
Naufrágio de ferry na Guiana deixa dezenas de desaparecidos; 67 são resgatados
Sessenta e sete pessoas foram resgatadas após o MV Barima afundar na rota entre Georgetown e Port Kaituma, mas o número de desaparecidos permanece incerto devido a inconsistências no manifesto de bordo.
Um ferry de passageiros com 133 pessoas a bordo naufragou na noite de sábado (18) ao largo da costa da Guiana, quando seguia da capital Georgetown para Port Kaituma, no interior da região do Essequibo. As autoridades locais confirmaram o resgate de 67 ocupantes, incluindo 15 crianças, enquanto as buscas pelos demais prosseguem no Atlântico.
Entre os sobreviventes estão 41 homens e 11 mulheres, segundo o primeiro-ministro Mark Phillips. Relatos de passageiros descrevem o momento em que uma onda de grandes proporções teria atingido a embarcação, fazendo-a adornar e virar enquanto a maioria dormia. Wayne Kitson, de 18 anos, nadou durante seis horas até ser salvo, mas teme pela vida da mulher e da filha. Outros sobreviventes, como Adam e Carlita Matabheek, passaram a noite à deriva antes do resgate, mas familiares continuam desaparecidos.
As causas do acidente são alvo de versões contraditórias. O ministro das Obras Públicas, Juan Edghill, afirmou inicialmente que o navio operava dentro dos limites legais e que a provável causa foi uma “onda enorme”, associada à maré. No entanto, o próprio governante revelou mais tarde que o capitão e vários tripulantes testaram positivo para canábis, tendo sido detidos. Além disso, as autoridades admitiram que o manifesto de bordo não reflete fielmente os ocupantes, o que dificulta a contabilização exata dos desaparecidos — oficialmente 66, mas podendo ser mais. A embarcação, construída em 1939, tinha 87 anos de serviço e estava equipada com 250 coletes salva-vidas, mas a idade avançada do ferry é destacada por analistas em Lisboa como um fator de risco sistémico em rotas regionais.
O naufrágio ocorreu na rota para Port Kaituma, localidade situada na região do Essequibo, um território de 160 mil km² rico em petróleo e reivindicado pela Venezuela. Na perspetiva de Brasília, a imprensa brasileira sublinhou a tensão diplomática latente na área, controlada pela Guiana há mais de um século. Já em África, observadores apontam semelhanças com acidentes marítimos recorrentes em países lusófonos como Moçambique e Guiné-Bissau, onde embarcações envelhecidas e sobrelotadas operam em condições precárias. A rota, que dura mais de 14 horas, é uma das opções mais económicas para o transporte de mercadorias e passageiros na Guiana, um país com menos de um milhão de habitantes.
As operações de busca e salvamento, que envolvem a Guarda Costeira, embarcações privadas e meios aéreos, foram alargadas para uma área de 1.070 km². O governo guianense abriu uma investigação a eventuais negligências e prometeu responsabilizar criminalmente os envolvidos, caso se comprovem irregularidades. Até ao momento, o balanço oficial é de 67 resgatados e duas mortes confirmadas, mas o número de vítimas poderá aumentar à medida que as equipas de mergulho inspecionam o casco do MV Barima.
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
| Imprensa africana subsaariana | −0.40 | critical |
Guyana mobilizes all available resources to rescue passengers.
By emphasizing the speed and scale of the rescue deployment, a shipwreck is turned into a story of efficient humanitarian response.
The ferry's age (built in 1939) is not mentioned, which could raise safety concerns.
Guyanese authorities update rescue numbers and continue search.
By presenting bare facts without judgment, the news becomes an objective chronicle devoid of critical implications.
The ferry's age and any safety criticisms are not mentioned.
An 80-year-old ferry sinks, highlighting negligence in maintenance.
By citing the construction year and limited survivors, a criticism of safety conditions is implied without being explicit.
The later rescue of 53 people is not reported, which would reduce the perceived severity.
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