
Argentina e Messi estreiam no Mundial 2026 com missão de quebrar maldição de campeão
A seleção argentina, atual campeã, enfrenta a Argélia nesta terça-feira em Kansas City, com Lionel Messi a disputar a sexta Copa e a equipa a tentar evitar uma estreia tropeçada como em 2022.
A Argentina inicia a defesa do título mundial nesta terça-feira (16 de junho de 2026) diante da Argélia, no Arrowhead Stadium, em Kansas City, pelo Grupo J do Mundial 2026. O jogo, às 22h00 de Brasília (21h00 no leste dos EUA), marca o primeiro confronto oficial entre as duas equipas em Copas. Lionel Messi, aos 39 anos, disputa a sua sexta participação e atinge 200 jogos pela albiceleste, como principal referência da atual campeã. A seleção chega pressionada pela história recente: em 2022, perdeu na estreia para a Arábia Saudita e não vence um jogo inaugural desde 2014. Scaloni quer quebrar o padrão de tropeços de campeões defensores, como ocorreu em 1982 e 1990.
No Brasil, a Band transmite o duelo ao vivo, e a audiência acompanha com expectativa o astro argentino. A escalação confirmada mantém a base do título de 2022: Emiliano Martínez; Montiel, Romero, Lisandro Martínez e Facundo Medina; De Paul, Enzo Fernández e Mac Allister; Messi, Julián Álvarez e Lautaro Martínez. A Argélia, de regresso à Copa após 12 anos, aposta na experiência europeia de Mahrez, Gouiri e Bensebaini, sob o comando de Vladimir Petkovic. O árbitro Szymon Marciniak, que apitou a final de 2022, acrescenta simbolismo ao encontro.
O historial argentino em estreias soma 11 vitórias, seis derrotas e um empate em 18 participações. A última goleada inaugural aconteceu há 32 anos, nos Estados Unidos, com Maradona e Batistuta no 4-0 sobre a Grécia em 1994. Desde então, os triunfos foram escassos ou apertados. A Argélia, na sua sexta Copa, tenta surpreender com velocidade e uma declaração provocatória que classificou a Argentina como “uma equipa como qualquer outra”. Observadores em Lisboa notam que o duelo entre um gigante sul-americano e uma seleção africana emergente ilustra a competitividade global, embora o favoritismo seja argentino.
O resultado terá impacto direto no Grupo J, que inclui Áustria e Jordânia. Uma vitória sólida afastaria os fantasmas de 2022 e lançaria a campanha do bicampeonato com confiança; um tropeço reacenderia dúvidas sobre a hegemonia. Para Messi, cada jogo pode ser o último em Mundiais, e a busca pelo recorde de golos adiciona uma narrativa individual. A imprensa argentina aposta na maturidade da equipa de Scaloni, mas o futebol africano já mostrou que não se intimida. O mundo lusófono, do Brasil a Angola, observa com atenção o primeiro passo de uma seleção que carrega história e talento.
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