
Haaland, o carrasco do Brasil, batiza centenas de recém-nascidos no Peru
Após a eliminação brasileira na Copa de 2026, famílias peruanas registram bebês com o nome do atacante norueguês, repetindo uma tradição de homenagear ídolos do futebol.
Na manhã de uma quinta-feira em Lima, um pai preencheu o formulário do Registro Nacional de Identificação e Estado Civil com um nome que ainda ecoava nos estádios da Copa do Mundo: Erling Haaland. O recém-nascido, envolto em uma manta azul, passou a integrar uma estatística que surpreendeu até os funcionários do cartório. "Haaland também é peruano", brincou o porta-voz do Reniec, Iván Torres, ao confirmar que 468 bebês receberam o sobrenome do artilheiro norueguês como primeiro nome, e outros 91 foram registrados com o nome completo do jogador do Manchester City.
O estopim para a "Haaland-mania" foi a vitória da Noruega sobre o Brasil por 2 a 1 nas oitavas de final, com dois gols do camisa 9. A partida, que eliminou a seleção brasileira e a deixou com sua segunda pior campanha em Copas, provocou uma onda de registros nos dias seguintes. A maioria das homenagens, segundo o Reniec, ocorreu nas semanas posteriores ao início do Mundial, mas o pico veio após a classificação norueguesa às quartas de final — a primeira na história do país. O fenômeno não passou despercebido na imprensa sul-americana: enquanto veículos brasileiros destacavam o impacto da derrota, analistas peruanos viam na escolha dos nomes um reflexo da paixão local pelo futebol global, mesmo sem a presença da seleção nacional no torneio.
A prática de batizar crianças com nomes de craques é antiga no Peru. Dados do Reniec mostram que 33.809 pessoas carregam o nome Neymar, um número que supera em muito qualquer outro jogador. Lionel Messi batizou 3.402 peruanos, Cristiano Ronaldo inspirou 1.185, e o jovem espanhol Lamine Yamal já dá nome a 1.241. "As grandes estrelas do futebol servem de inspiração para que os peruanos registrem seus filhos com nomes marcantes e famosos", explicou Torres. A legislação peruana permite a homenagem, desde que não viole direitos fundamentais, e os cartórios não podem proibir a escolha. Para observadores em Lima, o gesto vai além da admiração: é uma forma de participar, simbolicamente, de um evento que mobiliza o país mesmo à distância.
Enquanto Haaland se prepara para enfrentar a Inglaterra nas quartas de final, com sete gols no torneio, a "Haaland-mania" pode se intensificar. O atacante, conhecido como "Androide", já é o segundo maior goleador da Copa, atrás apenas de Messi e Mbappé, ambos com oito. Nos bairros de Lima, a notícia de que um vizinho registrou o filho como Haaland provoca sorrisos e comentários sobre a ousadia. A história desses nomes, gravada em certidões, permanecerá muito depois do apito final, como um eco curioso de um Mundial em que a Noruega, pela primeira vez, roubou a cena — e os corações — de um país sul-americano.
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A febre por Haaland é imparável no Peru, onde centenas de pais escolhem seu nome para seus filhos, juntando-se à tradição de nomear bebês como grandes figuras do futebol.
Ao comparar os números de Haaland com os de Messi, Neymar e outros, a tendência é normalizada e recebe o status de fenômeno global.
O registro civil peruano registrou centenas de recém-nascidos chamados Erling Haaland, resultado direto de suas façanhas na Copa do Mundo.
A notícia é apresentada como um fato estatístico sem comentários emocionais, conferindo credibilidade ao relatório.
O relatório omite a comparação dos números de Haaland com os de outros jogadores como Neymar e Messi, o que poderia diminuir a escala do fenômeno.
As façanhas de Haaland na Copa do Mundo inspiraram os pais peruanos a nomear seus filhos como ele, uma tendência que não mostra sinais de desaceleração.
Ao usar uma linguagem vívida como 'gacor' e 'sinar' em um veículo, o bloco cria uma conexão emocional, enquanto os números secos do outro veículo conferem credibilidade.
Os relatórios não mencionam que outros jogadores como Neymar têm muito mais nomes registrados, o que contextualizaria os números de Haaland.
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