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Geopolíticasegunda-feira, 15 de junho de 2026

UE sanciona procurador-geral russo e 'confessor' de Putin em novo pacote de restrições

Bruxelas impõe medidas contra mais de 80 pessoas e entidades, incluindo figuras ligadas à morte de Navalny e à propaganda de guerra, num esforço para estrangular receitas petrolíferas e o complexo militar russo.

A União Europeia anunciou a 15 de junho um novo pacote de sanções contra a Rússia, visando mais de 80 indivíduos e organizações. Entre os nomes mais simbólicos estão o procurador-geral Alexander Gutsan, o metropolita Tikhone (Georgiy Shevkunov), frequentemente descrito como "confessor" de Vladimir Putin, e o ex-provedor dos direitos da criança Pavel Astakhov. As medidas, aprovadas pelo Conselho da UE, abrangem ainda responsáveis pela perseguição e morte do opositor Alexei Navalny, empresas tecnológicas e entidades do setor energético, num esforço coordenado para enfraquecer a máquina de guerra russa e combater a sua "frota sombra" de petroleiros.

Gutsan, nomeado para o cargo em setembro de 2025, foi sancionado por "atividades que minam gravemente a democracia e o Estado de direito na Rússia", em particular por ter exigido a classificação da Fundação Anticorrupção (FBK) de Navalny como organização terrorista. O metropolita Tikhone, que em 2023 se tornou responsável pela diocese da Crimeia anexada, é acusado de "desempenhar um papel ativo na difusão de propaganda e desinformação" para justificar a agressão contra a Ucrânia. Astakhov, por sua vez, foi incluído por participar em meios de comunicação estatais pró-russos. O pacote dedica ainda um bloco específico ao envenenamento de Navalny em 2020 e à sua morte em 2024: foram sancionados agentes do FSB apontados por investigações jornalísticas, o juiz do Supremo Tribunal Oleg Nefedov e o ex-diretor do hospital de Omsk que negou o envenenamento.

No plano económico e tecnológico, Bruxelas atingiu a NtechLab, empresa criadora de um sistema de reconhecimento facial utilizado em larga escala na Rússia, e a sua estrutura-mãe. Também foram incluídas a "Gazpromneft Shipping" e a "Lukoil – Sibéria Ocidental", num esforço para reduzir as receitas do petróleo russo. O pacote estende-se a entidades de países terceiros — Turquia, Emirados Árabes Unidos, Hong Kong e Libéria — acusadas de auxiliar a "frota sombra" que transporta crude sob sanções. Completam a lista o Fundo Presidencial para Iniciativas Culturais, o diretor-executivo da Rostec e vários institutos de investigação ligados ao complexo militar-industrial.

Na perspetiva de Lisboa, o novo pacote reforça a unidade europeia e o alinhamento de Portugal com a estratégia de pressão sobre Moscovo, num momento em que a UE procura manter o apoio a Kiev. Observadores em Brasília, contudo, notam que as sanções unilaterais podem gerar efeitos colaterais nos mercados energéticos globais e complicar o posicionamento do Brasil, que mantém laços diplomáticos com a Rússia no âmbito dos BRICS. Em África, países lusófonos como Angola e Moçambique, com históricos de cooperação militar e económica com Moscovo, acompanham com cautela o alargamento das restrições, cientes de que a pressão ocidental pode influenciar as suas próprias escolhas estratégicas.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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As novas sanções da UE contra altos funcionários russos, incluindo o procurador-geral e o metropolita Tíkhon, são mais um ato hostil que criminaliza figuras institucionais e espirituais. As alegações de «minar a democracia» encobrem uma tentativa de ingerência nos assuntos internos e de punição de quem defende a soberania nacional. Moscovo considera estas restrições ilegítimas e politicamente motivadas.

