
Adolescente baleado em escola argentina reacende alerta sobre violência juvenil
O disparo acidental em Cutral Có, que deixou um aluno de 13 anos ferido, ocorre num contexto de episódios violentos envolvendo jovens na Europa, no Médio Oriente e na Oceania.
Um estudante de 13 anos foi atingido por um disparo de arma de fogo dentro de uma sala de aula em Cutral Có, na província argentina de Neuquén, na terça-feira. O projétil, disparado acidentalmente por um colega que manipulava uma pistola, atravessou o braço esquerdo da vítima, que foi hospitalizada e se encontra fora de perigo, segundo fontes médicas locais. O episódio ocorreu na escola CPEM n.º 6 e mobilizou equipas docentes, de apoio pedagógico e forças policiais, que isolaram o adolescente responsável e apreenderam a arma.
De acordo com o relato de familiares e das autoridades educativas, o disparo foi ouvido como um estrondo súbito durante uma aula normal. A vítima, que estava sentada na sua carteira, sentiu uma dor intensa e viu-se com a mão ensanguentada. A avó do jovem, que o acompanhou ao hospital, descreveu momentos de angústia e incerteza até que os médicos confirmassem a natureza do ferimento. O Ministério da Saúde provincial informou que a lesão afetou apenas tecidos moles, sem fraturas, e que o adolescente permanece em observação.
A investigação, conduzida pela polícia de Neuquén e pelo Ministério Público, procura determinar como a arma entrou na escola e se houve intencionalidade. O comissário Franco Corzo confirmou que a pistola estava carregada e sem o dispositivo de segurança acionado. Este não é o primeiro caso na mesma instituição: em abril, outra arma de fogo foi apreendida na posse de um aluno de 15 anos, o que levou a família da vítima a exigir medidas mais rigorosas e a anunciar uma denúncia formal.
O incidente argentino insere-se num quadro mais amplo de preocupação com a violência juvenil. Na Europa, a imprensa francesa tem destacado o aumento de agressões graves entre adolescentes, com o número de menores processados por homicídio ou violência agravada a duplicar numa década. No Médio Oriente, relatos dão conta de um homicídio com arma branca entre jovens de 16 anos em Teerão, após uma longa rivalidade. Na Austrália, um adolescente morreu na quarta-feira em Craigieburn, nos arredores de Melbourne, vítima de ferimentos de arma branca, num caso que mobilizou a brigada de homicídios. Observadores em Lisboa e em Brasília notam que, embora os contextos variem, a presença de armas em ambiente escolar e a escalada de conflitos entre jovens exigem respostas preventivas coordenadas.
Até ao momento, as autoridades argentinas não divulgaram se o aluno que portava a arma será alvo de medidas judiciais, dada a sua menoridade. A escola mantém atividades de apoio psicológico aos alunos que presenciaram o disparo. A investigação prossegue, com a polícia a recolher depoimentos e a analisar o armamento, enquanto a comunidade de Cutral Có aguarda esclarecimentos sobre as falhas de segurança que permitiram a repetição de um episódio potencialmente fatal.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Em uma escola da província argentina de Neuquén, um adolescente de 13 anos levou uma arma carregada e acidentalmente feriu um colega no braço. A vítima está fora de perigo e as autoridades investigam como a arma foi introduzida, enquanto a escola acionou os protocolos de emergência. O incidente é tratado como um caso isolado, sem conflito anterior entre os dois jovens.
Em Craigieburn, na Austrália, um adolescente morreu com suspeita de ferimentos por faca em frente a um centro médico. A polícia abriu uma investigação de homicídio e está pedindo testemunhas. O incidente é tratado como um crime grave, sem mais detalhes divulgados até o momento.
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