
Galeria Apolo reabre no Louvre sem joias, mas com nova aura após roubo histórico
Nove meses após o audacioso furto das joias da coroa francesa, o museu parisiense reabre o espaço esvaziado, que agora atrai visitantes pela sua arquitetura e pela memória do crime.
Na manhã de quarta-feira, a guia turística sul-coreana Jenny Lee foi uma das primeiras a entrar na Galeria Apolo do Louvre. “Para mim é uma honra estar aqui no primeiro dia”, disse à agência France-Presse, enquanto contemplava os tetos dourados e os frescos que, durante séculos, serviram de moldura às joias da coroa francesa. As vitrinas, porém, estavam vazias. O que antes exibia tiaras, colares e broches de imperatrizes agora se oferece como um salão cerimonial do século XVII, onde a luz incide sobre estuques e pinturas sem a intermediação do brilho das pedras preciosas.
O regresso ao público ocorre nove meses depois de um dos roubos mais retumbantes da história recente dos museus. A 19 de outubro de 2025, quatro homens utilizaram uma plataforma elevatória para alcançar uma janela do segundo andar, cortaram os vidros com serras circulares e, em menos de oito minutos, subtraíram oito peças avaliadas em 88 milhões de euros. Fugiram em duas motonetas, enquanto o sistema de alarme só alertou os funcionários quando já não havia rasto dos ladrões. Os quatro suspeitos foram detidos nas semanas seguintes — todos com antecedentes criminais na região parisiense —, mas as joias continuam desaparecidas, com exceção da coroa da imperatriz Eugénia, encontrada danificada junto ao museu e atualmente em restauro.
A sala, concebida sob o reinado de Luís XIV e decorada por Charles Le Brun, inspirou mais tarde a Galeria dos Espelhos de Versalhes. A sua reabertura sem os objetos que a tornaram célebre representa, segundo o novo diretor do Louvre, Christophe Leribault, um regresso à função original de “galeria de aparato”, onde a corte passeava entre pinturas e esculturas. As joias sobreviventes foram transferidas para uma sala-cofre sem janelas, cuja conclusão ainda não tem data. Na imprensa francesa, a decisão de não deixar vitrinas vazias foi interpretada como uma tentativa de evitar que o espaço se transformasse num memorial do fracasso da segurança. Já para visitantes como a escocesa Alison Leslie, ex-agente da polícia, a galeria “é bela, tal como me lembro. Acho que a prefiro vazia, sem as joias”.
O assalto expôs fragilidades que um relatório interno de 2019 já apontava: a proximidade da varanda à via pública e um sistema de videovigilância obsoleto. A então presidente do museu, Laurence des Cars, demitiu-se em fevereiro, pressionada por protestos de funcionários e pelo embaraço diplomático. Leribault, historiador de arte que dirigia o Palácio de Versalhes, assumiu o cargo com a missão de executar o plano “Louvre Novo Renascimento”, um projeto de 800 milhões de euros que prevê, até 2031, uma galeria exclusiva para a Mona Lisa e a modernização das infraestruturas de segurança. No Brasil e em Portugal, onde o Louvre é um dos destinos culturais mais cobiçados, a notícia do roubo e da reabertura repercutiu com uma mistura de choque e fascínio, ecoando a perceção global de que o museu mais visitado do mundo — 9 milhões de pessoas em 2025 — se tornara, subitamente, vulnerável.
Agora, a Galeria Apolo oferece uma experiência inédita: a de um cenário despido do seu tesouro, mas carregado de uma nova camada de história. Os visitantes detêm-se diante dos afrescos de Delacroix e dos estuques dourados, enquanto os guias acrescentam ao roteiro o relato do “assalto do século”. A coroa partida de Eugénia, em restauro noutra ala do edifício, funciona como uma lembrança silenciosa de que, por vezes, a ausência também se torna património.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.30 | critical |
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.10 | neutral |
The dramatic heist and the museum's response are the centerpiece; the narrative emphasizes the audacity and the security failure.
By focusing on the brazen nature of the theft and the subsequent security upgrades, the story creates a sense of urgency and vulnerability, making the reopening a news event rather than a cultural milestone.
The critical perspective on the Louvre's broader management issues and the long-term deterioration of the building is omitted, as is the fact that the gallery's return to its 17th-century function is a positive reframing.
The museum's priorities are questioned; the reopening is framed as a missed opportunity to address deeper structural problems.
By including a critical expert voice (Rykner) and contrasting the security expense with the neglected infrastructure, the narrative shifts from a simple reopening to a debate on institutional governance.
The positive tourist experience and the beauty of the gallery are downplayed; the human interest angle is largely absent.
The visitor's perspective takes center stage; the heist becomes a footnote to the gallery's enduring beauty and historical significance.
By quoting a tourist guide who calls the robbery 'new history', the story normalizes the event and reframes it as an added layer of interest rather than a security failure.
The security concerns, the ongoing investigation, and the critical views on museum management are omitted; the focus is solely on the positive visitor experience.
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