
Fármaco de cobre reacende esperança contra Alzheimer; dieta e estilo de vida ganham protagonismo global
Estudo australiano mostra que composto Cu(ATSM) reduz proteínas tóxicas e melhora memória, enquanto investigações em vários continentes reforçam o papel da alimentação e dos hábitos na prevenção de doenças crónicas.
Uma equipa da Universidade Monash, na Austrália, identificou um fármaco à base de cobre — o Cu(ATSM) — que, em ensaios laboratoriais, conseguiu restaurar os mecanismos de eliminação de resíduos do cérebro, reduzindo as placas de beta-amiloide e melhorando a memória espacial de longo prazo. Publicado na ACS Chemical Neuroscience, o estudo abre uma via promissora para tratar não só a doença de Alzheimer, mas também outras demências que afetam milhões de pessoas. A descoberta surge num momento em que a narrativa sobre o declínio cognitivo começa a mudar: analistas nos Estados Unidos sublinham que, apesar do envelhecimento populacional, as taxas de demência por faixa etária têm caído cerca de 13% por década nos países ricos, graças a melhores cuidados cardiovasculares e educação. Em paralelo, uma revisão de 15 anos de investigação, divulgada na Rússia, sugere que a dieta cetogénica — rica em gorduras e pobre em hidratos de carbono — pode proteger o cérebro envelhecido ao fornecer corpos cetónicos como combustível alternativo à glicose, cuja utilização se torna deficiente em doenças neurodegenerativas. Já uma análise de 31 estudos de coorte, também repercutida em Moscovo, associou o consumo regular de café a uma ligeira diminuição do risco de cancro da mama, especialmente após a menopausa, embora o efeito não pareça depender da cafeína.
Enquanto a ciência avança na proteção cerebral, a crise metabólica global exige atenção urgente. Na Indonésia, o vice-ministro da Saúde alertou para o aparecimento de diabetes tipo 2 em adolescentes, fenómeno que atribui ao uso excessivo de dispositivos eletrónicos, ao sedentarismo e ao consumo elevado de açúcar. O médico russo Dominik Grinier advertiu que milhões de pessoas em todo o mundo vivem com pré-diabetes sem o saber, um estado reversível se detetado a tempo, mas que pode evoluir silenciosamente para a doença. Dados mexicanos revelam que 74,9% dos adultos têm excesso de peso ou obesidade, e que omitir o pequeno-almoço — prática comum — eleva o risco de diabetes e hipertensão. Este cenário reforça a necessidade de intervenções preventivas ancoradas na alimentação.
A resposta, defendem nutricionistas de vários continentes, não está em eliminar grupos alimentares inteiros, mas em escolhas inteligentes. Na Indonésia, recomenda-se a troca do arroz branco pelo integral, de menor índice glicémico, e pequenos-almoços como o parfait de iogurte grego com morangos e granola, rico em proteína e fibra. Especialistas mexicanos valorizam os antioxidantes de vegetais locais para travar o envelhecimento celular, enquanto um molho cremoso de iogurte, limão e abacate é apontado como protetor cardiovascular. O iogurte, aliás, está no centro de investigações nos Estados Unidos que exploram o seu potencial na prevenção do cancro do cólon, graças à modulação da microbiota intestinal. A fibra solúvel e insolúvel — cuja carência se manifesta em obstipação, fome constante e picos de glicose — é destacada por observadores em Jacarta como essencial para a saciedade e a saúde digestiva. Até o pão, vilipendiado em dietas da moda, pode ser saudável se for integral, lembram analistas norte-americanos. Em contraponto, um estudo do Kuwait apresentado em Chicago mostrou que eliminar totalmente o açúcar da dieta pode prejudicar a saúde intestinal e o metabolismo, tal como o mel, apesar dos seus antioxidantes, exige moderação.
O estilo de vida vai além do prato. Um guia indiano para mulheres propõe reativar o metabolismo em sete dias através de ajustes na hidratação, no sono e na gestão do stress, sem recorrer a desintoxicações milagrosas. A qualidade do descanso noturno, por sua vez, pode depender dos lençóis: especialistas britânicos defendem que o linho, pela sua respirabilidade, é superior ao algodão para quem tem o sono quente. E até a escolha da roupa interfere na saúde: investigadores indonésios explicam que o poliéster, por ser oleofílico e hidrofóbico, aprisiona os óleos corporais e agrava o odor axilar, ao contrário das fibras naturais. A convergência destes achados — do laboratório australiano ao quotidiano doméstico — desenha um futuro em que a prevenção das grandes doenças crónicas será cada vez mais personalizada e multifatorial, exigindo políticas de saúde pública que integrem educação alimentar, diagnóstico precoce e atenção aos determinantes ambientais do bem-estar.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Novas pesquisas mostram que o risco de demência específico por idade está caindo, oferecendo esperança em meio ao envelhecimento populacional. Passos simples como tomar a vacina contra herpes zóster e escolher pão integral em vez de opções processadas podem apoiar a saúde cerebral e metabólica. A mensagem geral é de empoderamento: temos mais controle sobre nosso futuro cognitivo do que pensamos.
As autoridades de saúde estão soando o alarme sobre o aumento da diabetes entre os jovens, impulsionado por dietas açucaradas e estilos de vida sedentários. Dicas práticas enfatizam o controle da glicemia modificando o consumo de arroz, escolhendo cafés da manhã equilibrados e sem eliminar totalmente o açúcar. Enquanto isso, um medicamento à base de cobre mostra-se promissor na redução das proteínas tóxicas do Alzheimer, mas o tom dominante é de correção urgente do estilo de vida.
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