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Crime e Desastresquarta-feira, 17 de junho de 2026

Europa sob calor extremo: alertas de saúde disparam e temperaturas podem chegar aos 40°C

Vaga de calor atinge vários países com avisos laranja e vermelho, enquanto especialistas reforçam cuidados para pessoas e animais.

Uma intensa vaga de calor instalou-se sobre a Europa ocidental e central, levando os serviços meteorológicos de vários países a emitir alertas de risco para a saúde. A situação mais crítica desenha-se em França, onde a Météo-France elevou o nível de perigo para laranja em 50 departamentos, com a possibilidade de a marca dos 40°C ser atingida no domingo, primeiro dia do verão. Na vizinha Suíça, o aviso atinge o grau máximo (nível 4) na região de Basileia, enquanto grandes áreas do país permanecem sob risco considerável (nível 3), com máximas previstas de até 37°C. Em Itália, o Ministério da Saúde colocou hoje cinco cidades em alerta laranja — entre elas Bolonha, Florença e Turim — e prevê que o número suba para oito já na sexta-feira.

A ilha de Maiorca, destino turístico popular, prepara-se para um pico de calor que pode superar os 40°C na segunda-feira, depois de noites tropicais em que os termómetros não desceram dos 20°C. Na Alemanha, o serviço meteorológico nacional emitiu a primeira advertência de calor do ano para cinco estados federados, com máximas entre 34°C e 40°C na Renânia do Norte-Vestfália, Hesse, Sarre, Renânia-Palatinado e Baden-Württemberg. O Reino Unido, por sua vez, enfrenta um episódio mais moderado mas ainda assim preocupante: a Agência de Segurança Sanitária britânica decretou alerta amarelo para o sudeste, leste de Inglaterra, Londres e East Midlands, com temperaturas a rondar os 32°C.

Perante este cenário, multiplicam-se os conselhos das autoridades e de organizações de proteção animal. A RSPCA britânica recorda que passear cães durante o calor intenso pode ser um “assassino silencioso”, recomendando que os donos optem por saídas ao início da manhã ou ao final da tarde e evitem superfícies quentes como o asfalto. Já os especialistas em fisiologia humana desaconselham os duches frios como forma de arrefecimento rápido: a contração dos vasos sanguíneos na pele pode, na verdade, dificultar a dissipação do calor corporal e aumentar a temperatura central. Em vez disso, sugerem banhos mornos e a hidratação constante.

Do ponto de vista laboral, o Reino Unido não dispõe de uma temperatura máxima legal para o trabalho, mas a entidade consultiva Acas sublinha que os empregadores são obrigados a garantir condições “razoáveis” e a realizar avaliações de risco. O Comité das Alterações Climáticas britânico já recomendou a fixação de um limite máximo obrigatório, proposta que ganha força à medida que as ondas de calor se tornam mais frequentes e intensas.

Observadores em Lisboa notam que, embora Portugal não esteja atualmente sob aviso laranja, o país tem vivido verões cada vez mais tórridos e as autoridades de saúde mantêm planos de contingência sazonal. Na perspetiva de Brasília, o Hemisfério Sul está em inverno, mas os últimos anos demonstraram que o Brasil não está imune a episódios de calor extremo fora de época, com impactos na agricultura e na saúde pública. Nos países africanos de língua oficial portuguesa, como Angola e Moçambique, a vulnerabilidade às temperaturas elevadas é estrutural e agravada por limitações no acesso a sistemas de refrigeração e cuidados médicos. A atual vaga europeia, impulsionada por uma crista de alta pressão estacionária, é mais um sinal de que os extremos térmicos se tornaram um risco transversal, exigindo respostas coordenadas entre governos, cidades e cidadãos.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa europea continentaleStampa atlantica / anglosfera
Stampa europea continentale
allarmepragmatismourgenza

A Europa Ocidental está em alerta máximo devido a uma onda de calor precoce e intensa. As temperaturas podem chegar a 37-40 graus, levando as autoridades a ativar planos de emergência e emitir avisos de saúde. Recomenda-se hidratação, atenção às pessoas vulneráveis e limitação de atividades ao ar livre.

Stampa atlantica / anglosfera/ progressista
allarmeindignazionepragmatismo

Uma onda de calor sem precedentes atinge a Europa Ocidental, com temperaturas acima de 40 graus. O clima extremo reacende os temores sobre as mudanças climáticas e sobrecarrega as redes de energia. As autoridades de saúde emitem alertas urgentes enquanto a região se prepara para um calor recorde.

