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Rússia abate 246 drones ucranianos em 24 horas, com Moscou e refinarias na linha de frente

Ataques massivos com drones paralisaram os quatro aeroportos da capital russa, provocaram incêndios em instalações petrolíferas e deixaram mortos e feridos em várias regiões, num dos maiores episódios da guerra aérea sobre território russo.

A Rússia enfrentou entre a noite de segunda-feira e a tarde de terça-feira uma das mais vastas ofensivas com drones desde o início da guerra, com o Ministério da Defesa a reportar a neutralização de 246 aparelhos não tripulados ucranianos em menos de 24 horas. Só durante a madrugada, as defesas antiaéreas interceptaram 172 drones de tipo avião sobre quinze regiões e as águas dos mares Negro e de Azov, obrigando ao encerramento temporário dos quatro aeroportos do hub de Moscovo — Vnukovo, Domodedovo, Sheremetievo e Jukovsky — por razões de segurança. O presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianin, confirmou que sessenta drones foram abatidos apenas nas imediações da capital, num corredor que se estendeu até cidades satélites como Ramenskoie e Pavlovski Possad.

A dimensão geográfica da vaga de ataques revela uma estratégia de saturação das defesas russas. Na região de Krasnodar, a queda de destroços provocou um incêndio numa base petrolífera na localidade de Poltavskaia; em Rostov, o governador Iuri Sliusar contabilizou três dezenas e meia de drones destruídos sobre a cidade de Kamensk-Chakhtinski e quatro distritos vizinhos, sem vítimas. Contudo, a ofensiva também teve consequências humanas trágicas: na região de Briansk, três trabalhadores agrícolas do grupo agroindustrial Miratorg morreram atingidos por um drone, enquanto em Oriol o impacto contra um edifício residencial feriu nove pessoas e danificou cerca de cem apartamentos e quarenta automóveis. Em Moscovo, um dos engenhos atingiu o perímetro da refinaria de Kapotnia, provocando um incêndio que as autoridades locais confirmaram.

A segunda vaga, contabilizada pelo Ministério da Defesa entre as oito da manhã e as oito da noite de terça-feira, somou mais 74 drones abatidos sobre as regiões de Belgorod, Briansk, Kaluga, Kursk, Smolensk, Tver, Tula, o espaço aéreo de Moscovo, a Crimeia e as águas dos mares Negro e de Azov. O balanço total de 246 aparelhos neutralizados num único ciclo diário ilustra a capacidade crescente de Kiev para projetar poder aéreo não tripulado a centenas de quilómetros da linha da frente, atingindo infraestruturas críticas e centros urbanos densamente povoados.

Na perspetiva de Brasília, a escalada dos ataques com drones sobre território russo é acompanhada com apreensão pelo Itamaraty, que tem defendido uma solução negociada para o conflito e vê com preocupação o alastramento das hostilidades a alvos civis e energéticos. Observadores em Lisboa notam que a paralisação dos aeroportos de Moscovo e os danos em refinarias expõem vulnerabilidades logísticas que podem influenciar o cálculo estratégico da NATO e da União Europeia, sobretudo num momento em que se discute o reforço da assistência militar a Kiev. Em Luanda e Maputo, onde a guerra na Ucrânia tem impacto indireto nos preços dos cereais e da energia, a intensificação dos combates aéreos reaviva receios de perturbações nas cadeias de abastecimento globais.

Analistas militares russos sublinham que a dimensão do ataque testou os limites do sistema de defesa antiaérea em profundidade, mas que a quase totalidade dos drones foi interceptada, evitando danos maiores. Ainda assim, a repetição de incursões em larga escala sobre a capital e regiões industriais sugere que Moscovo terá de reforçar a proteção de infraestruturas críticas e rever protocolos de segurança aérea civil. Com Kiev a demonstrar capacidade de produzir e lançar centenas de drones de ataque num curto intervalo, a guerra aérea sobre o território russo deverá intensificar-se nas próximas semanas, pressionando ambos os lados a adaptarem as suas doutrinas de defesa e retaliação.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa russa e CSIStampa del Golfo arabo
Stampa russa e CSI/ stato
allarmepragmatismo

As defesas aéreas russas neutralizaram 172 drones ucranianos durante a noite, incluindo 60 que se aproximavam de Moscou. Os aeroportos de Vnukovo e Domodedovo restringiram temporariamente os voos por segurança, mas as operações continuaram de forma coordenada. O ataque foi repelido sem danos significativos, confirmando a eficácia dos sistemas de proteção.

Stampa del Golfo arabo
distaccopragmatismo

O Ministério da Defesa russo relatou ter interceptado e destruído 172 drones ucranianos durante a noite. O comunicado lista as regiões afetadas e enfatiza a escala da operação. Nenhuma verificação independente foi fornecida.

