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Defesa e Segurançaquarta-feira, 17 de junho de 2026

Rússia e Ucrânia intensificam ataques noturnos; mísseis atingem Kiev e drones alvejam refinaria em Moscovo

Enquanto Zelensky dialogava com líderes do G7, mísseis balísticos russos forçaram civis em Kiev a correr para abrigos e drones ucranianos provocaram um incêndio numa refinaria da capital russa.

A madrugada de quinta-feira foi marcada por uma escalada simultânea de ataques aéreos entre a Rússia e a Ucrânia, com mísseis balísticos a cair sobre Kiev e drones ucranianos a atingir uma refinaria de petróleo nos arredores de Moscovo. Na capital ucraniana, jornalistas da AFP ouviram o ruído de um míssil e duas explosões, enquanto civis corriam em direção aos abrigos antiaéreos. O chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, confirmou o ataque e apelou à população para permanecer em locais seguros. Em simultâneo, o sistema de defesa aérea russo abateu quinze drones que se dirigiam a Moscovo, mas vários artefactos conseguiram alcançar a refinaria do distrito de Kapotnya, provocando chamas e densas colunas de fumo. Do lado russo, a região de Rostov registou um morto e dois feridos, enquanto na cidade ucraniana de Sumy uma pessoa morreu num ataque com drone, ilustrando o alastramento geográfico das hostilidades.

A ofensiva noturna ocorreu horas depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter conversado com Donald Trump e Emmanuel Macron à margem da cimeira do G7 em França. Trump, que no passado se mostrou relutante em apoiar Kiev, instou a Rússia a “fazer um acordo” e admitiu a possibilidade de reimpor sanções que haviam sido aliviadas. Os líderes do G7, por seu turno, prometeram novas medidas para aumentar a pressão sobre Moscovo. O contraste entre a diplomacia de alto nível e a violência nas ruas de Kiev e Moscovo sublinha a fragilidade de qualquer via negocial enquanto ambos os beligerantes demonstram capacidade de golpear o coração do adversário.

Observadores em Lisboa notam que a intensificação dos ataques aéreos ocorre num momento em que a Europa procura reforçar o apoio militar e financeiro à Ucrânia, ao mesmo tempo que enfrenta o cansaço de uma guerra que já dura mais de quatro anos. Na perspetiva de Brasília, a escalada pode influenciar os mercados globais de commodities, uma vez que a instabilidade na região do Mar Negro afeta rotas de exportação de cereais e energia, com impacto direto nos preços dos alimentos em países lusófonos africanos dependentes dessas importações. A diplomacia brasileira, que historicamente defende uma solução negociada, vê com preocupação o acirramento que dificulta qualquer mediação.

O novo capítulo de ataques profundos contra infraestruturas energéticas e centros urbanos sinaliza uma fase em que as capitais deixam de ser retaguardas simbólicas. A capacidade ucraniana de atingir repetidamente a refinaria de Moscovo desafia a narrativa de invulnerabilidade do território russo, enquanto o uso de mísseis balísticos contra Kiev revela que o Kremlin mantém a aposta na pressão psicológica sobre a população civil. Com as defesas aéreas de ambos os países sob tensão e a diplomacia internacional a patinar, o horizonte imediato aponta para uma continuação do ciclo de retaliações, adiando qualquer perspetiva de tréguas.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Um ataque com mísseis russos atinge Kiev nas primeiras horas da manhã, enquanto o presidente Zelensky busca um entendimento com Trump e Macron. O G7 demonstra uma convergência sem precedentes para aumentar a pressão sobre Moscou, e Macron saúda uma 'mudança muito profunda'. A ofensiva diplomática corre paralela ao relato de guerra, com civis fugindo para abrigos.

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Mísseis russos atingem Kiev enquanto Trump insta Moscou a 'fazer um acordo'. Autoridades locais confirmam o ataque sem relatos imediatos de vítimas. A cobertura permanece factual, focada na escalada e nos apelos à negociação.

