
Argentina descobre 'cola' de pênaltis do goleiro inglês após vitória dramática na semifinal
Jogadores encontraram na garrafa de Jordan Pickford instruções detalhadas para uma disputa que nunca aconteceu, selando a classificação para a final contra a Espanha.
A classificação da Argentina para a final do Mundial de 2026, garantida com uma virada por 2 a 1 sobre a Inglaterra já nos acréscimos, ganhou um epílogo tão curioso quanto revelador. Enquanto os jogadores albicelestes celebravam no relvado de Atlanta, o massagista Marcelo D’Andrea localizou a garrafa de água do guarda-redes inglês Jordan Pickford. Colada ao plástico, uma folha com instruções minuciosas sobre os batedores de penáltis argentinos passou de mão em mão, arrancando sorrisos de Lionel Messi, Enzo Fernández e Nicolás González. O meticuloso plano de contingência britânico, concebido para uma decisão que o golo de Lautaro Martínez tornou desnecessária, transformou-se em troféu involuntário do triunfo sul-americano.
A partida tivera contornos de alta tensão. Anthony Gordon adiantou a Inglaterra aos 55 minutos, e Pickford manteve a vantagem com defesas apertadas a remates de Julián Álvarez e Nicolás González. Aos 85, porém, um disparo de fora da área de Enzo Fernández restabeleceu a igualdade, e já no período de compensação Lautaro Martínez cabeceou para o fundo das redes um cruzamento de Messi, evitando o prolongamento e, com ele, a temida lotaria das grandes penalidades. O apito final desencadeou a descoberta que as câmaras captaram: D’Andrea mostrou a garrafa a Messi, que franziu o sobrolho ao tentar decifrar as anotações em inglês, enquanto Nico González e Marcos Senesi traduziam as recomendações.
O conteúdo da 'cábula' revelava o grau de preparação de Pickford, conhecido desde o Euro 2024 por recorrer a este tipo de auxiliar. Para Messi, a nota dizia “fake left – dive right” (amagar para a esquerda, atirar-se para a direita); para Enzo Fernández, a instrução era permanecer no centro da baliza. O médio do Chelsea, ao ver o seu nome na lista, sorriu e apontou para o céu num gesto de alívio. O preparador físico Luis Martín publicou uma fotografia da garrafa com a legenda irónica “Lástima, no teníamos los mismos planes, che”, apagando a publicação pouco depois, mas não antes de a imagem se tornar viral. Na imprensa argentina, o episódio foi lido como uma vitória simbólica da espontaneidade sobre o planeamento excessivo; na Europa, analistas sublinharam que o guarda-redes do Everton apenas aplicava métodos rotineiros de estudo de adversários, ainda que a exposição pública das notas possa agora servir de base de trabalho para Unai Simón, guardião da Espanha na final.
O desfecho mantém a Argentina na rota de um bicampeonato consecutivo, feito que apenas a Itália (1934-1938) e o Brasil (1958-1962) alcançaram. A final frente à Espanha, marcada para o MetLife Stadium em Nova Jérsia, coloca frente a frente a atual campeã e uma seleção europeia que chega embalada por uma goleada sobre a França. Para observadores em Lisboa e no Rio de Janeiro, o duelo reaviva a memória de confrontos históricos entre escolas de futebol sul-americana e europeia, agora com o ingrediente extra de um eventual estudo espanhol das preferências de penálti argentinas entretanto tornadas públicas. Resta saber se, tal como Pickford, Unai Simón precisará de recorrer a elas.
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| Imprensa africana subsaariana | 0.00 | neutral |
A Argentina celebra a descoberta da 'cola' de Pickford como símbolo de sua superioridade e da preparação vã da Inglaterra.
A narrativa enfatiza o detalhe das anotações e a reação de Messi para transformar um episódio menor em prova da resiliência argentina.
O Sudeste Asiático ri da preparação inglesa, transformando a descoberta em uma piada viral às custas de Pickford.
O uso de termos como 'cola' e 'momento engraçado' banaliza a seriedade da preparação, reduzindo-a a um fracasso cômico.
A África subsaariana relata o episódio como um fato, sem ênfase celebratória ou irônica, focando na derrota inglesa.
A narrativa simplesmente descreve a preparação e a descoberta, sem adicionar julgamentos, mantendo um tom de crônica esportiva.
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