
Tortorella sai de Vegas após levar equipa à final da Stanley Cup
Treinador polémico não renova contrato; Maple Leafs trocam Woll e Benoit, e Blue Jays libertam lançador em decisões que agitam o desporto norte-americano.
A passagem relâmpago de John Tortorella pelos Vegas Golden Knights chegou ao fim de forma tão abrupta quanto o seu início. Contratado em março como salvador após o despedimento de Bruce Cassidy, o treinador norte-americano conduziu a equipa a uma recuperação notável (7-0-1 nos últimos oito jogos da temporada regular), conquistou a Conferência Oeste e esteve a dois triunfos da Stanley Cup. Contudo, dois dias depois da derrota na final para os Carolina Hurricanes, a direção anunciou que o seu contrato, válido até 30 de junho, não seria renovado. Conhecido pelo temperamento explosivo — acumulou mais de 300 mil dólares em multas e ameaçou jornalistas —, Tortorella deixa Vegas sem o troféu, mas com a imagem de um líder que quase operou um milagre.
Enquanto o desfecho em Vegas surpreende, outras franquias da NHL também enfrentam encruzilhadas. Nathan MacKinnon, natural de Cole Harbour, Nova Escócia, viveu a sua melhor época aos 30 anos: liderou a liga com 53 golos, conquistou o Troféu Maurice Richard e integrou a segunda equipa all-star pela terceira vez. Apesar disso, os Colorado Avalanche caíram na final da Conferência Oeste e viram o arquiteto do plantel, Chris MacFarland, rumar aos Nashville Predators como presidente e diretor-geral. Em Toronto, o novo diretor-geral John Chayka imprimiu a sua marca com uma troca de peso: enviou o guarda-redes Joseph Woll e o defesa Simon Benoit para os Philadelphia Flyers, recebendo o defesa Emil Andrae, o guarda-redes Samuel Ersson e uma escolha de terceira ronda do draft de 2026. Na perspetiva de Lisboa, onde o hóquei no gelo é seguido por uma comunidade de emigrantes e entusiastas, a movimentação dos Maple Leafs sinaliza uma aposta na juventude e na flexibilidade salarial.
No beisebol, os Toronto Blue Jays também protagonizaram uma decisão controversa. A equipa canadiana libertou o lançador canhoto Michael Plassmeyer, apesar de este estar a meio da melhor temporada da sua carreira na liga menor (AAA). A medida insere-se numa busca desesperada por profundidade no corpo de arremessadores, numa época marcada por lesões e pela luta por um lugar nos playoffs da Liga Americana. Observadores em Brasília, onde a MLB mantém uma base de fãs modesta mas em crescimento, questionam a lógica de dispensar um atleta em ascensão num momento de carência.
Os três episódios ilustram a volatilidade do desporto profissional norte-americano, onde nem o sucesso imediato garante continuidade. Tortorella chegou à final e saiu; Plassmeyer brilhou e foi cortado; MacKinnon atingiu o auge individual enquanto a sua equipa se desmantela. Para o leitor lusófono, estas narrativas ecoam a lógica implacável do futebol global, mas também revelam a crescente atenção que ligas como a NHL e a MLB dedicam aos mercados internacionais, incluindo o Brasil e Portugal, onde o streaming e as diásporas ampliam o alcance destes desportos. A próxima temporada dirá se as apostas de Vegas, Toronto e Colorado foram visionárias ou precipitadas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
2 grupos editoriais · 2 idiomas
A NHL prossegue com seus ajustes de elenco de rotina. Vegas decidiu não manter Tortorella após sua curta campanha nos playoffs, e Toronto trocou Woll e Benoit com o Philadelphia por Andrae, Ersson e uma escolha de draft. As movimentações são tratadas como decisões técnicas, sem carga emocional.
O treinador escandaloso John Tortorella deixa o Vegas Golden Knights após apenas 79 dias, mesmo tendo levado a equipe à final da Stanley Cup. Sua reputação de temperamento explosivo, ameaças a jornalistas e multas pesadas domina a narrativa. A saída é retratada como mais um capítulo de uma carreira turbulenta, e não como uma decisão técnica.
Artigos relacionados
Portugal estreia com empate frustrante diante do Congo no Grupo K
7 idiomas · 42 veículos
Media & EntertainmentDaveigh Chase, a voz de Lilo e a assustadora Samara de 'O Chamado', morre aos 35 anos
6 idiomas · 20 veículos
PolíticaTrump anuncia assinatura iminente de acordo com Irão e promete 'muro contra a bomba nuclear'
7 idiomas · 12 veículos