
Moana live-action recria original cena a cena, mas fracassa na bilheteira e divide fãs
Estreia do remake com Dwayne Johnson arrecada 43 milhões de dólares na América do Norte, muito abaixo dos 250 milhões gastos na produção, enquanto críticos apontam falta de imaginação.
Recortes não oficiais da adaptação live-action de “Moana” inundaram as redes sociais durante o fim de semana de estreia. Neles, via-se uma princesa polinésia de carne e osso a entoar as canções já conhecidas, mas com uma expressão que, segundo comentadores norte-americanos, carecia da centelha do desenho animado de 2016. A mesma Disney que ostentava nos seus anúncios um índice de aprovação de 90% por parte do público na plataforma Rotten Tomatoes via agora esses excertos amadores a propagarem a sensação de um espetáculo visualmente mais literal e interpretativamente mais rígido.
O filme, dirigido por Thomas Kail e orçamentado em 250 milhões de dólares, arrecadou 43 milhões na América do Norte e 95 milhões em todo o mundo no primeiro fim de semana, de acordo com estimativas de exibidores. Analistas nos Estados Unidos sublinham que se trata de um dos piores arranques para um remake live-action da Disney, muito distante dos 146 milhões obtidos por “Lilo & Stitch” em 2025 ou dos 225 milhões do fim de semana de Ação de Graças de “Moana 2”, em 2024. A imprensa italiana, que acompanhou as conferências de imprensa do Globo de Ouro, registou o esforço de autenticidade da produção — com a construção de uma aldeia real, a participação de consultores culturais e uma banda sonora regravada para se adaptar à fisicalidade dos atores —, mas reconheceu que o resultado final não rompeu com a sensação de repetição.
Na crítica internacional, o veredito foi contundente. “O encanto da animação esvaiu-se quando interpretada por humanos”, escreveu um crítico do San Francisco Chronicle, enquanto o Financial Times considerou o remake “desnecessário” mesmo para os padrões da “fábrica de remakes” da Disney. Apesar da fidelidade quase obsessiva ao original, a nova versão foi acusada de achatar a mitologia polinésia que o filme de 2016 ajudara a popularizar. Na Indonésia, onde a versão animada continua a ser um fenómeno, críticos notaram que a atriz Catherine Lagaʻaia, de origem samoana, conferiu carisma à protagonista, mas que o conjunto permaneceu “hambar” — insosso — diante da memória visual do clássico.
O público familiar, alvo principal da obra, deu sinais contraditórios. Embora as sondagens à saída das salas indicassem que 78% dos pais recomendariam o filme a outras famílias, o número de espectadores foi insuficiente para evitar o fracasso comercial. A concorrência direta de “Toy Story 5” e de “Minions & Monsters”, ambos ainda em cartaz, fragmentou a audiência infantil, enquanto noutros cantos do mundo as preferências recaíam sobre produções locais. Enquanto Hollywood via “Moana” naufragar, na Índia a comédia “Dhamaal 4” ultrapassava os 50 milhões de rúpias em três dias, confirmando o vigor de franquias regionais assentes no humor e na cumplicidade com o seu público.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.20 | neutral |
The box office rejects the live-action Moana, a soulless clone that betrays the original's spirit.
Compares box office data and Rotten Tomatoes scores to demonstrate the remake's inferiority to the animated original, using the critic-audience gap as evidence of a quality deficit.
Ignores the possibility that the remake has cultural or emotional value for audiences, focusing solely on commercial failure.
Moana live-action is not a simple remake but an act of cultural memory that deserves respect.
Raises the temporal paradox of a recent classic to legitimize the remake as an act of continuity, not copying, and invites evaluation through a different lens than mere comparison.
Omits the disappointing box office data and negative reviews, preferring a cultural analysis that ignores commercial reception.
Moana live-action sails between nostalgia and disappointment, offering a familiar yet magic-less experience.
Juxtaposes nostalgic sentiment with criticism of flatness, creating an apparent balance but emphasizing the lack of original enchantment to suggest a negative judgment.
Does not mention the critic-audience gap or box office figures, focusing only on the visual experience.
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