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Crise climática atinge crianças e idosos de forma desproporcional, revelam estudos globais

Relatórios divulgados no Dia Mundial de Conscientização sobre o Abuso de Idosos mostram que 1,1 mil milhões de menores estão expostos a múltiplos riscos climáticos e que a violência contra a população idosa cresce no Brasil.

Quase metade das crianças e adolescentes do mundo — cerca de 1,1 mil milhões de pessoas — já vive exposta a pelo menos três ameaças climáticas simultâneas, como ondas de calor, secas e inundações. O alerta consta do Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, divulgado pelo UNICEF nesta segunda-feira, 15 de junho, data em que também se assinala o Dia Mundial de Conscientização sobre o Abuso e o Maltrato na Velhice. A coincidência de calendário expõe uma realidade incómoda: os extremos da idade, a infância e a velhice, estão na linha da frente dos impactos das alterações climáticas e da negligência social.

No Brasil, o cenário é particularmente preocupante. Seis em cada dez crianças e adolescentes — 30 milhões de menores — estão cotidianamente expostos a mais de uma ameaça climática, e 16 milhões enfrentam três ou mais riscos, como secas prolongadas e temperaturas extremas. Os dados, extraídos do mesmo estudo do UNICEF, revelam que os corpos infantis são mais vulneráveis: aquecem mais rápido, transpiram com menos eficiência e necessitam de mais alimento e água por peso corporal. Enquanto isso, a campanha Junho Violeta, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, procura dar visibilidade à violência contra idosos, que vai muito além da agressão física e inclui abandono, negligência e abuso patrimonial. O Disque 100 registou mais de 1,6 milhões de denúncias de violência contra idosos entre janeiro de 2024 e abril de 2026, com um aumento de quase 19% nos primeiros quatro meses deste ano em relação ao mesmo período de 2025.

A vulnerabilidade dos mais velhos às alterações climáticas também começa a ser documentada. Um estudo da HelpAge India, divulgado para marcar a data, revelou que 78% dos idosos inquiridos em zonas rurais de dez Estados indianos sofreram pelo menos um evento climático extremo nos últimos três anos — ondas de calor (45%), inundações (27%) e secas (20%) foram os mais frequentes. A investigação sublinha que o stress térmico é especialmente perigoso para quem vive em habitações precárias ou mal ventiladas, realidade comum em muitas regiões do Sul Global. Na perspetiva de Brasília, a convergência entre crise climática e envelhecimento populacional exige respostas integradas, que vão desde a adaptação das moradias até à criação de redes de acolhimento durante eventos extremos.

Observadores em Lisboa notam que, embora Portugal e os países africanos de língua oficial portuguesa não apareçam diretamente nos relatórios agora conhecidos, as tendências globais são inescapáveis. O envelhecimento acelerado da população portuguesa e a exposição de crianças em países como Moçambique e Angola a ciclones, secas e cheias tornam urgente a transposição destas evidências para políticas públicas locais. A Organização Mundial da Saúde define o maltrato de pessoas idosas como uma ação ou omissão que causa dano ou angústia dentro de uma relação de confiança, conceito que se agrava quando as redes de apoio colapsam sob o peso de desastres climáticos.

O que os relatórios sugerem, em conjunto, é que a crise climática atua como um multiplicador de desigualdades geracionais. Proteger crianças e idosos exige não apenas mitigar emissões, mas também reforçar sistemas de saúde, educação e assistência social capazes de responder a choques cada vez mais frequentes. A coincidência das datas lembra que a consciência sobre o abuso e a negligência deve estender-se à forma como as sociedades preparam — ou deixam de preparar — os seus membros mais frágeis para um planeta em rápida transformação.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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O relatório do UNICEF mostra que 1,1 bilhão de crianças no mundo estão expostas a pelo menos três riscos climáticos. No Brasil, 16 milhões de crianças enfrentam ondas de calor, secas e tempestades, ameaçando sua saúde, educação e sobrevivência.

Stampa africana subsahariana/ anglofona
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UNICEF alerta que quase todas as crianças estão expostas a perigos climáticos, com 1,8 mil milhões a enfrentar secas e 1,2 mil milhões calor extremo. As crianças são desproporcionalmente afetadas e os governos devem investir urgentemente em infraestrutura, adaptação e gestão de desastres.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Crise climática atinge crianças e idosos de forma desproporcional, revelam estudos globais

Relatórios divulgados no Dia Mundial de Conscientização sobre o Abuso de Idosos mostram que 1,1 mil milhões de menores estão expostos a múltiplos riscos climáticos e que a violência contra a população idosa cresce no Brasil.

