
Koeman demite-se após eliminação nos penáltis e deixa Holanda em crise
Treinador assume responsabilidade pelo fracasso no Mundial 2026, enquanto federação condena abusos racistas contra jogadores e outros selecionadores também caem.
Menos de 24 horas depois de a Holanda ser afastada do Mundial 2026 por Marrocos, Ronald Koeman anunciou a demissão do cargo de selecionador. A decisão, comunicada na madrugada de terça-feira através de uma publicação na rede social Instagram, surgiu na sequência da derrota por 3-2 nos penáltis, após um empate 1-1 no Estádio BBVA de Monterrey. Koeman, de 63 anos, escreveu que “ninguém está mais desapontado do que eu” e que, como treinador principal, a responsabilidade recaía sobre si. O anúncio encerra a segunda passagem do antigo defesa pelo comando da laranja mecânica, iniciada em janeiro de 2023, e deixa a federação neerlandesa (KNVB) perante a urgência de encontrar um sucessor para a Liga das Nações de setembro.
A eliminação foi particularmente dolorosa pelo desenrolar do jogo. Cody Gakpo colocou os neerlandeses em vantagem aos 72 minutos, mas Issa Diop empatou para Marrocos já no primeiro minuto dos descontos. No prolongamento, o marcador não se alterou e, na lotaria das grandes penalidades, Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville falharam as suas tentativas, enquanto do lado marroquino só Achraf Hakimi e Neil El Aynaoui desperdiçaram. A imprensa europeia, sobretudo a neerlandesa, foi impiedosa com a abordagem tática de Koeman, que alinhou com cinco defesas e apenas 30% de posse de bola. O jornal Algemeen Dagblad descreveu a exibição como “oscilante entre passes lentos e sem rumo e uma atitude defensiva”, e o antigo internacional sueco Zlatan Ibrahimovic, em declarações à ESPN, acusou o treinador de ter “perdido com uma identidade que não é a da Holanda”, criticando o abandono do futebol ofensivo tradicional.
Na perspetiva do Médio Oriente e do Norte de África, a vitória de Marrocos foi celebrada como a confirmação de uma potência emergente. O jornal libanês An-Nahar destacou que o golo de Diop “no primeiro minuto do tempo de compensação” forçou o desempate e que a seleção marroquina, orientada por Mohamed Wahbi, demonstrou solidez tática e talento individual. O lateral Noussair Mazraoui, citado pela imprensa indonésia, classificou o triunfo como “prova de que Marrocos é uma equipa forte a nível mundial”. A análise em Lisboa e no Rio de Janeiro sublinha o contraste com a tradição neerlandesa: enquanto a Holanda somava a terceira eliminação consecutiva em grandes torneios sem perder no tempo regulamentar, Marrocos avançava para os oitavos de final, onde enfrentará o Canadá.
Além da demissão, a federação neerlandesa condenou de imediato os abusos racistas dirigidos nas redes sociais aos três jogadores que falharam os penáltis. Em comunicado, a KNVB afirmou que “o futebol une as pessoas, independentemente da origem”, e que irá apresentar queixa junto do Ministério Público para investigação criminal. O diretor técnico Nigel de Jong classificou a campanha como “dececionante” e admitiu que o objetivo das meias-finais ficou muito aquém. A situação ecoa casos anteriores, como os insultos a Marcus Rashford, Bukayo Saka e Jadon Sancho após o Euro 2020, e insere-se num contexto mais amplo de pressão sobre os selecionadores: Koeman foi o quinto treinador a deixar o cargo durante o Mundial 2026, juntando-se a Sabri Lamouchi (Tunísia), Steve Clarke (Escócia), Myung-bo Hong (Coreia do Sul) e Miroslav Koubek (República Checa), enquanto Marcelo Bielsa também confirmou a saída do Uruguai.
Na sua mensagem de despedida, Koeman revelou ainda que a saúde da mulher, Bartina, que enfrenta um cancro da mama, pesou na decisão. “O futebol tem sido a minha vida, mas a saúde não tem preço”, escreveu, acrescentando que a perspetiva muda “quando alguém que amamos trava uma batalha difícil”. O treinador, que passou por clubes como Ajax, PSV, Barcelona e Everton, deixou em aberto a possibilidade de se retirar definitivamente dos relvados. A KNVB, por seu lado, garantiu que não irá precipitar a escolha do sucessor, mas o nome de Arne Slot, atualmente no Liverpool, e o de Erik ten Hag surgem na imprensa neerlandesa como possíveis candidatos a liderar a reconstrução da laranja.
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | +0.80 | aligned |
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Paraguay celebrates its historic victory and the president grants a national holiday to honor the team's heroism.
A narrative of national unity is built through the president's symbolic gesture, wearing the national team shirt and signing the decree, turning a sports event into an assertion of collective identity.
Germany's performance or criticism of the German team is not mentioned, focusing solely on the Paraguayan triumph.
The three teams qualified for the round of 16 have been determined, including Paraguay who eliminated Germany on penalties.
The news is presented as a simple tournament update, using a detached tone and limiting itself to listing facts and results without commentary or interpretation.
No importance is given to the emotional context, public reaction, or personal stories of players. Only objective data.
Orlando Gill, who sold his shirts to help his son, became Paraguay's hero by saving German penalties.
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