
Malásia estende por um ano contrato de busca pelos destroços do voo MH370
Extensão mantém cláusula de 'sem achado, sem pagamento' e prevê retomada das operações no Índico entre novembro de 2026 e abril de 2027, após pausa para outros compromissos comerciais da Ocean Infinity.
O governo da Malásia aprovou a prorrogação por um ano do contrato com a empresa de exploração submarina Ocean Infinity para localizar os destroços do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de uma década. A extensão, válida de 1 de julho de 2026 a 30 de junho de 2027, permitirá concluir a varredura de uma área remanescente de 7.428,54 quilómetros quadrados no sul do oceano Índico, mantendo-se o princípio de que a companhia só receberá 70 milhões de dólares se encontrar a fuselagem.
Segundo o ministro dos Transportes, Anthony Loke, a decisão, aprovada pelo Conselho de Ministros em 26 de junho, representa a “manifestação do compromisso contínuo e inabalável” do executivo malaio em dar uma resposta às famílias dos 239 ocupantes. Na perspetiva de Kuala Lumpur, a renovação do acordo, assinado originalmente em março de 2025, reflete também a necessidade de acomodar novos compromissos comerciais da Ocean Infinity, que obrigarão à deslocação temporária dos seus principais equipamentos de busca para outros projetos.
A empresa, com sedes no Reino Unido e nos Estados Unidos, deverá interromper as operações no Índico e retomá-las apenas entre novembro de 2026 e abril de 2027, período de mar mais calmo que, de acordo com fontes do setor marítimo, oferece condições mais seguras e eficazes para as atividades de busca em águas profundas. A cláusula de “sem achado, sem pagamento” mantém o risco financeiro integralmente do lado da contratada, sem custos para o erário malaio enquanto os destroços não forem localizados.
O Boeing 777 desapareceu dos radares em 8 de março de 2014, quando fazia a rota entre Kuala Lumpur e Pequim com 227 passageiros e 12 tripulantes. Apesar de uma vasta operação multinacional e de uma tentativa anterior da própria Ocean Infinity, em 2018, o paradeiro da aeronave permanece desconhecido. Ao longo dos anos, mais de trinta peças suspeitas foram recolhidas em costas do leste africano e de ilhas do Índico, incluindo três fragmentos de asa confirmados como pertencentes ao MH370, um dos quais encontrado em Moçambique, o que aproximou o mistério do universo lusófono.
A extensão do contrato não altera os termos financeiros nem o perímetro de busca, mas adia a conclusão dos trabalhos para meados de 2027. Observadores em Lisboa e Brasília notam que o caso continua a ser acompanhado com interesse devido à presença de destroços em territórios africanos de língua portuguesa e à dimensão global do enigma aeronáutico. A próxima fase operacional está prevista para o final de 2026, sem garantias de que o mistério será resolvido.
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
The Southeast Asian bloc allocates no space to the MH370 contract extension, signaling that the matter is not an editorial priority.
Total absence of coverage acts as a filter: an event that does not align with the local agenda is omitted, rendering it effectively invisible.
The Atlantic bloc allocates no space to the MH370 contract extension, signaling that the matter is not an editorial priority.
Total absence of coverage acts as a filter: an event that does not align with the local agenda is omitted, rendering it effectively invisible.
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