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Israel rejeita cessar-fogo no Líbano e desafia acordo entre EUA e Irão

Netanyahu comunicou a Trump que não se considera vinculado pela cláusula libanesa do pacto e manterá as tropas no terreno, enquanto ministros ameaçam responder com força a qualquer ataque iraniano.

O anúncio de um acordo de paz interino entre os Estados Unidos e o Irão, alcançado com mediação paquistanesa e que prevê o fim das hostilidades em todas as frentes — incluindo o Líbano —, foi recebido com firme rejeição por Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comunicou diretamente ao presidente Donald Trump, numa conversa telefónica no domingo, que o Estado judaico não se considera vinculado pela cláusula libanesa do pacto e que as Forças de Defesa de Israel permanecerão nas posições que ocupam no sul do Líbano. A informação foi divulgada pela imprensa israelita e confirmada por fontes oficiais, que sublinham o apoio unânime do gabinete de segurança à posição de Netanyahu.

O ministro da Defesa, Israel Katz, detalhou a nova doutrina: as tropas israelitas manter-se-ão indefinidamente em “zonas de segurança” no Líbano, na Síria e em Gaza, com o objetivo de proteger as fronteiras e as comunidades israelitas de “elementos jihadistas”. Katz afirmou ainda que a área controlada no sul do Líbano será “limpa” de população local e que todas as infraestruturas, incluindo casas em aldeias fronteiriças que teriam servido de base ao Hezbollah, serão destruídas. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, da ala mais radical do executivo, foi ainda mais incisivo: declarou que “o acordo de Trump não nos vincula” e que Israel “não é uma república das bananas”, recusando qualquer retirada de território conquistado e exigindo o desmantelamento total do Hezbollah. O estado de emergência na frente interna foi entretanto prolongado até 30 de junho, refletindo a incerteza quanto à evolução no terreno.

O acordo entre Washington e Teerão, que deverá ser assinado a 19 de junho em Genebra, foi saudado pela generalidade da comunidade internacional. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, confirmou que o entendimento inclui a cessação imediata e definitiva das operações militares em todas as frentes, nomeadamente no Líbano. Contudo, a reação israelita foi de condenação generalizada. O antigo primeiro-ministro Naftali Bennett criticou Netanyahu por não ter sabido converter os ganhos militares em segurança duradoura, enquanto o ministro da Energia, Eli Cohen, assegurou que Israel está preparado para enfrentar o Irão sozinho, se necessário. A imprensa árabe e persa destaca o isolamento de Israel face a um entendimento que, para Teerão, representa uma vitória diplomática.

Na perspetiva de Brasília, a resistência israelita introduz um fator de instabilidade que pode comprometer o frágil equilíbrio alcançado. O Brasil, tradicional defensor de soluções multilaterais e do diálogo, observa com preocupação a possibilidade de uma escalada que afete os mercados energéticos globais e a segurança das rotas marítimas. Em Lisboa, analistas sublinham que a posição de Netanyahu testa os limites da influência americana sobre o seu principal aliado no Médio Oriente, enquanto as capitais africanas de língua portuguesa, como Maputo e Luanda, acompanham o impasse cientes de que a paz na região tem repercussões muito para além das suas fronteiras imediatas. A poucos dias da assinatura formal em Genebra, a incógnita é se Washington conseguirá conciliar o acordo com Teerão e a determinação de Israel em manter a sua liberdade de ação militar no Líbano.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Líderes israelenses rejeitam o acordo EUA-Irã, afirmando a soberania nacional e recusando-se a retirar das zonas de segurança no Líbano. Consideram o acordo insuficiente para garantir a segurança de Israel e insistem no direito de continuar as operações contra o Hezbollah. Fontes militares indicam, porém, que se o Hezbollah respeitar o cessar-fogo, Israel não atacará.

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Israel ignora o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, recusando-se a retirar suas tropas dos territórios ocupados no Líbano. Autoridades israelenses anunciam planos para 'limpar' a área da população e infraestrutura locais, sinalizando uma ocupação permanente. A desobediência é vista como um golpe nos esforços de paz e uma continuação da agressão militar.

