
Neymar pisa o relvado pela primeira vez, mas regresso ao Mundial segue incerto
O camisola 10 fez corrida e toques na bola em Nova Jérsia, enquanto anunciava que será pai pela quinta vez; Brasil pressionado prepara duelo com o Haiti.
Pela primeira vez desde que a seleção brasileira se concentrou para o Mundial de 2026, Neymar Jr. pisou o relvado do centro de treinos Columbia Park, em Morristown, Nova Jérsia. As imagens divulgadas pela Confederação Brasileira de Futebol mostram o avançado de 34 anos a fazer trotes com ténis, depois a calçar chuteiras e a realizar exercícios ligeiros de condução de bola, sempre afastado do trabalho tático do grupo. O gesto, ainda que simbólico, representa um passo clínico relevante na recuperação de uma lesão de grau dois na panturrilha direita, sofrida em maio ao serviço do Santos. No entanto, a comissão técnica liderada por Carlo Ancelotti mantém a cautela: fontes próximas da delegação admitem que a presença do craque frente ao Haiti, na sexta-feira, está praticamente descartada, e o foco se desloca para o terceiro jogo da fase de grupos, contra a Escócia, a 24 de junho.
Enquanto o regresso aos relvados é adiado, a vida pessoal do jogador voltou a ocupar o noticiário. Na segunda-feira, Neymar e a influenciadora Bruna Biancardi anunciaram que esperam a terceira filha do casal — a quinta herdeira do futebolista, que já é pai de Davi Lucca, Mavie, Helena e Mel. O vídeo de revelação do sexo do bebé, partilhado nas redes sociais, mostrou o casal e os filhos a celebrarem o anúncio com tons de rosa, enquanto o atacante brincava com a ideia de formar um grupo musical “Spice Girls” ou “K-pop”. A notícia foi recebida com entusiasmo pelo pai do jogador, que declarou que “o Brasil tem mais uma torcedora nesta Copa”. A imprensa brasileira, contudo, sublinha o contraste entre a euforia familiar e a indefinição desportiva: Neymar não defende a seleção desde outubro de 2023 e a sua condição física tornou-se um tema de debate nacional, com analistas a questionarem se a permanência do camisola 10 no plantel não se transformou num problema de gestão para Ancelotti.
O ambiente em torno da Canarinha é de pressão. O empate a uma bola com Marrocos na estreia, em East Rutherford, gerou frustração e reacendeu críticas ao desempenho ofensivo da equipa. O lateral Douglas Santos, aposta de Ancelotti, alertou em conferência de imprensa que o Brasil “não pode ter soberba” diante do Haiti, adversário que regressa a um Mundial meio século depois da sua única participação, em 1974, e que vive uma grave crise política e humanitária. A partida de sexta-feira, na Filadélfia, será arbitrada pelo espanhol Alejandro Hernández, o mesmo juiz que apitou o clássico Barcelona-Real Madrid que opôs Vinícius Júnior e Raphinha em maio. Para o Haiti, o jogo é carregado de simbolismo: a seleção caribenha apresentará um novo uniforme, sem referências anticoloniais por exigência da FIFA, enquanto o país busca na esperança desportiva um contraponto à realidade de colapso institucional.
Na perspetiva de Brasília, a indefinição em torno de Neymar expõe uma dependência que o Brasil ainda não conseguiu superar. A jovem promessa Endrick, preterido por Ancelotti na estreia, desabafou com o próprio Neymar durante o jogo: “Se eu pudesse, eu entrava”. A frase, captada pelas câmaras, resume o impasse de uma seleção que, quatro anos depois do fracasso no Catar, ainda procura um plano coletivo que não desabe na ausência do seu maior astro. Com a Escócia a liderar o Grupo C após vencer o Haiti, o confronto direto da última jornada ganha contornos decisivos — e a expectativa é que, até lá, Neymar possa oferecer alguns minutos controlados, devolvendo ao Brasil não apenas um jogador, mas um símbolo de que a recuperação, dentro e fora de campo, é possível.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Enquanto Neymar está fora da fase de grupos devido a uma lesão na panturrilha, a Seleção enfrenta pressão e críticas após um empate decepcionante. O anúncio de uma quinta filha coloca sua vida pessoal novamente sob os holofotes, com polêmicas nas redes sociais e distrações. A equipe precisa encontrar soluções sem seu astro, mas não faltam distrações.
Neymar traz alegria aos fãs com o anúncio de que ele e Bruna Biancardi estão esperando uma menina, a terceira filha do casal. O vídeo de revelação de gênero viralizou e o jogador brincou sobre formar uma banda com suas filhas. A Copa do Mundo fica em segundo plano diante dessa feliz notícia familiar.
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