
Governo Trump mantém contratos sem licitação para reforma de espelho d’água em Washington
Projeto de US$ 15 milhões enfrenta atrasos, algas e acusações de vandalismo, enquanto administração rejeita nova concorrência e detém suspeitos.
A administração Trump anunciou que não abrirá nova licitação para concluir as obras do Espelho d’Água do Lincoln Memorial, em Washington, apesar de o projeto ter ultrapassado em mais de sete vezes o orçamento inicial e de o local permanecer fechado ao público. O secretário do Interior, Doug Burgum, afirmou que a mesma empresa responsável pela impermeabilização e pintura do fundo com o tom “azul bandeira americana” fará os reparos, estimados em dezenas de milhares de dólares, após o aparecimento de cortes no revestimento recém-instalado.
A decisão surge num momento em que o espelho d’água, esvaziado e reabastecido para as comemorações dos 250 anos da independência dos EUA, voltou a apresentar uma proliferação de algas e descascamento da pintura. Burgum atribuiu as algas a resíduos nas tubagens durante o enchimento, contrariando a alegação do presidente Donald Trump de que teriam sido causadas por “criminosos”. Para mitigar o problema, foi instalado um sistema de nanobolhas de ozono, ao custo de 1,7 milhões de dólares, que o Departamento do Interior descreveu como eficaz para tornar a água “cristalina”. A tecnologia, que injeta bolhas microscópicas para oxidar matéria orgânica, é apontada por cientistas como promissora para corpos de água controlados, embora a sua aplicação em lagos naturais ainda esteja em fase de investigação.
As autoridades detiveram mais de meia dúzia de pessoas por suspeita de vandalismo, entre elas o ex-atleta olímpico David Hearn, acusado de destruição de propriedade pública. Os seus advogados classificam o processo como “abuso de poder”. O caso encontra paralelo em debates no Brasil e em Portugal sobre a adjudicação direta de contratos públicos e a responsabilização por danos ao património. Na perspetiva de Washington, a polémica insere-se numa ofensiva mais ampla de Trump para remodelar marcos da capital — da Casa Branca ao Kennedy Center —, frequentemente com contratos sem concorrência e sob críticas de legisladores democratas, que investigam os vínculos anteriores das empresas contratadas com o presidente.
O espelho d’água deverá ser parcialmente drenado nos próximos dias para que os reparos avancem, enquanto os processos judiciais contra os detidos seguem o seu curso. A administração mantém que o projeto é um sucesso e que a piscina deixou de perder 45 mil galões de água por dia. O próximo marco factual será a conclusão das intervenções e a eventual divulgação dos resultados das investigações parlamentares sobre os custos e a atribuição dos contratos.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa iraniana e afins | −0.80 | critical |
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
The administration declares victory over algae and demands justice against vandals, while critics question the evidence and the cost of renovations.
By presenting both the administration's celebratory statements and the skeptical reactions, the narrative creates a balanced yet contested account that leaves room for the audience to choose sides. The use of direct quotes from officials and critics lends an air of journalistic objectivity.
Missing is the broader geopolitical context of Trump's threats against Iran, present in the Iranian bloc.
Trump threatens to annihilate Iran's military, boasting of sinking 159 ships in a moment, revealing his reckless and dangerous nature.
By reframing the algae story as a platform for Trump's aggressive rhetoric, the article shifts attention from a domestic embarrassment to a foreign policy threat, mobilizing nationalist sentiment and alarm.
It omits entirely the algae problem, the vandalism claim, and the technical solutions.
Nanobubbles offer a cost-effective and innovative solution to the algae problem, demonstrating how technology can address environmental challenges.
By focusing solely on the technical aspects and ignoring the political controversy, the article presents a depoliticized, solution-oriented narrative that appeals to a pragmatic and forward-looking audience.
It omits the political dispute, the vandalism claim, and the cost overruns.
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