
Furtos, tiroteio e alerta de tornado: a semana turbulenta da Inglaterra antes da estreia no Mundial 2026
Um roubo de equipamento avaliado em 18 mil dólares, uma ameaça de tornado e um tiroteio nas imediações do centro de treinos testaram a concentração dos ingleses.
A seleção de Inglaterra ainda nem entrou em campo no Mundial de 2026 e já acumula sobressaltos que vão muito além da pressão de ser favorita. Na noite de 12 de junho, enquanto o material da equipa era trasladado da Florida para Kansas City, a cidade-sede do seu quartel-general, bens essenciais como botas, bolas e equipamento de treino desapareceram num golpe que a procuradoria do condado de Jackson avaliou em cerca de 18 mil dólares (aproximadamente 93 mil reais). Dois homens – Mustafa Salik e Erfan Kamal – foram detidos e acusados pelo furto, que incluía objetos tão insólitos como um conjunto Lego em forma de ténis Nike Air, duas pelúcias de leão e uma coluna JBL, a par de três camisolas autografadas, cada uma avaliada em cinco mil dólares. A polícia local conseguiu recuperar grande parte do espólio, mas o episódio já tinha instalado um clima de vulnerabilidade.
O desconforto agravou-se menos de 24 horas depois. Quando os Três Leões se preparavam para o primeiro treino aberto ao público no Swope Soccer Village, um alerta de tornado classificado como “ameaça crítica e iminente” obrigou a comitiva a interromper a sessão e a procurar abrigo no hotel. A imprensa norte-americana noticiou ainda que, momentos antes da chegada ao complexo, um tiroteio deflagrara a cerca de seis quilómetros do centro de estágio, reforçando a perceção de insegurança que paira sobre a preparação inglesa.
A sucessão de contratempos ecoa no contexto mais amplo do torneio. Observadores em Jacarta sublinham que a organização nos Estados Unidos, Canadá e México já acumula controvérsias com a complexidade dos controlos migratórios, o calor extremo na Califórnia e falhas no sistema de videoarbitragem (VAR). Em África, o diário nigeriano Daily Trust relatou que as primeiras três jornadas do Mundial ficaram marcadas por uma combinação de intempéries e desafios logísticos. Na perspetiva de Brasília, a memória dos percalços do Mundial de 2014 surge como um aviso silencioso: falhas de segurança e imprevistos climáticos podem minar a credibilidade do evento, algo que os organizadores norte-americanos tentam a todo o custo evitar.
Para o encontro de estreia contra a Croácia, a equipa de Gareth Southgate vê-se assim forçada a lidar com uma fatura extra de ruído mental. Em Lisboa, a crónica desportiva assinala que a concentração dos ingleses foi sabotada por fatores externos, num cenário que a experiente seleção balcânica saberá explorar. Resta saber se a resiliência construída nos últimos grandes torneios permitirá ao plantel inglês transformar a adversidade num catalisador, ou se as cicatrizes desta semana turbulenta se refletirão dentro das quatro linhas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Antes mesmo de entrar em campo, a Inglaterra já parece ter perdido, abatida por uma série de desastres fora das quatro linhas: um roubo de 18 mil dólares em equipamento, um tiroteio a seis quilómetros do local de treino e um alerta de tornado. A narrativa latino-americana, com ironia, pinta os Três Leões como vítimas do caos americano, quase saboreando o azar dos favoritos.
A cobertura do Sudeste Asiático lista quatro azares da Inglaterra, tratando-os como um abalo à preparação mental da equipa antes do jogo de estreia frente à Croácia. Ela liga o roubo, o tiroteio e o alerta de tornado a críticas mais amplas à organização, como os complicados procedimentos de imigração, e insinua que os problemas fora de campo já estão a prejudicar o torneio.
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