
Tensões no Golfo derrubam ouro global, mas moedas iranianas sobem com inflação local
Escalada entre EUA e Irã eleva petróleo e expectativas de juros, pressionando o metal; em Teerã, moedas de ouro se valorizam com a desvalorização do rial.
O ouro recuou para perto da mínima de uma semana nesta quinta-feira, 9 de julho de 2026, pressionado pela escalada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou os preços do petróleo e reacendeu temores inflacionários. O metal à vista caiu 0,4%, para 4.060,46 dólares por onça, enquanto os futuros americanos para agosto recuaram 0,3%, a 4.069,80 dólares. A prata acompanhou a tendência, com perda de 0,9%, mas o platina e o paládio registraram altas de 0,8%.
A nova rodada de confrontos — com ataques dos EUA para manter o Estreito de Ormuz aberto e retaliação iraniana contra Kuwait e Bahrein — fragilizou o cessar-fogo temporário e elevou o barril de petróleo. Esse choque de oferta, na perspetiva de analistas em Singapura, levou os mercados a recalibrar as apostas para a política monetária americana: a ferramenta FedWatch da CME indica 68% de probabilidade de alta de juros em setembro e 87% em janeiro de 2027. “O catalisador para a tendência de baixa do ouro é a reavaliação de um segundo aumento de juros pelo Federal Reserve já no primeiro trimestre do ano que vem”, afirmou Kelvin Wong, analista sénior da OANDA. Juros mais altos reduzem a atratividade do ouro, que não gera rendimento.
O impacto foi sentido em diferentes praças. Na Índia, os futuros de ouro na Multi Commodity Exchange recuaram mais de 1.150 rúpias por 10 gramas, e os da prata despencaram 3.250 rúpias por quilo. Em Nova York, o Bank of America reduziu em 14% a projeção para o preço médio do ouro em 2026, para 4.360 dólares, citando um Fed mais agressivo. Já em Teerã, o mercado doméstico descolou da tendência global: segundo a união de ourives local, a moeda de ouro Emami subiu para 181 milhões de tomans, e o ouro de 18 quilates alcançou 18 milhões de tomans, refletindo a pressão cambial e a procura por proteção contra a inflação interna.
Os investidores aguardam agora a divulgação das atas da reunião de junho do Fed, em busca de pistas sobre a trajetória das taxas. O frágil equilíbrio geopolítico no Golfo Pérsico e a persistência da inflação energética mantêm o mercado em alerta, com a possibilidade de novos episódios de volatilidade caso o cessar-fogo não seja restaurado.
| Imprensa iraniana e afins | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | −0.50 | critical |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.20 | neutral |
Iran speaks as a victim of external aggression, highlighting the resilience of its market despite sanctions and pressure.
Presents mixed data on local gold prices to suggest that sanctions are ineffective, using victimhood to justify domestic policies and deflect blame.
Omits mention of Iranian attacks on Kuwait and Bahrain that triggered further US strikes, which would undermine the victim narrative.
Gulf states speak as targets of Iranian aggression, demanding security and portraying Iran as the destabilizing force.
By foregrounding Iranian attacks on Kuwait and Bahrain, the narrative paints Iran as aggressor and legitimizes US military response as defensive.
Downplays the initial US strikes on Iran that preceded the Iranian attacks, omitting context that could justify Iran's actions as retaliation.
The Atlantic observer speaks as an economic analyst, focusing on inflation risks and market movements.
Uses a technical and detached tone to normalize military intervention as a factor in financial calculations, thereby depoliticizing the conflict.
Omits regional perspectives and civilian casualties, reducing the tension to a financial calculus.
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