
Violência patrimonial e sequestros-relâmpago acionam polícias em três países
Autoridades no Brasil, Irã e Argélia responderam a uma série de crimes violentos — de assaltos com faca a sequestros com pedidos de resgate — em menos de uma semana.
Na zona sul de São Paulo, uma mulher de 49 anos foi sequestrada à porta de um salão de beleza na Vila Sônia, na tarde de sábado (20). De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 89º Distrito Policial, dois criminosos armados a abordaram, roubaram joias avaliadas em R$ 20 mil, o celular e o carro, e obrigaram-na a transferir R$ 2,9 mil. A vítima foi libertada ilesa na Rodovia Régis Bittencourt, após rastreamento do telefone por familiares e policiais. Até a manhã seguinte, os suspeitos não haviam sido identificados ou presos.
Em Teerã, a força policial desencadeou uma série de operações simultâneas. O coronel Morteza Nesari, da Polícia de Investigação Criminal, anunciou a desarticulação de uma quadrilha de dez sequestradores que se fazia passar por agentes para raptar filhos de industriais, exigindo resgates de até 200 mil dólares (cerca de R$ 1 milhão). As vítimas foram libertadas antes que as famílias pagassem, mas um dos reféns teve a orelha cortada como forma de pressão, segundo relato do chefe do bando. No mesmo período, um homem foi detido por assaltar duas ourivesarias — uma no leste e outra no norte da capital — utilizando um veículo Chery Arrizo preto e uma pistola. Sua irmã, residente no norte do país, foi presa por vender as joias roubadas. Outros casos isolados, mas não ligados entre si, incluíram um roubo domiciliar armado em Semnan, o furto de ouro em Rudbar-e Jonub e uma tentativa frustrada de arrombar um cofre com 200 bilhões de tomans (aproximadamente R$ 30 milhões) em uma empresa no norte de Teerã, ação que a polícia suspeita ter contado com informação interna.
Em Argel, na comuna de Birkhadem, um homem de 28 anos foi preso poucas horas após cometer uma série de roubos violentos contra comerciantes com uma faca de grandes dimensões. O procurador da República informou que o suspeito, identificado como Saïdani Soheïl, foi capturado graças a câmeras de segurança e vídeos que circularam nas redes sociais. Apresentado à Justiça em 21 de junho, responderá por roubo qualificado, lesões corporais e ameaça de morte, com julgamento marcado para o dia 28.
Na perspectiva de Brasília, o episódio do salão de beleza ecoa a fragilidade da segurança pública em zonas urbanas, onde sequestros-relâmpago e extorsão via Pix se banalizaram. A rápida resposta no Irã e na Argélia contrasta com a impunidade percebida no Brasil, analisam observadores. Em Teerã, a multiplicidade de casos levou a polícia a atribuir os êxitos operacionais ao uso intensivo de inteligência e câmeras, mas também expõe uma pressão social decorrente da crise econômica. De Lisboa, chama-se a atenção para o modelo argelino de “comparecimento imediato”, que encurta a distância entre crime e condenação.
As investigações seguem em todos os países. No Irã, a polícia procura outros possíveis crimes dos detidos; na Argélia, aguarda-se o julgamento; no Brasil, as buscas pelos sequestradores continuam, com o caso registrado como roubo e extorsão.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A polícia de Teerã desmantelou quadrilhas de seqüestradores armados, apreendendo grandes quantidades de ouro em uma ampla operação. As autoridades anunciaram a prisão de vários membros das redes que aterrorizavam famílias e exigiam resgates. A ação ressalta o esforço incansável das forças de segurança para proteger os cidadãos e restaurar a ordem pública.
Uma onda de seqüestros em Teerã desencadeou uma enorme operação policial, recuperando ouro roubado e prendendo membros de gangues. As redes criminosas, que visavam especificamente pessoas ricas, causaram pânico na cidade. As autoridades apreenderam grandes quantidades de ouro e joias, mas as preocupações permanecem sobre a crescente criminalidade violenta.
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