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Atualizado 15:192 idiomas · 5 veículos
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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Israel rejeita cessar-fogo no Líbano e desafia acordo entre EUA e Irão

Netanyahu comunicou a Trump que não se considera vinculado pela cláusula libanesa do pacto e manterá as tropas no terreno, enquanto ministros ameaçam responder com força a qualquer ataque iraniano.

O anúncio de um acordo de paz interino entre os Estados Unidos e o Irão, alcançado com mediação paquistanesa e que prevê o fim das hostilidades em todas as frentes — incluindo o Líbano —, foi recebido com firme rejeição por Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comunicou diretamente ao presidente Donald Trump, numa conversa telefónica no domingo, que o Estado judaico não se considera vinculado pela cláusula libanesa do pacto e que as Forças de Defesa de Israel permanecerão nas posições que ocupam no sul do Líbano. A informação foi divulgada pela imprensa israelita e confirmada por fontes oficiais, que sublinham o apoio unânime do gabinete de segurança à posição de Netanyahu.

O ministro da Defesa, Israel Katz, detalhou a nova doutrina: as tropas israelitas manter-se-ão indefinidamente em “zonas de segurança” no Líbano, na Síria e em Gaza, com o objetivo de proteger as fronteiras e as comunidades israelitas de “elementos jihadistas”. Katz afirmou ainda que a área controlada no sul do Líbano será “limpa” de população local e que todas as infraestruturas, incluindo casas em aldeias fronteiriças que teriam servido de base ao Hezbollah, serão destruídas. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, da ala mais radical do executivo, foi ainda mais incisivo: declarou que “o acordo de Trump não nos vincula” e que Israel “não é uma república das bananas”, recusando qualquer retirada de território conquistado e exigindo o desmantelamento total do Hezbollah. O estado de emergência na frente interna foi entretanto prolongado até 30 de junho, refletindo a incerteza quanto à evolução no terreno.

O acordo entre Washington e Teerão, que deverá ser assinado a 19 de junho em Genebra, foi saudado pela generalidade da comunidade internacional. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, confirmou que o entendimento inclui a cessação imediata e definitiva das operações militares em todas as frentes, nomeadamente no Líbano. Contudo, a reação israelita foi de condenação generalizada. O antigo primeiro-ministro Naftali Bennett criticou Netanyahu por não ter sabido converter os ganhos militares em segurança duradoura, enquanto o ministro da Energia, Eli Cohen, assegurou que Israel está preparado para enfrentar o Irão sozinho, se necessário. A imprensa árabe e persa destaca o isolamento de Israel face a um entendimento que, para Teerão, representa uma vitória diplomática.

Na perspetiva de Brasília, a resistência israelita introduz um fator de instabilidade que pode comprometer o frágil equilíbrio alcançado. O Brasil, tradicional defensor de soluções multilaterais e do diálogo, observa com preocupação a possibilidade de uma escalada que afete os mercados energéticos globais e a segurança das rotas marítimas. Em Lisboa, analistas sublinham que a posição de Netanyahu testa os limites da influência americana sobre o seu principal aliado no Médio Oriente, enquanto as capitais africanas de língua portuguesa, como Maputo e Luanda, acompanham o impasse cientes de que a paz na região tem repercussões muito para além das suas fronteiras imediatas. A poucos dias da assinatura formal em Genebra, a incógnita é se Washington conseguirá conciliar o acordo com Teerão e a determinação de Israel em manter a sua liberdade de ação militar no Líbano.

Divergência das fontes

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Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Líderes israelenses rejeitam o acordo EUA-Irã, afirmando a soberania nacional e recusando-se a retirar das zonas de segurança no Líbano. Consideram o acordo insuficiente para garantir a segurança de Israel e insistem no direito de continuar as operações contra o Hezbollah. Fontes militares indicam, porém, que se o Hezbollah respeitar o cessar-fogo, Israel não atacará.

Stampa latinoamericana/ mercato
indignazioneallarmeurgenza

Israel ignora o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, recusando-se a retirar suas tropas dos territórios ocupados no Líbano. Autoridades israelenses anunciam planos para 'limpar' a área da população e infraestrutura locais, sinalizando uma ocupação permanente. A desobediência é vista como um golpe nos esforços de paz e uma continuação da agressão militar.

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