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Rússia e Ucrânia intensificam ataques noturnos; mísseis atingem Kiev e drones alvejam refinaria em Moscovo

Enquanto Zelensky dialogava com líderes do G7, mísseis balísticos russos forçaram civis em Kiev a correr para abrigos e drones ucranianos provocaram um incêndio numa refinaria da capital russa.

A madrugada de quinta-feira foi marcada por uma escalada simultânea de ataques aéreos entre a Rússia e a Ucrânia, com mísseis balísticos a cair sobre Kiev e drones ucranianos a atingir uma refinaria de petróleo nos arredores de Moscovo. Na capital ucraniana, jornalistas da AFP ouviram o ruído de um míssil e duas explosões, enquanto civis corriam em direção aos abrigos antiaéreos. O chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, confirmou o ataque e apelou à população para permanecer em locais seguros. Em simultâneo, o sistema de defesa aérea russo abateu quinze drones que se dirigiam a Moscovo, mas vários artefactos conseguiram alcançar a refinaria do distrito de Kapotnya, provocando chamas e densas colunas de fumo. Do lado russo, a região de Rostov registou um morto e dois feridos, enquanto na cidade ucraniana de Sumy uma pessoa morreu num ataque com drone, ilustrando o alastramento geográfico das hostilidades.

A ofensiva noturna ocorreu horas depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter conversado com Donald Trump e Emmanuel Macron à margem da cimeira do G7 em França. Trump, que no passado se mostrou relutante em apoiar Kiev, instou a Rússia a “fazer um acordo” e admitiu a possibilidade de reimpor sanções que haviam sido aliviadas. Os líderes do G7, por seu turno, prometeram novas medidas para aumentar a pressão sobre Moscovo. O contraste entre a diplomacia de alto nível e a violência nas ruas de Kiev e Moscovo sublinha a fragilidade de qualquer via negocial enquanto ambos os beligerantes demonstram capacidade de golpear o coração do adversário.

Observadores em Lisboa notam que a intensificação dos ataques aéreos ocorre num momento em que a Europa procura reforçar o apoio militar e financeiro à Ucrânia, ao mesmo tempo que enfrenta o cansaço de uma guerra que já dura mais de quatro anos. Na perspetiva de Brasília, a escalada pode influenciar os mercados globais de commodities, uma vez que a instabilidade na região do Mar Negro afeta rotas de exportação de cereais e energia, com impacto direto nos preços dos alimentos em países lusófonos africanos dependentes dessas importações. A diplomacia brasileira, que historicamente defende uma solução negociada, vê com preocupação o acirramento que dificulta qualquer mediação.

O novo capítulo de ataques profundos contra infraestruturas energéticas e centros urbanos sinaliza uma fase em que as capitais deixam de ser retaguardas simbólicas. A capacidade ucraniana de atingir repetidamente a refinaria de Moscovo desafia a narrativa de invulnerabilidade do território russo, enquanto o uso de mísseis balísticos contra Kiev revela que o Kremlin mantém a aposta na pressão psicológica sobre a população civil. Com as defesas aéreas de ambos os países sob tensão e a diplomacia internacional a patinar, o horizonte imediato aponta para uma continuação do ciclo de retaliações, adiando qualquer perspetiva de tréguas.

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Um ataque com mísseis russos atinge Kiev nas primeiras horas da manhã, enquanto o presidente Zelensky busca um entendimento com Trump e Macron. O G7 demonstra uma convergência sem precedentes para aumentar a pressão sobre Moscou, e Macron saúda uma 'mudança muito profunda'. A ofensiva diplomática corre paralela ao relato de guerra, com civis fugindo para abrigos.

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Mísseis russos atingem Kiev enquanto Trump insta Moscou a 'fazer um acordo'. Autoridades locais confirmam o ataque sem relatos imediatos de vítimas. A cobertura permanece factual, focada na escalada e nos apelos à negociação.

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