
Quando a câmera vira: a nova geração de artistas toma as rédeas da própria narrativa
Do gesto de uma integrante do GIRLSET ao regresso do BTS, passando por iniciativas sociais na TV, uma onda de reinvenção percorre a cultura pop global.
No videoclipe de “CHAT”, a câmera deixa de ser um olhar externo quando Camila, integrante do grupo global GIRLSET, a agarra e a vira como se fosse um telefone na palma da mão. O gesto, que rompe a quarta parede, condensa a trajetória do quarteto formado por Lexi, Camila, Kendall e Savanna. Oriundas do programa de competição A2K, uma joint venture inédita entre a JYP Entertainment e a Republic Records, as artistas passaram quase três anos a reinventar-se: mudaram de nome, de visual e de sonoridade. Agora, com o single hyperpop produzido pelos Stereotypes e coescrito por August Rigo, assumem um controlo criativo que, segundo as próprias, foi conquistado aos poucos, em pequenas concessões e conversas com as editoras.
Este impulso de reinvenção ecoa noutros lançamentos recentes da música pop coreana. Os BTS divulgaram o teaser de “NORMAL”, faixa do álbum ARIRANG, com uma atmosfera cinematográfica e uma estratégia de distribuição faseada: o videoclipe completo estreou em exclusivo no Spotify a 17 de julho, antes de chegar às demais plataformas dois dias depois. No Brasil, onde o grupo esgota três datas no estádio do MorumBIS em outubro, a procura por ingressos ultrapassou os 3,7 milhões, segundo a Ticketmaster, evidenciando a dimensão transnacional do fenómeno. Paralelamente, o grupo WHIB anunciou o seu segundo mini-álbum com um teaser de estética coming-of-age, em que os sete membros correm por prados verdejantes ao som da frase “Let’s find our way, together”. Já a JYP Entertainment, através da subsidiária INNIT, apresentou as três primeiras integrantes do novo girl group OURBIRTHDAY num vídeo enigmático intitulado “ERROR 502: Bad Gateway”, onde acendem velas num ambiente de falha de sistema.
Enquanto a indústria musical aposta em narrativas visuais de autodescoberta, a televisão europeia também se debruça sobre histórias de transformação. O programa “The 51 Percent”, emitido pela France 24, encerra a temporada com uma reportagem sobre o modelo belga de atendimento a sobreviventes de violência sexual — um centro que reúne apoio médico, psicológico e policial num só local. A mesma edição visita um mosteiro na Coreia do Sul onde monges tentam reavivar o romance entre os jovens, num país que enfrenta uma crise de fertilidade, e traça o perfil da cantora francesa Yoa, que transformou dores pessoais em canções. O programa fará uma pausa no verão europeu e regressará em setembro com uma nova temporada.
A imagem que perdura é a do movimento: seja a câmara virada por Camila, os sete membros do WHIB a correr para o horizonte ou as velas acesas pelas estreantes do OURBIRTHDAY. Em todos os casos, há uma procura por um novo enquadramento — da própria identidade, da relação com o público ou do lugar que a arte ocupa no tecido social.
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| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.70 | aligned |
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GIRLSET si ripresenta al mondo come un gruppo globale, abbandonando il passato per abbracciare un suono hyperpop e una nuova identità.
La credibilità è costruita attraverso il contrasto tra il passato e il presente, sottolineando il salto qualitativo grazie alla collaborazione con produttori di fama mondiale.
Non viene menzionato il possibile scetticismo dei fan di lunga data o le difficoltà del rebranding, né il contesto competitivo del K-pop.
I BTS, WHIB e OURBIRTHDAY sono al centro dell'attenzione, con teaser e annunci che alimentano l'entusiasmo dei fan e confermano la vitalità del K-pop.
L'uso di descrizioni visive dettagliate e di un linguaggio emotivo crea un senso di partecipazione e attesa, rendendo il lettore parte della comunità di fan.
Non vengono discussi gli aspetti commerciali o le pressioni dell'industria, né eventuali critiche o controversie legate a questi gruppi.
I BTS conquistano Parigi, dimostrando che il K-pop è ormai un fenomeno globale di prima grandezza.
L'uso di termini come 'meteoric rise' e 'phenomenon' colloca il gruppo in una narrativa di successo inevitabile, normalizzando la loro ascesa come parte della storia della musica.
Non vengono menzionate le critiche al K-pop (come il sistema di training o la pressione sui giovani) né le sfide logistiche del tour.
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