
Tufão Bavi força evacuações em Taiwan e no Japão após matar 15 nas Filipinas
Tempestade classificada como a maior em décadas aproxima-se da China, que ainda contabiliza 50 mortos de intempéries anteriores, enquanto milhares deixam as suas casas e voos são cancelados.
O tufão Bavi, que atravessa o Pacífico ocidental, provocou pelo menos 15 mortos e seis desaparecidos no sul das Filipinas, de acordo com as autoridades locais. As chuvas intensas associadas ao sistema causaram deslizamentos de terra na ilha de Mindanao, enquanto as equipas de emergência prosseguem as buscas. Em Taiwan, mais de duas mil pessoas foram evacuadas, sobretudo no condado montanhoso de Hualien, e registaram-se cinco feridos ligeiros, segundo o Centro de Operações de Emergência da ilha.
Na manhã de sábado, o tufão deverá passar a norte de Taiwan e muito próximo das ilhas japonesas de Sakishima, onde os ventos sustentados atingem 162 km/h, de acordo com a Agência Meteorológica Central taiwanesa. As autoridades de Taipei encerraram escolas e escritórios em oito cidades e condados do norte e leste, incluindo a capital, e suspenderam a negociação bolsista. No Japão, as companhias aéreas cancelaram mais de 260 voos até domingo, afetando cerca de 40 mil passageiros, e quase 900 edifícios ficaram sem energia na província de Okinawa.
A dimensão do Bavi — com um raio de ventos fortes de 380 quilómetros — levou os meteorologistas a descrevê-lo como o maior tufão a ameaçar Taiwan desde 1995, embora algumas fontes regionais apontem para a maior tempestade em mais de 30 anos. Apesar de ter enfraquecido de supertufão para tufão moderado, o sistema mantém rajadas de até 198 km/h e deverá despejar até um metro de chuva em áreas montanhosas do centro e norte da ilha, aumentando o risco de inundações e deslizamentos.
A China, que ainda recupera dos estragos do tufão Maysak — com 39 mortos em Guangxi e 11 vítimas de tornados em Hubei —, prepara-se para a chegada do Bavi na noite de sábado. As províncias de Zhejiang e Fujian já retiraram mais de 17 mil pessoas e mobilizaram 170 mil socorristas, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua. O Observatório Nacional mantém o alerta laranja, o segundo mais grave, enquanto as autoridades de Pequim enviam ajuda humanitária para as zonas costeiras.
Permanecem em aberto a trajetória exata do centro do tufão e a sua intensidade no momento de tocar terra, com previsões que variam entre a região de Fuqing, em Fujian, e Wenling, em Zhejiang. A comunidade científica, citada por observadores europeus, associa a energia do sistema às temperaturas oceânicas recorde registadas em junho, num ano marcado pelo regresso do fenómeno El Niño. As operações de resgate e a avaliação de danos continuam, com os números de vítimas ainda provisórios.
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A China se prepara para outro tufão após uma semana de tempestades mortais que já mataram 50 pessoas.
Ao destacar o saldo de mortos anterior da China, a narrativa desloca a atenção das vítimas filipinas para a resiliência chinesa.
O primeiro artigo omite as 15 mortes nas Filipinas, concentrando-se apenas na China.
Quinze mortos nas Filipinas; Taiwan evacua e fecha escolas enquanto a região se prepara.
Ao apresentar o evento como uma cadeia de impactos regionais, a resposta é normalizada como um procedimento coordenado e previsível.
Um homem de 50 anos e um agricultor de 70 anos foram arrastados pelas águas furiosas nas Filipinas.
Ao detalhar vítimas individuais, a narrativa cria empatia e humaniza a tragédia, focando na perda pessoal em vez da escala regional.
O artigo omite qualquer menção às evacuações em Taiwan ou à ameaça ao Japão e à China, restringindo a história apenas às Filipinas.
O tufão Bavi, o maior em décadas, matou 15 pessoas nas Filipinas e forçou Taiwan a fechar escolas, escritórios e mercados de ações.
Ao cobrir múltiplos ângulos (mortes, evacuações, fechamentos de mercados, contexto histórico), a narrativa apresenta uma imagem abrangente e autoritária do evento.
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