
União Europeia chega a acordo histórico sobre direitos dos passageiros aéreos após 13 anos
Novas regras garantem bagagem de mão gratuita e compensações por atrasos, enquanto incidentes insólitos e inovações nos assentos marcam o setor.
Após mais de uma década de negociações, a União Europeia alcançou um acordo para reformar os direitos dos passageiros aéreos. O texto, aprovado pelo Conselho e pelo Parlamento, padroniza regras sobre bagagem de mão, indemnizações por atrasos e assistência a pessoas com mobilidade reduzida. Observadores em Bruxelas destacam que o entendimento foi acelerado para evitar o bloqueio durante a presidência irlandesa do bloco, sede da low-cost Ryanair, que se opõe a várias medidas.
Pela nova regulamentação, as companhias aéreas não poderão cobrar taxas extras pela bagagem de cabine, desde que respeitadas dimensões e peso razoáveis, ainda a definir. Também ficam obrigadas a sentar crianças ao lado dos pais sem custos adicionais e a compensar passageiros com mobilidade reduzida que percam voos por falta de assistência. Na Suécia, a associação de consumidores saudou o acordo como uma "vitória importante", mas admitiu preocupação até ao último momento com possíveis retrocessos.
Do lado das transportadoras, a reação é de insatisfação. Companhias de baixo custo, como a Ryanair e a Easyjet, terão de rever as suas políticas tarifárias, que dependem fortemente das taxas sobre bagagem de mão. A indústria argumenta que o novo quadro pode encarecer os bilhetes para todos os passageiros. Na Suíça, que não é membro da UE, os viajantes também beneficiarão das novas regras graças aos acordos bilaterais com Bruxelas, um alívio para os consumidores helvéticos.
Enquanto a Europa redefine direitos, outras histórias insólitas marcam a aviação. Na Rússia, uma passageira da Utair tentou abrir uma porta de serviço durante o voo, confundindo-a com a casa de banho, acionando alarmes na cabine. Nos Estados Unidos, um vídeo viral mostrou um rato a circular na classe executiva de um Airbus da JetBlue, gerando debate sobre higiene a bordo. Já a United Airlines confirmou que testará um novo layout "Eurobusiness" nos seus Airbus A321XLR, com assentos centrais bloqueados por uma mesa divisória, uma estratégia para rotas transatlânticas.
Para os passageiros lusófonos, as mudanças europeias terão impacto direto em voos com origem ou destino na UE, incluindo ligações aéreas entre Portugal, Brasil e países africanos de língua oficial portuguesa. Especialistas em Lisboa notam que a TAP, por exemplo, já adota algumas práticas, mas a harmonização de regras pode reduzir litígios. Ainda assim, a aplicação efetiva dependerá da fiscalização, e as companhias aéreas preparam-se para contestar judicialmente alguns pontos. O setor aéreo global, entre regulação e imprevistos, continua em turbulência.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Após mais de uma década de negociações, Bruxelas adotou regras que garantem bagagem de mão gratuita, lugares para famílias sem custos extra e procedimentos de embarque transparentes. As associações de consumidores festejam uma vitória suada que acaba com as taxas ocultas e reforça a proteção dos passageiros em todo o continente.
As instituições europeias chegaram a um acordo para limitar as taxas ocultas das companhias aéreas, trazendo alívio aos passageiros da região mediterrânica. As novas regras vão aliviar o fardo financeiro das famílias, simplificar a burocracia e manter as indemnizações por atrasos significativos, assinalando um passo em direção a céus mais justos.
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