
Nikkei fecha acima de 72 mil pontos pela primeira vez, impulsionado por euforia com IA
Bolsa de Tóquio atinge recorde histórico com ações de IA; negociações EUA-Irã aliviam petróleo e influenciam mercados asiáticos.
O índice Nikkei 225 encerrou pela primeira vez acima dos 72.000 pontos na segunda-feira, ao subir 1,54% para 72.353,96 pontos, estendendo uma sequência recorde de seis pregões consecutivos. O Topix, mais abrangente, também renovou a máxima histórica ao avançar 1,24% para 4.095,05 pontos. Compras concentradas em semicondutores e inteligência artificial — SoftBank Group ganhou 2,4% e Tokyo Electron 2,3% — lideraram o movimento, antes de uma realização de lucros reduzir parte dos ganhos intradiários.
O impulso tecnológico foi reforçado pela divulgação de que o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi planeia fixar uma meta de 370 biliões de ienes (2,29 biliões de dólares) em investimento público e privado em setores estratégicos como IA e chips até 2040. Ao mesmo tempo, mediadores do Catar e do Paquistão anunciaram progressos nas conversações de paz entre Estados Unidos e Irão, com um roteiro para um acordo final em 60 dias, o que reduziu tensões geopolíticas. O barril de Brent cedeu 1,4% para 79,42 dólares, bem distante do pico de 126,41 dólares registado em maio, enquanto o crude norte-americano se manteve 1,2% mais firme.
Na Coreia do Sul, o Kospi ganhou 0,4% para 9.084,37 pontos, com a fabricante de chips de memória SK Hynix a disparar 4,7%. Taiwan subiu 2,8%, Hong Kong recuou 1% e Xangai teve ligeira alta de 0,2%. Na perspetiva de analistas em Tóquio, o mercado japonês pode estar “esticado”, sobretudo devido aos riscos no Médio Oriente. O dólar fortaleceu-se para 161,68 ienes e o euro caiu para 1,1454 dólares. Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 e do Nasdaq operaram em baixa, enquanto os investidores monitorizam o índice de preços de consumo pessoal (PCE) de maio, a ser divulgado na quinta-feira, e comentários de dirigentes da Reserva Federal, após a sinalização de uma probabilidade de 75% de subida de juros já em setembro.
As negociações técnicas de nível inferior entre EUA e Irão prosseguem durante a semana, com o Estreito de Ormuz a permanecer no foco, após relatos contraditórios sobre o tráfego marítimo. O índice PCE, medida de inflação preferida da Fed, será o próximo marco factual para calibrar as expectativas de política monetária. Paralelamente, a incerteza política no Reino Unido, com o primeiro-ministro Keir Starmer sob pressão interna, adiciona um elemento de cautela aos mercados europeus.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O índice Nikkei fechou acima de 72.000 pontos pela primeira vez, estendendo uma sequência recorde de seis pregões. A euforia com IA e semicondutores impulsionou as compras, levando o Topix a uma nova máxima histórica.
Os mercados asiáticos ficaram mistos, com o Nikkei batendo recorde com euforia de IA enquanto os futuros dos EUA caíam. O progresso nas negociações EUA-Irã acalmou temores, reduzindo os preços do petróleo.
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