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Europa sob calor extremo: alertas de saúde disparam e temperaturas podem chegar aos 40°C

Vaga de calor atinge vários países com avisos laranja e vermelho, enquanto especialistas reforçam cuidados para pessoas e animais.

Uma intensa vaga de calor instalou-se sobre a Europa ocidental e central, levando os serviços meteorológicos de vários países a emitir alertas de risco para a saúde. A situação mais crítica desenha-se em França, onde a Météo-France elevou o nível de perigo para laranja em 50 departamentos, com a possibilidade de a marca dos 40°C ser atingida no domingo, primeiro dia do verão. Na vizinha Suíça, o aviso atinge o grau máximo (nível 4) na região de Basileia, enquanto grandes áreas do país permanecem sob risco considerável (nível 3), com máximas previstas de até 37°C. Em Itália, o Ministério da Saúde colocou hoje cinco cidades em alerta laranja — entre elas Bolonha, Florença e Turim — e prevê que o número suba para oito já na sexta-feira.

A ilha de Maiorca, destino turístico popular, prepara-se para um pico de calor que pode superar os 40°C na segunda-feira, depois de noites tropicais em que os termómetros não desceram dos 20°C. Na Alemanha, o serviço meteorológico nacional emitiu a primeira advertência de calor do ano para cinco estados federados, com máximas entre 34°C e 40°C na Renânia do Norte-Vestfália, Hesse, Sarre, Renânia-Palatinado e Baden-Württemberg. O Reino Unido, por sua vez, enfrenta um episódio mais moderado mas ainda assim preocupante: a Agência de Segurança Sanitária britânica decretou alerta amarelo para o sudeste, leste de Inglaterra, Londres e East Midlands, com temperaturas a rondar os 32°C.

Perante este cenário, multiplicam-se os conselhos das autoridades e de organizações de proteção animal. A RSPCA britânica recorda que passear cães durante o calor intenso pode ser um “assassino silencioso”, recomendando que os donos optem por saídas ao início da manhã ou ao final da tarde e evitem superfícies quentes como o asfalto. Já os especialistas em fisiologia humana desaconselham os duches frios como forma de arrefecimento rápido: a contração dos vasos sanguíneos na pele pode, na verdade, dificultar a dissipação do calor corporal e aumentar a temperatura central. Em vez disso, sugerem banhos mornos e a hidratação constante.

Do ponto de vista laboral, o Reino Unido não dispõe de uma temperatura máxima legal para o trabalho, mas a entidade consultiva Acas sublinha que os empregadores são obrigados a garantir condições “razoáveis” e a realizar avaliações de risco. O Comité das Alterações Climáticas britânico já recomendou a fixação de um limite máximo obrigatório, proposta que ganha força à medida que as ondas de calor se tornam mais frequentes e intensas.

Observadores em Lisboa notam que, embora Portugal não esteja atualmente sob aviso laranja, o país tem vivido verões cada vez mais tórridos e as autoridades de saúde mantêm planos de contingência sazonal. Na perspetiva de Brasília, o Hemisfério Sul está em inverno, mas os últimos anos demonstraram que o Brasil não está imune a episódios de calor extremo fora de época, com impactos na agricultura e na saúde pública. Nos países africanos de língua oficial portuguesa, como Angola e Moçambique, a vulnerabilidade às temperaturas elevadas é estrutural e agravada por limitações no acesso a sistemas de refrigeração e cuidados médicos. A atual vaga europeia, impulsionada por uma crista de alta pressão estacionária, é mais um sinal de que os extremos térmicos se tornaram um risco transversal, exigindo respostas coordenadas entre governos, cidades e cidadãos.

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A Europa Ocidental está em alerta máximo devido a uma onda de calor precoce e intensa. As temperaturas podem chegar a 37-40 graus, levando as autoridades a ativar planos de emergência e emitir avisos de saúde. Recomenda-se hidratação, atenção às pessoas vulneráveis e limitação de atividades ao ar livre.

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Uma onda de calor sem precedentes atinge a Europa Ocidental, com temperaturas acima de 40 graus. O clima extremo reacende os temores sobre as mudanças climáticas e sobrecarrega as redes de energia. As autoridades de saúde emitem alertas urgentes enquanto a região se prepara para um calor recorde.

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