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Tunísia demite treinador após goleada histórica na estreia do Mundial 2026

Sabri Lamouchi foi destituído horas depois da derrota por 5-1 frente à Suécia, num ambiente de crise e contestação interna que abalou a seleção africana.

A primeira baixa nos bancos do Mundial 2026 consumou-se de forma abrupta e ruidosa. A Federação Tunisina de Futebol anunciou, na madrugada de segunda-feira, a destituição do selecionador Sabri Lamouchi, menos de 24 horas após a goleada sofrida diante da Suécia (5-1) no estádio de Monterrey, no México. O desfecho, confirmado pelas redes sociais do organismo e por agências internacionais, transformou o técnico francês no primeiro treinador a perder o lugar com a competição ainda a decorrer, um gesto que ecoa a crónica instabilidade do futebol africano e reacende o debate sobre a pressão insustentável que rodeia os comandos técnicos em fases finais.

A derrota frente aos nórdicos expôs fragilidades defensivas que a Tunísia raramente exibira em Copas do Mundo — foi a primeira vez que as Águias de Cartago sofreram cinco golos num jogo da fase final. Yasin Ayari bisou, Alexander Isak, Viktor Gyökeres e Mattias Svanberg ampliaram a fatura, enquanto Omar Rekik marcou o único tento tunisino. Lamouchi, que assumira o cargo em janeiro passado, deixa a seleção com um registo de cinco partidas: uma vitória magra sobre o Haiti, um empate e três derrotas, incluindo um pesado 5-0 com a Bélgica em particular. Na perspetiva de Brasília, a fragilidade do processo lembra os ciclos interrompidos de seleções africanas que, após eliminatórias promissoras, colapsam na montra global; observadores em Lisboa sublinham que a brevidade do vínculo — assinado até 2028 — torna o desfecho ainda mais simbólico da volatilidade contratual no futebol de seleções.

A decisão não foi apenas técnica. Relatos da rádio tunisina Mosaique FM e de jornais italianos e argentinos dão conta de um ambiente de rutura total: jogadores e dirigentes terão exigido a saída do treinador ainda antes do apito final, e discussões acesas prosseguiram no regresso ao hotel, culminando em confrontos físicos. A federação agiu rapidamente, nomeando Mondher Kebaier, antigo selecionador entre 2019 e 2022, como técnico interino para o que resta do Grupo F — uma solução de emergência que procura estancar a crise antes do duelo com o Japão, no domingo. A história, de resto, não é inédita para os tunisinos: em 1998, Henryk Kasperczak foi demitido após a primeira jornada, num precedente que assombra a memória coletiva do país.

Na imprensa sueca, o despedimento foi recebido como a consequência natural de uma exibição em que a equipa de Jon Dahl Tomasson “esmagou” o adversário, mas também como um alerta para a dureza do formato alargado do Mundial, onde uma derrota inicial pode ditar sentenças definitivas. Já os analistas do mundo lusófono africano veem no episódio um reflexo das dificuldades estruturais que persistem nas federações do continente, onde a paciência com os projetos desportivos é curta e a rotação de técnicos se tornou endémica. A Tunísia, apesar de matematicamente ainda viva no grupo que integra também os Países Baixos, terá de reinventar-se em poucos dias para evitar uma eliminação precoce que mancharia uma década de relativa estabilidade competitiva.

O futuro imediato depende da capacidade de Kebaier devolver ordem tática e emocional a um plantel abalado. A tarefa é hercúlea: o Japão apresenta-se como adversário organizado e veloz, e qualquer novo tropeço poderá transformar a estadia tunisina no México numa nota de rodapé amarga. Para o futebol africano, o caso Lamouchi serve de espelho incómodo — a urgência de resultados imediatos continua a atropelar a construção de ciclos longos, mesmo no palco mais nobre do desporto.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Após a goleada de 5-1 para a Suécia, a Tunísia mergulha no caos: brigas no hotel e divergências técnicas levam à demissão do técnico Lamouchi em pleno torneio, depois de apenas cinco jogos. A decisão, considerada bombástica, ocorreu após uma reunião de crise convocada às pressas pela federação.

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A Copa de 2026 vira um moedor de carne para treinadores: a Tunísia demite Sabri Lamouchi horas depois da goleada de 5-1 para a Suécia, tornando-o o primeiro técnico caçado no torneio. Um ciclo relâmpago de cinco jogos e uma equipe em frangalhos resultaram em uma decisão histórica.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Tunísia demite treinador após goleada histórica na estreia do Mundial 2026

Sabri Lamouchi foi destituído horas depois da derrota por 5-1 frente à Suécia, num ambiente de crise e contestação interna que abalou a seleção africana.

