
Super El Niño: probabilidade de evento muito forte sobe para 81% e acende alerta nos mercados
Projeção da NOAA eleva temor de impactos severos na agricultura, nos preços de alimentos e na oferta de energia, com efeitos que podem se estender até 2028.
A probabilidade de um El Niño de intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026 subiu para 81%, segundo o mais recente boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA). O dado impulsionou uma disparada nos contratos futuros de café: na bolsa de Nova York, os preços do arábica saltaram até 30% em menos de um mês, enquanto em Londres o conilon valorizou quase 20%. O movimento reflete o receio de que o fenômeno climático reduza drasticamente a oferta global de grãos, oleaginosas e outras culturas sensíveis.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Pacífico equatorial, alterando os padrões de chuva e temperatura em escala planetária. Em 2026, o oceano já registra temperaturas recordes, e os modelos climáticos indicam que o acoplamento entre atmosfera e superfície marinha está particularmente robusto, elevando o risco de secas severas no Norte e Nordeste do Brasil, enchentes no Sul e ondas de calor no Centro-Oeste e Sudeste. Para o agronegócio brasileiro, analistas em São Paulo projetam atrasos no plantio de soja e milho safrinha, perdas na qualidade do trigo e pressão inflacionária sobre hortifrutigranjeiros. Dados do IBGE já mostram altas expressivas: em 2025, o tomate subiu 103,8%, a batata 100,2% e o feijão 50,8%, e economistas do Itaú preveem que um super El Niño pode adicionar até dois pontos percentuais à inflação alimentar.
A dimensão do choque climático transcende as lavouras. O banco Goldman Sachs estima que a força deste El Niño pode elevar os preços globais de commodities alimentares em 15,8%, com impactos desiguais: países de baixa renda na África lusófona e na Ásia, já fragilizados pela alta dos alimentos, devem sentir os efeitos mais agudos. Paralelamente, o sistema elétrico colombiano enfrenta um déficit de energia firme de 3.906 GWh/ano para 2026-2027, enquanto as hidrelétricas de Chivor e Guavio passam por manutenções programadas que retirarão 1.750 MW do sistema em plena estiagem. Relatório do operador XM alerta para a possibilidade de racionamento programado na região oriental, que abastece Bogotá.
Em meio às projeções, um estudo publicado na Science Advances, baseado exclusivamente em simulações computacionais, testou a viabilidade física de enfraquecer o El Niño mediante o clareamento artificial de nuvens marinhas – técnica de geoengenharia solar que borrifaria partículas de sal para refletir mais luz solar. Os modelos indicaram que a intervenção poderia reduzir a intensidade do fenômeno se aplicada precocemente, mas os próprios autores, pesquisadores da Universidade de Chicago e da Scripps Oceanography, sublinham que a ideia está em estágio teórico e não foi validada fora dos computadores.
No Brasil, o governo do Espírito Santo já articula medidas de mitigação para os cafeicultores, enquanto a Defesa Civil nacional monitora os níveis dos reservatórios hídricos. O próximo marco factual será a atualização das projeções climáticas pelo Inpe e pelo Inmet em setembro, que poderá recalibrar as estimativas de intensidade e refinar os mapas de risco para a safra 2026/2027. Até lá, os mercados permanecerão reagindo a cada sinal de anomalia no Pacífico.
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.30 | critical |
| Imprensa iraniana e afins | −0.60 | critical |
| Imprensa russa e CEI | −0.50 | critical |
The world must prepare for a food price surge caused by the super El Niño. The data is clear: the phenomenon will be the strongest ever seen.
Authoritative citations (NOAA, WMO) and numerical data present the phenomenon as a scientific certainty, without questioning causes or political responsibilities.
It omits the geopolitical causes of current food inflation, present in Iranian and Russian blocs, which could downplay the climate-centric explanation.
Colombia and Brazil are on the front line: the Colombian power system has never consumed so much, and Brazilian crops are at risk. XM data and international exchanges confirm this.
Use of technical and local data (XM, demand records) to localize the impact, making the problem concrete and immediate for the national audience.
It does not include the global context of war and sanctions that other blocs say worsen the food crisis.
The war against Iran and the super El Niño together will cause an unprecedented food catastrophe. Prices will rise until 2028, and it is the West's fault.
Direct association between climatic events and geopolitical conflicts, presenting Iran as a victim of an unjust war that amplifies natural disasters.
It omits that El Niño is an independent natural phenomenon and does not mention possible mitigation measures.
Western sanctions and super El Niño are about to cause a global food shock that will last until 2028. Foreign policies are exacerbating an already severe climate problem.
Merging two threats (climate and sanctions) into a single narrative of a crisis caused by the West, similar to the Iranian one but less victimized.
It does not acknowledge that sanctions may be a response to prior actions, or that El Niño also affects sanction-imposing countries.
Amplie o olhar
Senador republicano Lindsey Graham, aliado de Trump, morre aos 71 anos após doença súbita
8 idiomas · 50 veículos
De Economy & MarketsMercado habitacional global reage a novas regras de crédito e pressões demográficas
4 idiomas · 6 veículos
De TechnologyOpenAI lança agente de trabalho autónomo e anuncia o fim do navegador Atlas
7 idiomas · 7 veículos