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Atualizado 06:011 idioma · 5 veículos
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terça-feira, 16 de junho de 2026

Rússia abate 246 drones ucranianos em 24 horas, com Moscou e refinarias na linha de frente

Ataques massivos com drones paralisaram os quatro aeroportos da capital russa, provocaram incêndios em instalações petrolíferas e deixaram mortos e feridos em várias regiões, num dos maiores episódios da guerra aérea sobre território russo.

A Rússia enfrentou entre a noite de segunda-feira e a tarde de terça-feira uma das mais vastas ofensivas com drones desde o início da guerra, com o Ministério da Defesa a reportar a neutralização de 246 aparelhos não tripulados ucranianos em menos de 24 horas. Só durante a madrugada, as defesas antiaéreas interceptaram 172 drones de tipo avião sobre quinze regiões e as águas dos mares Negro e de Azov, obrigando ao encerramento temporário dos quatro aeroportos do hub de Moscovo — Vnukovo, Domodedovo, Sheremetievo e Jukovsky — por razões de segurança. O presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianin, confirmou que sessenta drones foram abatidos apenas nas imediações da capital, num corredor que se estendeu até cidades satélites como Ramenskoie e Pavlovski Possad.

A dimensão geográfica da vaga de ataques revela uma estratégia de saturação das defesas russas. Na região de Krasnodar, a queda de destroços provocou um incêndio numa base petrolífera na localidade de Poltavskaia; em Rostov, o governador Iuri Sliusar contabilizou três dezenas e meia de drones destruídos sobre a cidade de Kamensk-Chakhtinski e quatro distritos vizinhos, sem vítimas. Contudo, a ofensiva também teve consequências humanas trágicas: na região de Briansk, três trabalhadores agrícolas do grupo agroindustrial Miratorg morreram atingidos por um drone, enquanto em Oriol o impacto contra um edifício residencial feriu nove pessoas e danificou cerca de cem apartamentos e quarenta automóveis. Em Moscovo, um dos engenhos atingiu o perímetro da refinaria de Kapotnia, provocando um incêndio que as autoridades locais confirmaram.

A segunda vaga, contabilizada pelo Ministério da Defesa entre as oito da manhã e as oito da noite de terça-feira, somou mais 74 drones abatidos sobre as regiões de Belgorod, Briansk, Kaluga, Kursk, Smolensk, Tver, Tula, o espaço aéreo de Moscovo, a Crimeia e as águas dos mares Negro e de Azov. O balanço total de 246 aparelhos neutralizados num único ciclo diário ilustra a capacidade crescente de Kiev para projetar poder aéreo não tripulado a centenas de quilómetros da linha da frente, atingindo infraestruturas críticas e centros urbanos densamente povoados.

Na perspetiva de Brasília, a escalada dos ataques com drones sobre território russo é acompanhada com apreensão pelo Itamaraty, que tem defendido uma solução negociada para o conflito e vê com preocupação o alastramento das hostilidades a alvos civis e energéticos. Observadores em Lisboa notam que a paralisação dos aeroportos de Moscovo e os danos em refinarias expõem vulnerabilidades logísticas que podem influenciar o cálculo estratégico da NATO e da União Europeia, sobretudo num momento em que se discute o reforço da assistência militar a Kiev. Em Luanda e Maputo, onde a guerra na Ucrânia tem impacto indireto nos preços dos cereais e da energia, a intensificação dos combates aéreos reaviva receios de perturbações nas cadeias de abastecimento globais.

Analistas militares russos sublinham que a dimensão do ataque testou os limites do sistema de defesa antiaérea em profundidade, mas que a quase totalidade dos drones foi interceptada, evitando danos maiores. Ainda assim, a repetição de incursões em larga escala sobre a capital e regiões industriais sugere que Moscovo terá de reforçar a proteção de infraestruturas críticas e rever protocolos de segurança aérea civil. Com Kiev a demonstrar capacidade de produzir e lançar centenas de drones de ataque num curto intervalo, a guerra aérea sobre o território russo deverá intensificar-se nas próximas semanas, pressionando ambos os lados a adaptarem as suas doutrinas de defesa e retaliação.

Divergência das fontes

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Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa russa e CSI/ stato
allarmepragmatismo

As defesas aéreas russas neutralizaram 172 drones ucranianos durante a noite, incluindo 60 que se aproximavam de Moscou. Os aeroportos de Vnukovo e Domodedovo restringiram temporariamente os voos por segurança, mas as operações continuaram de forma coordenada. O ataque foi repelido sem danos significativos, confirmando a eficácia dos sistemas de proteção.

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O Ministério da Defesa russo relatou ter interceptado e destruído 172 drones ucranianos durante a noite. O comunicado lista as regiões afetadas e enfatiza a escala da operação. Nenhuma verificação independente foi fornecida.

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