Quase metade das crianças e adolescentes do mundo — cerca de 1,1 mil milhões de pessoas — já vive exposta a pelo menos três ameaças climáticas simultâneas, como ondas de calor, secas e inundações. O alerta consta do Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, divulgado pelo UNICEF nesta segunda-feira, 15 de junho, data em que também se assinala o Dia Mundial de Conscientização sobre o Abuso e o Maltrato na Velhice. A coincidência de calendário expõe uma realidade incómoda: os extremos da idade, a infância e a velhice, estão na linha da frente dos impactos das alterações climáticas e da negligência social.

No Brasil, o cenário é particularmente preocupante. Seis em cada dez crianças e adolescentes — 30 milhões de menores — estão cotidianamente expostos a mais de uma ameaça climática, e 16 milhões enfrentam três ou mais riscos, como secas prolongadas e temperaturas extremas. Os dados, extraídos do mesmo estudo do UNICEF, revelam que os corpos infantis são mais vulneráveis: aquecem mais rápido, transpiram com menos eficiência e necessitam de mais alimento e água por peso corporal. Enquanto isso, a campanha Junho Violeta, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, procura dar visibilidade à violência contra idosos, que vai muito além da agressão física e inclui abandono, negligência e abuso patrimonial. O Disque 100 registou mais de 1,6 milhões de denúncias de violência contra idosos entre janeiro de 2024 e abril de 2026, com um aumento de quase 19% nos primeiros quatro meses deste ano em relação ao mesmo período de 2025.

A vulnerabilidade dos mais velhos às alterações climáticas também começa a ser documentada. Um estudo da HelpAge India, divulgado para marcar a data, revelou que 78% dos idosos inquiridos em zonas rurais de dez Estados indianos sofreram pelo menos um evento climático extremo nos últimos três anos — ondas de calor (45%), inundações (27%) e secas (20%) foram os mais frequentes. A investigação sublinha que o stress térmico é especialmente perigoso para quem vive em habitações precárias ou mal ventiladas, realidade comum em muitas regiões do Sul Global. Na perspetiva de Brasília, a convergência entre crise climática e envelhecimento populacional exige respostas integradas, que vão desde a adaptação das moradias até à criação de redes de acolhimento durante eventos extremos.

Observadores em Lisboa notam que, embora Portugal e os países africanos de língua oficial portuguesa não apareçam diretamente nos relatórios agora conhecidos, as tendências globais são inescapáveis. O envelhecimento acelerado da população portuguesa e a exposição de crianças em países como Moçambique e Angola a ciclones, secas e cheias tornam urgente a transposição destas evidências para políticas públicas locais. A Organização Mundial da Saúde define o maltrato de pessoas idosas como uma ação ou omissão que causa dano ou angústia dentro de uma relação de confiança, conceito que se agrava quando as redes de apoio colapsam sob o peso de desastres climáticos.

O que os relatórios sugerem, em conjunto, é que a crise climática atua como um multiplicador de desigualdades geracionais. Proteger crianças e idosos exige não apenas mitigar emissões, mas também reforçar sistemas de saúde, educação e assistência social capazes de responder a choques cada vez mais frequentes. A coincidência das datas lembra que a consciência sobre o abuso e a negligência deve estender-se à forma como as sociedades preparam — ou deixam de preparar — os seus membros mais frágeis para um planeta em rápida transformação.

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O relatório do UNICEF mostra que 1,1 bilhão de crianças no mundo estão expostas a pelo menos três riscos climáticos. No Brasil, 16 milhões de crianças enfrentam ondas de calor, secas e tempestades, ameaçando sua saúde, educação e sobrevivência.

Stampa africana subsahariana/ anglofona
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UNICEF alerta que quase todas as crianças estão expostas a perigos climáticos, com 1,8 mil milhões a enfrentar secas e 1,2 mil milhões calor extremo. As crianças são desproporcionalmente afetadas e os governos devem investir urgentemente em infraestrutura, adaptação e gestão de desastres.

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