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A União Europeia impôs novas sanções a mais de 80 indivíduos e entidades russos, incluindo o procurador-geral Gutsan e o metropolita Tíkhon, tido como conselheiro espiritual de Putin. As medidas visam os responsáveis pela repressão interna e pelo apoio à guerra contra a Ucrânia, numa tentativa de aumentar a pressão sobre o Kremlin.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

UE sanciona procurador-geral russo e 'confessor' de Putin em novo pacote de restrições

Bruxelas impõe medidas contra mais de 80 pessoas e entidades, incluindo figuras ligadas à morte de Navalny e à propaganda de guerra, num esforço para estrangular receitas petrolíferas e o complexo militar russo.

A União Europeia anunciou a 15 de junho um novo pacote de sanções contra a Rússia, visando mais de 80 indivíduos e organizações. Entre os nomes mais simbólicos estão o procurador-geral Alexander Gutsan, o metropolita Tikhone (Georgiy Shevkunov), frequentemente descrito como "confessor" de Vladimir Putin, e o ex-provedor dos direitos da criança Pavel Astakhov. As medidas, aprovadas pelo Conselho da UE, abrangem ainda responsáveis pela perseguição e morte do opositor Alexei Navalny, empresas tecnológicas e entidades do setor energético, num esforço coordenado para enfraquecer a máquina de guerra russa e combater a sua "frota sombra" de petroleiros.

Gutsan, nomeado para o cargo em setembro de 2025, foi sancionado por "atividades que minam gravemente a democracia e o Estado de direito na Rússia", em particular por ter exigido a classificação da Fundação Anticorrupção (FBK) de Navalny como organização terrorista. O metropolita Tikhone, que em 2023 se tornou responsável pela diocese da Crimeia anexada, é acusado de "desempenhar um papel ativo na difusão de propaganda e desinformação" para justificar a agressão contra a Ucrânia. Astakhov, por sua vez, foi incluído por participar em meios de comunicação estatais pró-russos. O pacote dedica ainda um bloco específico ao envenenamento de Navalny em 2020 e à sua morte em 2024: foram sancionados agentes do FSB apontados por investigações jornalísticas, o juiz do Supremo Tribunal Oleg Nefedov e o ex-diretor do hospital de Omsk que negou o envenenamento.

No plano económico e tecnológico, Bruxelas atingiu a NtechLab, empresa criadora de um sistema de reconhecimento facial utilizado em larga escala na Rússia, e a sua estrutura-mãe. Também foram incluídas a "Gazpromneft Shipping" e a "Lukoil – Sibéria Ocidental", num esforço para reduzir as receitas do petróleo russo. O pacote estende-se a entidades de países terceiros — Turquia, Emirados Árabes Unidos, Hong Kong e Libéria — acusadas de auxiliar a "frota sombra" que transporta crude sob sanções. Completam a lista o Fundo Presidencial para Iniciativas Culturais, o diretor-executivo da Rostec e vários institutos de investigação ligados ao complexo militar-industrial.

Na perspetiva de Lisboa, o novo pacote reforça a unidade europeia e o alinhamento de Portugal com a estratégia de pressão sobre Moscovo, num momento em que a UE procura manter o apoio a Kiev. Observadores em Brasília, contudo, notam que as sanções unilaterais podem gerar efeitos colaterais nos mercados energéticos globais e complicar o posicionamento do Brasil, que mantém laços diplomáticos com a Rússia no âmbito dos BRICS. Em África, países lusófonos como Angola e Moçambique, com históricos de cooperação militar e económica com Moscovo, acompanham com cautela o alargamento das restrições, cientes de que a pressão ocidental pode influenciar as suas próprias escolhas estratégicas.

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As novas sanções da UE contra altos funcionários russos, incluindo o procurador-geral e o metropolita Tíkhon, são mais um ato hostil que criminaliza figuras institucionais e espirituais. As alegações de «minar a democracia» encobrem uma tentativa de ingerência nos assuntos internos e de punição de quem defende a soberania nacional. Moscovo considera estas restrições ilegítimas e politicamente motivadas.

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A União Europeia impôs novas sanções a mais de 80 indivíduos e entidades russos, incluindo o procurador-geral Gutsan e o metropolita Tíkhon, tido como conselheiro espiritual de Putin. As medidas visam os responsáveis pela repressão interna e pelo apoio à guerra contra a Ucrânia, numa tentativa de aumentar a pressão sobre o Kremlin.

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