
Surto de ciclosporíase atinge mais de 1.200 pessoas nos EUA e origem permanece desconhecida
Michigan registra o maior surto da sua história, enquanto outros estados americanos e países relatam infecções parasitárias ligadas a água e alimentos contaminados.
O estado do Michigan, nos Estados Unidos, contabiliza mais de 1.200 casos confirmados de ciclosporíase e 44 hospitalizações, no que já é o maior surto da doença na sua história. O número, atualizado até 9 de julho, contrasta com a média anual de 50 diagnósticos. A infeção alastrou-se para o vizinho Ohio, com quase 200 casos, e há registos em pelo menos outros 15 estados, incluindo Illinois, Nova Iorque e Texas. As autoridades de saúde norte-americanas investigam a origem da contaminação, mas ainda não identificaram um alimento ou fornecedor comum.
A ciclosporíase é causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, que infeta o intestino delgado e provoca diarreia aquosa intensa, cólicas e fadiga. A transmissão ocorre pela ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes humanas, sobretudo frutas e vegetais frescos consumidos crus. Não há contágio direto entre pessoas. A Agência de Saúde Pública do Canadá sublinhou que o parasita é raro nos alimentos e na água potável do país, mas reconheceu que os surtos de verão estão frequentemente associados a produtos frescos importados de regiões tropicais. A cadeia Taco Bell retirou temporariamente alface e coentros dos seus menus nos EUA, enquanto as autoridades do Michigan recomendam lavar cuidadosamente os vegetais, cozinhar sempre que possível e descartar as folhas externas das cabeças de alface.
Paralelamente, outros episódios de doenças de veiculação hídrica mobilizam autoridades. No Grand Canyon, o Serviço Nacional de Parques investiga uma doença misteriosa que afetou vários praticantes de rafting, com sintomas como febre e dores articulares; a hipótese de vírus transmitidos por mosquitos, como dengue ou chikungunya, é considerada. Em Nova Iorque, um surto de doença do legionário no Upper East Side, com 23 casos e 17 hospitalizações, levou à inspeção de torres de refrigeração. Na Suécia, a época balnear trouxe um aumento de queixas de "prurido do nadador", uma dermatite causada por larvas de parasitas de aves aquáticas.
As investigações prosseguem. Para a ciclosporíase, a época oficial de surto nos EUA decorre até 31 de agosto, e as autoridades esperam que o número de casos continue a subir. O próximo marco será a eventual identificação do produto contaminado, o que poderá desencadear recolhas e alertas internacionais. No Grand Canyon, aguardam-se resultados laboratoriais. Em Nova Iorque, a inspeção das torres de refrigeração deverá determinar a origem da bactéria Legionella.
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Avisamos o público sobre um parasita perigoso que causa diarreia explosiva; tome precauções.
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O artigo não especifica que o surto está centrado em Michigan com quase 1.000 casos, generalizando para 'vários estados'.
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