
Messi atinge 200 jogos pela Argentina em estreia no Mundial 2026 contra Argélia
O capitão argentino inicia sua sexta e última Copa do Mundo enquanto a campeã defende o título diante dos argelinos, em Kansas City.
Lionel Messi alcançará nesta terça-feira (16) a marca de 200 partidas pela seleção argentina, precisamente no pontapé de saída da defesa do título mundial. O duelo contra a Argélia, no Arrowhead Stadium, em Kansas City, abre o Grupo J do Mundial de 2026 e assinala também a sexta e última participação do astro em Copas do Mundo — um recorde absoluto. A efeméride ganha contornos simbólicos adicionais: há exatos 20 anos, a 16 de junho de 2006, Messi marcava o seu primeiro golo no torneio, diante da Sérvia e Montenegro, então com 18 anos.
A Argentina de Lionel Scaloni chega como favorita, mas carrega o peso de uma estatística incómoda. Desde o Mundial de 2002, quatro dos seis campeões em título caíram ainda na fase de grupos da edição seguinte. Na perspetiva de Brasília, a seleção albiceleste é vista como a principal candidata a quebrar esse ciclo, sobretudo após vitórias convincentes nos amistosos preparatórios — 2-0 sobre Honduras e 3-0 sobre a Islândia. Observadores em Lisboa notam, porém, que a estreia sul-americana no torneio tem sido dececionante: nenhum representante da Conmebol venceu até agora, e a Argentina pode tornar-se o primeiro a triunfar.
Do lado argelino, o regresso à Copa depois de mais de uma década traz curiosidades. A equipa comandada pelo bósnio Vladimir Petkovic conta com o extremo Riyad Mahrez e com o guarda-redes Luca Zidane, filho do lendário Zinédine Zidane. Para os países africanos de língua portuguesa, a presença da Argélia reaviva a discussão sobre a competitividade do futebol do continente, embora o foco esteja na capacidade de surpreender um gigante. No Brasil, a partida terá transmissão em direto pela CazéTV, no YouTube, a partir das 22h (hora de Brasília).
O encontro inaugura uma caminhada que pode consagrar a Argentina como a primeira bicampeã consecutiva desde o Brasil de 1962. Para Messi, cada jogo será uma despedida em camadas: além dos 200 encontros com a camisola alviceleste, o capitão pode ultrapassar o recorde de golos em Mundiais se voltar a marcar. A pressão sobre Scaloni é máxima, mas o núcleo de 17 campeões de 2022 oferece solidez. A cidade de Kansas City, transformada numa “pequena sucursal do futebol argentino”, como descreve a imprensa local, será o palco onde a história começará a ser reescrita.
Artigos relacionados
Sismo de magnitude 6,7 atinge Palu, na Indonésia, e força evacuações em hospitais
11 idiomas · 28 veículos
EconomiaJapão eleva juros ao maior patamar desde 1995 para conter inflação alimentada por guerra no Irã
9 idiomas · 23 veículos
EsporteIrã e Nova Zelândia empatam em duelo vibrante sob a sombra da guerra e dos protestos
6 idiomas · 29 veículos