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Esportequinta-feira, 25 de junho de 2026

Grupo H chega à rodada final sem classificados e com Cabo Verde a sonhar com os 'oitavos'

Com as quatro seleções ainda na luta, a última jornada do grupo H do Mundial 2026 coloca Espanha e Uruguai frente a frente, enquanto Cabo Verde procura fazer história diante da Arábia Saudita.

Nenhuma seleção está apurada, nenhuma está eliminada. O Grupo H do Mundial de 2026 chega à derradeira jornada com um equilíbrio raro, depois de duas rondas em que os favoritos tropeçaram e um estreante absoluto se recusou a ser mero figurante. Espanha, líder com quatro pontos, empatou sem golos com Cabo Verde na estreia e só respirou ao golear a Arábia Saudita por 4-0. O Uruguai, com dois pontos, cedeu duas igualdades que deixam a equipa de Marcelo Bielsa sob pressão máxima: 1-1 com os sauditas e 2-2 com os cabo-verdianos. A formação africana, também com dois pontos, é a grande revelação do grupo, enquanto a Arábia Saudita, no fundo da tabela com um ponto, ainda alimenta esperanças matemáticas de seguir em frente.

A definição dos classificados para os dezasseis-avos de final está longe de ser linear. A Espanha depende apenas de si para garantir o primeiro lugar: um empate com o Uruguai, em Guadalajara, basta. Já a Celeste precisa de vencer para não ficar refém do outro jogo. Em Houston, Cabo Verde e Arábia Saudita sabem que um triunfo pode valer o apuramento direto, sobretudo se o Uruguai não ganhar. Projeções estatísticas divulgadas nos Estados Unidos atribuem a Cabo Verde 55% de probabilidades de terminar em segundo lugar, o que o colocaria no caminho da Argentina de Lionel Messi, já dona do Grupo J, num duelo marcado para 3 de julho em Miami. A análise, que circula com destaque na imprensa sul-americana, sublinha o cenário adverso para as duas potências de língua espanhola e aponta os cabo-verdianos como o adversário mais provável da campeã do mundo.

A campanha de Cabo Verde é observada com entusiasmo no mundo lusófono. Estreante em Copas, a seleção orientada por Bubista neutralizou a Espanha na primeira jornada e esteve perto de vencer o Uruguai, alimentando o sonho de se tornar a primeira equipa a chegar à fase a eliminar na estreia desde a Argélia em 2014. Em Lisboa e na Cidade da Praia, o percurso dos Tubarões Azuis é celebrado como um marco para o futebol africano de expressão portuguesa, enquanto no Brasil a expectativa recai sobre o possível confronto com a Argentina — um duelo que, a confirmar-se, reavivaria memórias de embates entre sul-americanos e africanos em fases decisivas.

Do lado espanhol, a confiança regressou com a goleada sobre a Arábia Saudita, mas o discurso é de prudência. Luis de la Fuente, que conta com Lamine Yamal em grande forma, reconheceu a qualidade do adversário e a necessidade de controlar a intensidade uruguaia. No Uruguai, as críticas ao rendimento da equipa de Bielsa aumentaram, e o próprio treinador assumiu a responsabilidade pelos erros de organização. O discurso dos jogadores, porém, apela à mística da 'garra charrúa' para superar um dos candidatos ao título. A partida entre espanhóis e uruguaios reedita um duelo com história em Mundiais, mas desta vez com contornos de sobrevivência imediata.

Os jogos desta sexta-feira, ambos às 21h00 de Brasília, vão desenhar o primeiro mapa dos cruzamentos da fase a eliminar. O vencedor do grupo evita, em princípio, a Argentina e mede forças com o segundo classificado do Grupo J, onde Áustria e Argélia ainda lutam pela qualificação. Para os restantes, o caminho será mais íngreme, mas a incerteza que persiste no Grupo H garante que, até ao apito final, nenhuma calculadora poderá ser guardada.

