
México investe 181 mil milhões de pesos em hospitais; Peru planeia aeroportos e Itália reduz listas de espera
Planos de infraestrutura e reformas nos serviços públicos marcam agendas no México, Peru e Itália, com impactos mensuráveis no acesso à saúde e conectividade regional.
O governo mexicano anunciou um plano de infraestrutura hospitalar de 181 mil milhões de pesos (cerca de 9 mil milhões de euros) até 2030, com 152 projetos que incluem 50 novos hospitais, 47 ampliações e 55 substituições. O objetivo é acrescentar 9.139 camas à rede pública, elevando o total de 96.966 para 106.105, o maior aumento desde que há registos. Até ao final de 2026, estarão concluídos 33 projetos adicionais, somando 2.637 camas, 29% da meta do sexénio.
No Peru, o plano de governo de Keiko Fujimori propõe a construção de seis novos aeroportos regionais em Oxapampa, Chimbote, Moquegua, Puno, Huancavelica e Huancayo, além da conclusão dos acessos ao novo Aeroporto Jorge Chávez e a modernização de 17 terminais concessionados. Especialistas em Lima alertam que a viabilidade depende de estudos de procura e de articulação com as companhias aéreas, citando o caso do aeroporto de Pisco, construído sem essa análise e sem operações comerciais regulares.
Na Europa, o Serviço Nacional de Saúde italiano registou um aumento de 1,6 milhões de consultas e exames realizados dentro dos prazos clínicos no primeiro semestre de 2026, face ao mesmo período de 2025, segundo a Agência Nacional para os Serviços Regionais de Saúde (Agenas). O total de marcações subiu para quase 15 milhões, com 78% das primeiras consultas e 84% dos exames diagnósticos a cumprir os tempos prescritos. Ainda assim, 2,8 milhões de prestações ficaram fora do prazo, sobretudo em neurologia, gastroenterologia e dermatologia.
Observadores em Brasília notam que o Brasil enfrenta desafios semelhantes de infraestrutura hospitalar e conectividade regional, com planos de expansão ainda em fase de elaboração. No México, o próximo marco será a inauguração do Hospital Geral do ISSSTE em Tampico, com 98% das obras concluídas e 150 camas. Em Itália, o próximo relatório trimestral da Agenas deverá indicar se a tendência de melhoria se mantém. No Peru, a viabilização dos aeroportos dependerá da apresentação de estudos de viabilidade e do diálogo com o setor aéreo.
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Os governos mexicano e peruano estão entregando infraestrutura sem precedentes, superando o fracasso neoliberal.
Números e prazos são enfatizados para criar uma sensação de progresso inevitável e responsabilidade governamental.
Omite a abordagem italiana de reformas de serviços para reduzir as listas de espera, que poderia oferecer um modelo alternativo.
O sistema de saúde italiano está mostrando melhorias graças às reformas de serviços, mas o caminho ainda é longo.
Dados trimestrais são usados para demonstrar progresso tangível, mas uma nota de cautela é adicionada para evitar otimismo excessivo.
Não menciona os investimentos em infraestrutura no México e no Peru, que representam uma abordagem diferente para melhorar os serviços de saúde.
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