
Lamine Yamal começa no banco na estreia da Espanha no Mundial 2026 contra Cabo Verde
Estrela do Barcelona está recuperada de lesão, mas Luis de la Fuente opta por prudência no embate com a seleção lusófona em Atlanta.
O técnico Luis de la Fuente pôs fim às especulações: Lamine Yamal está recuperado da lesão muscular que o afastava dos relvados desde 22 de abril, mas começará no banco de suplentes na estreia da Espanha no Mundial 2026, esta segunda-feira, contra Cabo Verde, em Atlanta. A joia do Barcelona, de 18 anos, treinou sem limitações ao longo da semana e está em condições de atuar, embora De la Fuente prefira usá-lo apenas por alguns minutos, se o jogo assim o exigir. A mesma prudência aplica-se a Nico Williams, também convocado e igualmente vindo de problemas físicos.
A cautela do selecionador espanhol reflete o cuidado com que a Roja encara um torneio no qual chega como uma das grandes favoritas, amparada por uma série invicta de 30 partidas e pelo título da Euro 2024. A imprensa espanhola, em uníssono, sublinha que não vale a pena arriscar a plena forma de Yamal logo na primeira jornada do Grupo H, diante de um adversário teoricamente frágil. O próprio jogador, revelação do Barcelona, havia manifestado otimismo quanto à recuperação, mas a comissão técnica optou por preservá-lo para os duelos mais exigentes que se avizinham.
Para o universo lusófono, o confronto tem um sabor especial. Cabo Verde, nação de língua portuguesa, participa do seu segundo Mundial e encara a poderosa Espanha com a legítima ambição de complicar a vida dos campeões europeus. No Brasil, a gestão conservadora de De la Fuente é interpretada como sintoma da seriedade com que a Roja encara cada adversário, sem menosprezar o modesto conjunto cabo-verdiano. Em Portugal, o foco divide-se entre a simpatia pelo compatriota lusófono e a curiosidade de ver como a Espanha, vizinha ibérica, se comportará sem a sua estrela em campo.
A entrada de Yamal a partir do banco, se o marcador estiver apertado, poderá desequilibrar a seu favor, mas a estratégia é clara: não queimar etapas na preparação física do prodígio. A decisão de De la Fuente equilibra a vontade de começar o Mundial com o pé direito e a visão de longo prazo que uma campanha vitoriosa exige. A Espanha não levanta o troféu desde 2010 e, com esta geração talentosa, quer voltar a reinar. Por agora, os olhos de Brasil e Portugal — e de todo o mundo lusófono — voltam-se para Atlanta, onde a prudência espanhola ditará o pontapé de saída.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Espanha chega ao Mundial 2026 como uma das grandes favoritas, tentando quebrar um jejum de 16 anos. Por precaução, De la Fuente deixa Lamine Yamal, recuperado, no banco contra um frágil Cabo Verde, confiando na hierarquia do elenco e em uma estreia triunfante.
O técnico espanhol confirmou que Lamine Yamal, totalmente recuperado de uma lesão na coxa, está disponível, mas não será titular contra Cabo Verde. A decisão é uma precaução para proteger um jogador essencial para o restante do torneio. O tom é factual e ponderado.
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