
Mamdani recua e admite que Nova Iorque não pode prender Netanyahu, mas pede ação federal
O presidente da Câmara de Nova Iorque reconheceu que a cidade carece de autoridade legal para executar o mandado do TPI contra o primeiro-ministro israelita, revertendo uma promessa de campanha, e instou Washington a agir.
O presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, anunciou na terça-feira que a cidade não dispõe de autoridade jurídica independente para executar o mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. Num vídeo publicado nas redes sociais, Mamdani afirmou que a sua administração "analisou todas as vias disponíveis ao abrigo da lei aplicável" e concluiu que a detenção não pode ser concretizada pelas autoridades municipais. O autarca, que durante a campanha eleitoral prometera mandar prender Netanyahu caso este visitasse a cidade, apelou agora ao governo federal norte-americano para que "se junte ao TPI e execute este mandado", classificando o líder israelita como "criminoso de guerra" e "arquiteto de um genocídio horrível contra o povo palestiniano".
A tomada de posição de Mamdani foi imediatamente rejeitada por Washington. O presidente Donald Trump declarara, na véspera, que Netanyahu "não será preso, de forma, modo ou feitio algum, enquanto estiver nos Estados Unidos da América". A administração Trump, que não reconhece a jurisdição do TPI, lançou recentemente uma campanha para "desmantelar" o tribunal, acusando-o de ameaçar a soberania norte-americana. Do lado israelita, o gabinete de Netanyahu descreveu o TPI como um "tribunal canguru" sem jurisdição sobre israelitas ou americanos, e o embaixador de Israel junto da ONU, Danny Danon, acusou Mamdani de fazer "propaganda do Hamas". O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, foi mais longe ao pedir a detenção do próprio autarca por "incitamento".
Na perspetiva de analistas jurídicos citados pela imprensa norte-americana, a conclusão de Mamdani era previsível. Os Estados Unidos não são signatários do Estatuto de Roma e a lei federal, nomeadamente o American Servicemembers Protection Act, proíbe a cooperação de entidades locais com o TPI. Além disso, o Acordo de Sede das Nações Unidas confere imunidades diplomáticas a chefes de governo em visita à organização. O TPI emitiu mandados de captura contra Netanyahu e o antigo ministro da Defesa Yoav Gallant em novembro de 2024, por alegados crimes de guerra e contra a humanidade na Faixa de Gaza, no contexto da ofensiva israelita que se seguiu aos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023.
A controvérsia surge num momento em que se espera que Netanyahu viaje para Nova Iorque em setembro, a fim de discursar na Assembleia Geral da ONU. Embora a incapacidade legal da cidade para o deter esteja agora confirmada, o episódio sublinha o profundo desacordo entre a ala mais à esquerda do Partido Democrata, representada por Mamdani, e a administração republicana, bem como o isolamento diplomático de Israel em fóruns internacionais. O dossier permanece em aberto no plano simbólico, mas sem consequências jurídicas imediatas para a deslocação prevista do primeiro-ministro israelita.
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
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| Imprensa iraniana e afins | −0.80 | critical |
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
A garantia de Trump é definitiva; o impulso do prefeito não tem base legal.
Ao relatar a declaração de Trump como fato e incluir sua justificativa sem contrapartida, o bloco apresenta a palavra do presidente como autoritária.
O bloco omite qualquer menção ao mandado de prisão do TPI contra Netanyahu ou qualquer base legal para o impulso do prefeito. Também omite qualquer crítica às alegações de Trump sobre o Irã.
Trump repete acusações falsas contra o Irã, apoia Netanyahu e pede a prisão de líderes iranianos. Essa postura mostra o viés dos EUA em relação a Israel.
O bloco enquadra a declaração de Trump como um ataque ao Irã, usando o termo 'alegações infundadas' para desacreditá-la. Também destaca a tentativa do prefeito para mostrar a oposição interna nos EUA.
O bloco omite qualquer menção aos 52.000 manifestantes mortos pelo Irã (chamando-o de alegação falsa) e o contexto da luta de Netanyahu contra o Irã. Apenas apresenta a declaração de Trump como um ataque.
Trump garante que Netanyahu está seguro e esta é a decisão final. O prefeito de Nova York estava tentando fazer cumprir a lei, mas enfrentou oposição presidencial.
O bloco apresenta ambos os lados sem comentários, dando igual peso à declaração de Trump e à consulta do prefeito, criando uma impressão de reportagem equilibrada.
O bloco omite qualquer avaliação dos méritos legais do impulso do prefeito ou do mandado do TPI. Também omite qualquer crítica às alegações de Trump sobre o Irã.
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