
Adoção de relatórios de sustentabilidade avança na África Ocidental para garantir acesso a capital
Nigéria regista primeiras 50 empresas a adotar normas globais, Gana atinge 73% de conformidade bancária e setor privado lança guia inédito para micro e pequenas empresas.
Mais de 50 empresas nigerianas iniciaram a adoção voluntária das normas internacionais de relatórios de sustentabilidade, num movimento que antecipa o prazo obrigatório de 2028 e responde a um alerta do Conselho de Relato Financeiro da Nigéria: a transparência tornou-se a nova moeda para aceder a investimento, mercados de exportação e parcerias estratégicas. Em paralelo, o banco central do Gana revelou que a conformidade do setor bancário com os Princípios de Banca Sustentável atingiu 73% em setembro de 2025, um avanço sustentado por uma diretiva sobre riscos financeiros climáticos e por um plano estratégico quadrienal.
A aceleração regulatória e empresarial observada na África Ocidental insere-se num contexto em que investidores, credores e cadeias de abastecimento globais exigem cada vez mais informação sobre a forma como as organizações gerem riscos ambientais, sociais e de governação (ESG). Na perspetiva de Lagos, o Conselho de Relato Financeiro sublinha que a divulgação de sustentabilidade deixou de ser um exercício de conformidade para se tornar uma linguagem comum nos mercados financeiros, determinante para a resiliência e a atração de capital de longo prazo. Em Acra, o governador do Banco do Gana descreveu o compromisso voluntário dos 23 diretores executivos da banca comercial como um ponto de viragem estratégico, e não apenas regulatório.
O impacto desta transição estende-se às micro, pequenas e médias empresas. A Associação de Empregadores da Nigéria (NECA) lançou o que descreve como o primeiro Guia de Implementação ESG para MPME em África, concebido como um roteiro prático para que estes negócios integrem gradualmente critérios de sustentabilidade e acedam a financiamento verde. Em paralelo, o Access Bank do Gana, em parceria com a Universidade Birmingham City, realizou um workshop para capacitar PME em modelos de negócio sustentáveis e estruturas de financiamento verde, sinalizando que a avaliação de crédito passará a incorporar práticas ambientais. No domínio dos pagamentos digitais, a MobileMoney Fintech reporta que as soluções de dinheiro móvel estão a permitir às PME ganenses construir históricos financeiros que facilitam o acesso ao crédito, enquanto a plataforma MoneyHash, com presença na Arábia Saudita e no Golfo, alargou a sua cobertura regional através de uma parceria com a HyperPay, simplificando a integração de pagamentos para comerciantes.
Fora do continente africano, o movimento em direção a uma maior transparência ESG também se consolida. Em Itália, a BANCOMAT publicou o seu segundo balanço de sustentabilidade, adotando voluntariamente a análise de dupla materialidade conforme as normas europeias (ESRS), e reportou uma redução de seis pontos percentuais na disparidade salarial de género. Na Arábia Saudita, a colaboração entre a Emaar Executive Company e a japonesa Magna AI para construir centros de dados de inteligência artificial soberanos insere-se na estratégia Visão 2030, que visa expandir a inclusão financeira e a transformação digital.
O próximo marco a observar será a evolução da adoção voluntária na Nigéria até 2028, bem como a expansão da formação especializada em ESG que a NECA pretende levar às seis zonas geopolíticas do país, depois de os seus quadros concluírem formação no Centro Internacional de Formação da OIT em Turim. No Gana, o plano estratégico do banco central até 2028 e a integração de critérios de sustentabilidade na concessão de crédito pelas instituições financeiras constituem os próximos passos mensuráveis.
| Imprensa do Golfo árabe | +0.80 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa africana subsaariana | −0.20 | neutral |
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
The Gulf positions itself as a pioneer of financial transparency, turning ESG into a ticket to global markets.
It uses a triumphalist tone and concrete data on investments and infrastructure to normalize ESG as inevitable and beneficial.
It does not mention criticisms about actual implementation or costs for local businesses.
Sub-Saharan Africa warns: ESG cannot be a priority when floods and internal reforms are urgent.
It juxtaposes immediate crisis news (floods) with structural reforms to suggest that ESG is a luxury the region cannot afford.
It does not highlight the potential benefits of attracting capital through ESG.
Europe observes with detachment: ESG is another arena of geopolitical competition, not a panacea.
It uses news of explosions and negotiations to create a context of instability, suggesting that ESG is a distraction.
It does not discuss the technical details of ESG or the benefits for emerging markets.
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