite. Uma fábrica química em Tula foi danificada, mas a eficácia da proteção é exaltada. Um civil ficou ferido em Belgorod.

Imprensa europeia continental
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Um ataque de drones ucranianos atingiu uma fábrica química em Tula, na Rússia, causando incêndios e danos à infraestrutura energética. A Rússia diz ter abatido 660 drones, mas o ataque mostra a capacidade ucraniana de atacar em profundidade. O vazamento de amônia gera alarme ambiental.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Rússia relata ataque recorde de 660 drones ucranianos; Zelensky anuncia operação de 40 dias

Ofensiva aérea maciça atinge 13 regiões russas e a Crimeia, enquanto Kiev intensifica campanha para pressionar Moscovo a negociar o fim da guerra.

Na noite de 25 para 26 de junho, a Rússia foi alvo do maior ataque com drones desde o início da guerra, segundo o Ministério da Defesa russo. Foram intercetados e destruídos 660 aparelhos não tripulados de tipo avião sobre 13 regiões do país, a península anexada da Crimeia e as águas dos mares Negro e Azov. A ofensiva provocou danos em infraestruturas industriais e energéticas, com destaque para a região de Tula, onde o complexo químico Azot, em Novomoskovsk, e uma central elétrica foram atingidos, e uma mulher ficou ferida. Na região de Belgorod, 84 ataques causaram a morte de um civil e ferimentos em três pessoas. Sobre Moscovo, as defesas aéreas neutralizaram 47 drones, sem registo de vítimas, mas com queda de destroços em vários pontos da capital.

A dimensão do ataque insere-se numa nova fase da estratégia militar ucraniana, explicitada pelo presidente Volodymyr Zelensky ao anunciar uma “operação de influência de 40 dias” com o objetivo de pressionar a Rússia a pôr fim à guerra. De acordo com Kiev, a campanha visa degradar a capacidade logística e energética do adversário, privando o Kremlin de receitas essenciais ao esforço bélico. Ataques sistemáticos a refinarias, depósitos de combustível e centrais elétricas na Crimeia e no sul da Rússia têm provocado escassez de carburante e apagões na península, onde as autoridades pró-russas suspenderam a venda de combustível a particulares. Observadores em Lisboa e Brasília notam que a Ucrânia procura, simultaneamente, mostrar às populações russas a vulnerabilidade do seu território e aumentar o custo político interno da invasão.

Do lado russo, o primeiro vice-presidente do Comité de Assuntos Internacionais da Duma, Alexei Chepa, interpretou a ofensiva como uma tentativa de Kiev de ganhar tempo para reforçar o seu potencial de drones, enquanto desestabiliza a situação interna da Rússia com atos que qualificou de terroristas. O Ministério da Defesa russo sublinhou que todos os engenhos foram abatidos, mas não detalhou danos. Autoridades regionais reportaram prejuízos em instalações industriais e residenciais, e a agência federal de aviação russa impôs restrições temporárias a vários aeroportos, incluindo os de Moscovo. A narrativa oficial em Moscovo enquadra estes ataques como uma demonstração de que a Ucrânia, com apoio ocidental, aposta na escalada para forçar concessões.

A intensificação dos ataques coincide com alertas de serviços de informações de países da NATO. Fontes da aliança citadas pela imprensa internacional indicam que a Rússia estará a preparar “provocações militares” contra os Estados bálticos ou a Polónia, possivelmente com mísseis ou drones, para testar a coesão da aliança e dissuadir o apoio a Kiev. Paralelamente, a França intercetou um petroleiro da chamada “frota sombra” russa ao largo da Sicília, num gesto que Paris descreveu como demonstração da determinação europeia em fazer cumprir as sanções. A operação ucraniana de 40 dias prossegue, e são esperados novos ataques em profundidade, enquanto os canais diplomáticos permanecem bloqueados e o conflito se projeta para além das linhas da frente.

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As defesas aéreas russas abateram um recorde de 660 drones ucranianos durante a noite. Uma fábrica química em Tula foi danificada, mas a eficácia da proteção é exaltada. Um civil ficou ferido em Belgorod.

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Um ataque de drones ucranianos atingiu uma fábrica química em Tula, na Rússia, causando incêndios e danos à infraestrutura energética. A Rússia diz ter abatido 660 drones, mas o ataque mostra a capacidade ucraniana de atacar em profundidade. O vazamento de amônia gera alarme ambiental.

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