
Seis mortos em incêndios na Argélia; França bate recorde de área queimada
Enquanto o Mediterrâneo enfrenta uma temporada severa, o Brasil registou em 2025 a menor área queimada na Amazónia em 41 anos, mas investigadores alertam para os riscos em 2026.
Seis pessoas morreram nos incêndios florestais que atingem a Argélia nos últimos dias, confirmou o Ministério do Interior argelino na terça-feira. As autoridades ordenaram um recenseamento exaustivo dos prejuízos para indemnizar as populações afetadas e mobilizaram meios aéreos e terrestres, com cerca de 19 mil agentes da proteção civil empenhados diariamente.
A proteção civil argelina contabilizou 1.437 focos de incêndio desde 8 de julho, dos quais 465 em zonas florestais distribuídas por 35 províncias. As operações de combate concentram-se na proteção de vidas e habitações em áreas de interface urbano-florestal, enquanto dezenas de fogos permaneciam ativos esta terça-feira em províncias como Skikda, Guelma e Bouira. No vizinho Marrocos, o cenário é distinto: o número de incêndios subiu 32% face à média da última década, mas a área ardida recuou 30%, para 1.850 hectares até 20 de julho, segundo a Agência Nacional de Águas e Florestas. A rápida deteção e intervenção conteve a maioria dos focos, limitando a extensão dos danos.
Na margem norte do Mediterrâneo, a França registou o pior primeiro semestre em vinte anos de medições, com mais de 42 mil hectares queimados até meados de julho, superando o recorde de 2022, de acordo com o sistema europeu Effis. Dados do mesmo sistema indicam que, desde o início do ano, arderam 104 mil hectares em Espanha, 29 mil em Portugal e 20 mil em Itália. O continente europeu enfrenta uma seca prolongada, agravada por vagas de calor, que criou condições excecionais para a propagação do fogo.
Do outro lado do Atlântico, o Brasil apresentou um contraponto: a Amazónia ardeu em 3,1 milhões de hectares em 2025, a menor área desde o início dos registos do MapBiomas, em 1985, e uma redução de 80% face ao recorde de 15,8 milhões de hectares em 2024. O governo federal atribui a queda à diminuição da desflorestação e a um atraso das chuvas que limitou as queimadas. Contudo, investigadores do Ipam e do MapBiomas advertem que a eventual chegada de um “super El Niño” pode prolongar a estação seca e aumentar o risco de incêndios florestais em 2026. As operações de combate prosseguem em todas as frentes, com balanços ainda provisórios.
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | +0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.20 | neutral |
| Imprensa iraniana e afins | −0.30 | critical |
As autoridades argelinas e marroquinas falam através de declarações oficiais, apresentando-se como capazes e cuidadosas. Elas assumem o controle da narrativa, enfatizando a proteção dos cidadãos e as compensações.
O bloco usa fontes oficiais e estatísticas para criar uma narrativa de governança eficaz, minimizando quaisquer falhas sistêmicas ao focar em resultados positivos, como a redução da área queimada.
O bloco omite qualquer crítica à preparação ou fatores ambientais que possam ter contribuído para os incêndios, e não menciona as áreas queimadas recorde na França, que contrastariam com o quadro local positivo.
As regiões afetadas e os grupos ambientais falam, exigindo ação e recursos. A voz é urgente e crítica, apontando para preparação insuficiente.
O bloco usa comparações históricas e descrições dramáticas para criar um senso de emergência, fazendo a situação parecer excepcional e necessitando de atenção imediata.
O bloco omite qualquer desenvolvimento positivo ou esforços de contenção bem-sucedidos, e não compara com as estratégias de gestão de incêndios de outros países.
A defesa civil e as agências de notícias relatam os incêndios como um grande desastre, com um senso de urgência. A voz doméstica está orgulhosa da preparação do Irã.
O bloco usa descrições vívidas e alertas oficiais para transmitir o perigo, enquanto o artigo doméstico usa uma história de sucesso para posicionar o Irã como capaz.
O bloco omite qualquer menção ao recorde francês ou às estatísticas marroquinas, focando apenas na Argélia e na Sicília.
Amplie o olhar
Após protestos, Zelensky demite chefe do Exército e nomeia Mykhailo Drapatyi
9 idiomas · 28 veículos
De Economy & MarketsPetróleo Brent supera US$ 90 com escalada de ataques entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz
8 idiomas · 21 veículos
De TechnologySamsung lança dobrável em formato de passaporte e sobe preços antes da estreia da Apple
10 idiomas · 34 veículos