
Trump nega pagamento de US$ 300 milhões e garante que Irão renunciou a armas nucleares
Presidente americano classifica como "fake news" relatos de fundo de reconstrução para Teerão, enquanto memorando de entendimento prevê que país persa jamais busque armamento nuclear, mas detalhes seguem incertos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou categoricamente que Washington planeie pagar 300 milhões de dólares ao Irão, classificando as notícias como "fake news" disseminadas pelos democratas. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou ainda que o Irão "concordou em nunca ter uma arma nuclear", no âmbito de um memorando de entendimento assinado entre os dois países. A declaração surge em meio a relatos contraditórios sobre um possível fundo de reconstrução de 300 mil milhões de dólares, mencionado por fontes da administração e pelo vice-presidente JD Vance, que condicionou o acesso iraniano a esses recursos ao cumprimento estrito das obrigações do acordo.
O memorando, cujo texto deverá ser divulgado após uma cerimónia formal de assinatura prevista para sexta-feira, estabelece um quadro para negociações mais amplas ao longo de 60 dias. Trump, que se encontrou com o presidente francês Emmanuel Macron à margem da cimeira do G7 em França, descreveu o documento como "muito poderoso" e adiantou que o Estreito de Ormuz já está parcialmente reaberto, com operações de desminagem em curso. A imprensa israelita, contudo, revelou preocupações: o diário Israel Hayom noticiou que Trump adotou uma postura hostil face ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, alinhando-se com a visão de Vance de que o líder israelita tenta sabotar o entendimento. No Congresso norte-americano, legisladores de ambos os partidos manifestaram reservas quanto aos termos do acordo.
Para observadores em Brasília, a perspetiva de estabilização no Golfo Pérsico é recebida com interesse, uma vez que a redução das tensões pode conter a volatilidade dos preços do petróleo, com impacto direto nas economias brasileira e angolana. Em Lisboa, analistas acompanham o processo com prudência, atentos ao papel da França como mediadora e às implicações para as relações transatlânticas. A comunidade lusófona, com laços diplomáticos e comerciais no Médio Oriente, vê no eventual sucesso do acordo uma oportunidade para reforçar a não proliferação nuclear, bandeira histórica da política externa brasileira e portuguesa.
Apesar do tom triunfante de Trump, permanecem incógnitas significativas. O montante exato do fundo de reconstrução — 300 milhões ou 300 mil milhões de dólares — continua por esclarecer, e a administração insiste que qualquer alívio de sanções ou apoio financeiro dependerá da verificação do cumprimento iraniano. A próxima fase de negociações técnicas será decisiva para transformar o memorando num acordo final vinculativo, enquanto a oposição interna nos EUA e as dúvidas de aliados regionais como Israel testarão a viabilidade política do entendimento.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Trump apresenta o acordo como uma vitória pessoal, afirmando que o Irã renunciou para sempre às armas nucleares. As notícias de um pagamento de 300 milhões de dólares são descartadas como fake news espalhadas por democratas incompetentes.
Apesar das alegações de Trump, os círculos de segurança israelenses permanecem cautelosos, lembrando o histórico de enganos do Irã. O acordo é visto como frágil e as intenções de Teerã permanecem obscuras.
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