A primeira baixa nos bancos do Mundial 2026 consumou-se de forma abrupta e ruidosa. A Federação Tunisina de Futebol anunciou, na madrugada de segunda-feira, a destituição do selecionador Sabri Lamouchi, menos de 24 horas após a goleada sofrida diante da Suécia (5-1) no estádio de Monterrey, no México. O desfecho, confirmado pelas redes sociais do organismo e por agências internacionais, transformou o técnico francês no primeiro treinador a perder o lugar com a competição ainda a decorrer, um gesto que ecoa a crónica instabilidade do futebol africano e reacende o debate sobre a pressão insustentável que rodeia os comandos técnicos em fases finais.

A derrota frente aos nórdicos expôs fragilidades defensivas que a Tunísia raramente exibira em Copas do Mundo — foi a primeira vez que as Águias de Cartago sofreram cinco golos num jogo da fase final. Yasin Ayari bisou, Alexander Isak, Viktor Gyökeres e Mattias Svanberg ampliaram a fatura, enquanto Omar Rekik marcou o único tento tunisino. Lamouchi, que assumira o cargo em janeiro passado, deixa a seleção com um registo de cinco partidas: uma vitória magra sobre o Haiti, um empate e três derrotas, incluindo um pesado 5-0 com a Bélgica em particular. Na perspetiva de Brasília, a fragilidade do processo lembra os ciclos interrompidos de seleções africanas que, após eliminatórias promissoras, colapsam na montra global; observadores em Lisboa sublinham que a brevidade do vínculo — assinado até 2028 — torna o desfecho ainda mais simbólico da volatilidade contratual no futebol de seleções.

A decisão não foi apenas técnica. Relatos da rádio tunisina Mosaique FM e de jornais italianos e argentinos dão conta de um ambiente de rutura total: jogadores e dirigentes terão exigido a saída do treinador ainda antes do apito final, e discussões acesas prosseguiram no regresso ao hotel, culminando em confrontos físicos. A federação agiu rapidamente, nomeando Mondher Kebaier, antigo selecionador entre 2019 e 2022, como técnico interino para o que resta do Grupo F — uma solução de emergência que procura estancar a crise antes do duelo com o Japão, no domingo. A história, de resto, não é inédita para os tunisinos: em 1998, Henryk Kasperczak foi demitido após a primeira jornada, num precedente que assombra a memória coletiva do país.

Na imprensa sueca, o despedimento foi recebido como a consequência natural de uma exibição em que a equipa de Jon Dahl Tomasson “esmagou” o adversário, mas também como um alerta para a dureza do formato alargado do Mundial, onde uma derrota inicial pode ditar sentenças definitivas. Já os analistas do mundo lusófono africano veem no episódio um reflexo das dificuldades estruturais que persistem nas federações do continente, onde a paciência com os projetos desportivos é curta e a rotação de técnicos se tornou endémica. A Tunísia, apesar de matematicamente ainda viva no grupo que integra também os Países Baixos, terá de reinventar-se em poucos dias para evitar uma eliminação precoce que mancharia uma década de relativa estabilidade competitiva.

O futuro imediato depende da capacidade de Kebaier devolver ordem tática e emocional a um plantel abalado. A tarefa é hercúlea: o Japão apresenta-se como adversário organizado e veloz, e qualquer novo tropeço poderá transformar a estadia tunisina no México numa nota de rodapé amarga. Para o futebol africano, o caso Lamouchi serve de espelho incómodo — a urgência de resultados imediatos continua a atropelar a construção de ciclos longos, mesmo no palco mais nobre do desporto.

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Após a goleada de 5-1 para a Suécia, a Tunísia mergulha no caos: brigas no hotel e divergências técnicas levam à demissão do técnico Lamouchi em pleno torneio, depois de apenas cinco jogos. A decisão, considerada bombástica, ocorreu após uma reunião de crise convocada às pressas pela federação.

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A Copa de 2026 vira um moedor de carne para treinadores: a Tunísia demite Sabri Lamouchi horas depois da goleada de 5-1 para a Suécia, tornando-o o primeiro técnico caçado no torneio. Um ciclo relâmpago de cinco jogos e uma equipe em frangalhos resultaram em uma decisão histórica.

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