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Grupo H chega à rodada final sem classificados e com Cabo Verde a sonhar com os 'oitavos'

Com as quatro seleções ainda na luta, a última jornada do grupo H do Mundial 2026 coloca Espanha e Uruguai frente a frente, enquanto Cabo Verde procura fazer história diante da Arábia Saudita.

Nenhuma seleção está apurada, nenhuma está eliminada. O Grupo H do Mundial de 2026 chega à derradeira jornada com um equilíbrio raro, depois de duas rondas em que os favoritos tropeçaram e um estreante absoluto se recusou a ser mero figurante. Espanha, líder com quatro pontos, empatou sem golos com Cabo Verde na estreia e só respirou ao golear a Arábia Saudita por 4-0. O Uruguai, com dois pontos, cedeu duas igualdades que deixam a equipa de Marcelo Bielsa sob pressão máxima: 1-1 com os sauditas e 2-2 com os cabo-verdianos. A formação africana, também com dois pontos, é a grande revelação do grupo, enquanto a Arábia Saudita, no fundo da tabela com um ponto, ainda alimenta esperanças matemáticas de seguir em frente.

A definição dos classificados para os dezasseis-avos de final está longe de ser linear. A Espanha depende apenas de si para garantir o primeiro lugar: um empate com o Uruguai, em Guadalajara, basta. Já a Celeste precisa de vencer para não ficar refém do outro jogo. Em Houston, Cabo Verde e Arábia Saudita sabem que um triunfo pode valer o apuramento direto, sobretudo se o Uruguai não ganhar. Projeções estatísticas divulgadas nos Estados Unidos atribuem a Cabo Verde 55% de probabilidades de terminar em segundo lugar, o que o colocaria no caminho da Argentina de Lionel Messi, já dona do Grupo J, num duelo marcado para 3 de julho em Miami. A análise, que circula com destaque na imprensa sul-americana, sublinha o cenário adverso para as duas potências de língua espanhola e aponta os cabo-verdianos como o adversário mais provável da campeã do mundo.

A campanha de Cabo Verde é observada com entusiasmo no mundo lusófono. Estreante em Copas, a seleção orientada por Bubista neutralizou a Espanha na primeira jornada e esteve perto de vencer o Uruguai, alimentando o sonho de se tornar a primeira equipa a chegar à fase a eliminar na estreia desde a Argélia em 2014. Em Lisboa e na Cidade da Praia, o percurso dos Tubarões Azuis é celebrado como um marco para o futebol africano de expressão portuguesa, enquanto no Brasil a expectativa recai sobre o possível confronto com a Argentina — um duelo que, a confirmar-se, reavivaria memórias de embates entre sul-americanos e africanos em fases decisivas.

Do lado espanhol, a confiança regressou com a goleada sobre a Arábia Saudita, mas o discurso é de prudência. Luis de la Fuente, que conta com Lamine Yamal em grande forma, reconheceu a qualidade do adversário e a necessidade de controlar a intensidade uruguaia. No Uruguai, as críticas ao rendimento da equipa de Bielsa aumentaram, e o próprio treinador assumiu a responsabilidade pelos erros de organização. O discurso dos jogadores, porém, apela à mística da 'garra charrúa' para superar um dos candidatos ao título. A partida entre espanhóis e uruguaios reedita um duelo com história em Mundiais, mas desta vez com contornos de sobrevivência imediata.

Os jogos desta sexta-feira, ambos às 21h00 de Brasília, vão desenhar o primeiro mapa dos cruzamentos da fase a eliminar. O vencedor do grupo evita, em princípio, a Argentina e mede forças com o segundo classificado do Grupo J, onde Áustria e Argélia ainda lutam pela qualificação. Para os restantes, o caminho será mais íngreme, mas a incerteza que persiste no Grupo H garante que, até ao apito final, nenhuma calculadora poderá ser guardada.

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