
Peso mexicano atinge máxima frente ao dólar, enquanto Argentina vê convergência cambial
Moeda mexicana se valoriza para 17,19 pesos por dólar, refletindo tendência baixista da divisa americana; em Buenos Aires, a diferença entre o dólar oficial e o paralelo encolhe para 3%.
O peso mexicano iniciou a semana em patamar robusto, cotado a 17,19 por dólar na abertura desta segunda-feira, 15 de junho de 2026, consolidando uma sequência de sete pregões consecutivos de queda da moeda americana. Na Cidade do México, o tipo de cambio interbancário chegou a 17,1692 no fecho anterior, enquanto o dólar canadiano recuou para 12,3 pesos e o euro para 19,95 pesos, ambos exibindo depreciação semanal superior a 0,9%. A volatilidade cambial mexicana situou-se em 5,08%, bem abaixo da referência de 7,56%, sinalizando um período de relativa estabilidade que contrasta com a tendência baixista anual do dólar, que acumula perda de 8,34% face ao peso.
Em Buenos Aires, o mercado cambiário argentino apresentou um quadro de convergência incomum. Com os mercados fechados devido a um feriado nacional, as cotações de referência do último dia útil mostravam o dólar oficial a 1.450 pesos para venda, enquanto o dólar blue se mantinha a 1.460 pesos, resultando numa brecha de apenas 3%. Os dólares financeiros — CCL a 1.501,43 e MEP a 1.449,61 — também se aproximaram do oficial, embora o dólar tarjeta, carregado de impostos, permanecesse em 1.885 pesos. Apesar da aparente calma conjuntural, a perspetiva anual revela uma valorização expressiva destes ativos: o blue subiu 23% em doze meses, o CCL 25% e o dólar cripto 26%, refletindo a persistente pressão inflacionária e a busca por refúgio fora do peso argentino.
Na perspetiva de Lisboa, o euro operou com ligeiros ganhos intradiários frente ao dólar, cotado a 1,161 dólares, mas ainda acumula desvalorização de 1,03% no ano. Contra a libra esterlina, a moeda única europeia registou uma oscilação semanal atípica de 10%, fixando-se em 0,8637 libras, enquanto face ao rublo russo avançou 0,56% no dia, para 84,386 rublos, embora mantenha uma queda anual de 10%. Já o iuane chinês apresentou recuo marginal para 7,8417 por euro, com analistas a notarem um repunte semanal de 0,6% que não anula a tendência baixista de 5,69% no acumulado do ano.
Observadores em Jacarta destacaram o fortalecimento da rupia indonésia, que se apreciou para 17.831,40 por dólar no mercado à vista, com a taxa de venda a 18.010,60. Este movimento foi interpretado como um sinal positivo para a dinâmica económica regional do Sudeste Asiático, num contexto em que os investidores demonstram confiança nos fundamentos macroeconómicos do país. Para as economias lusófonas, a combinação de um dólar globalmente mais fraco e de um euro sem direção clara cria um ambiente misto: o real brasileiro, não cotado diretamente nestes mercados, poderá beneficiar da menor pressão externa, enquanto as praças africanas de língua portuguesa, com laços comerciais tanto com a China como com a Europa, enfrentam um cenário de taxas de câmbio voláteis mas sem ruturas abruptas.
A tendência geral de enfraquecimento do dólar americano, evidenciada pelas quedas frente ao peso mexicano, à rupia e, em menor grau, ao euro, sugere uma reconfiguração das preferências dos investidores globais. Ainda assim, a volatilidade contida no México e a convergência cambial argentina podem ser fenómenos transitórios, dependentes de políticas monetárias domésticas e do apetite por risco nos mercados emergentes. Os próximos dias deverão testar se a estabilidade atual se traduz numa inversão duradoura das tendências anuais ou se representa apenas uma pausa num ciclo de ajustamento mais profundo.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Nos mercados latino-americanos, o dólar americano prossegue seu recuo generalizado. O peso mexicano mantém-se abaixo de 17,50, enquanto as taxas paralelas na Argentina confirmam um enfraquecimento sustentado da moeda americana nas últimas semanas e no último ano.
A rupia indonésia fortaleceu-se face ao dólar americano, negociando a 17.831. O movimento é visto como um sinal positivo para a dinâmica económica regional.
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