
Mundial 2026: a ascensão de Haaland e a eterna juventude de Shakira
Da surpresa norueguesa nos quartos de final ao fenómeno digital do avançado e ao culto da intemporalidade da cantora, o torneio global revelou novos paradigmas de celebridade.
A inesperada campanha da Noruega até aos quartos de final do Mundial 2026, com uma equipa que navegou na onda de apoio popular, teve em Erling Braut Haaland o seu rosto mais visível. O avançado do Manchester City, já tido como um dos melhores finalizadores do planeta, viu a sua fama explodir muito para além dos relvados: nas semanas do torneio, saltou de 40 para 70 milhões de seguidores no Instagram. Mas o que realmente alimentou o fenómeno, segundo analistas da Suécia, não foram os golos, e sim uma perceção coletiva de “humanidade”.
Na imprensa sueca, especialistas em imagem como Edit Künstlicher sublinham que a autenticidade de Haaland — a forma como interage com fãs, responde com um simples “nice” a publicações, abraça adversários e posa com chapéus de cowboy — o transformou numa espécie de antídoto à cultura machista do futebol. A comunicação social do Bangladesh descreveu-o como um “puki” (fofo) nas redes, alguém que derruba a barreira entre celebridade e pessoa comum, partilhando memes e usando o Snapchat sem filtros. Essa postura, longe de calculada, ecoou num público saturado de perfeição artificial.
Enquanto isso, Shakira reescrevia a sua própria história no mesmo palco global. Aos 49 anos, a cantora colombiana brilhou na cerimónia de abertura e no espetáculo de intervalo da final, com uma energia que desafiou a idade. Portais indonésios resgataram fotografias da adolescência para mostrar um rosto que pouco mudou, e elencaram os seus hábitos: dieta disciplinada, exercício intenso, dança como cardio, skincare minimalista e rejeição do álcool. A surpresa veio quando, terminado o Mundial, os seguidores detetaram que Shakira e Haaland se seguiram mutuamente no Instagram — um gesto banal que, vindo de duas figuras de universos tão distintos, gerou ondas de especulação e memes.
Na Alemanha, a resistência física de estrelas acima dos 50 anos já era tema, com Jennifer Lopez a confessar que o treino se torna mais duro com a idade — ecoando o fascínio pela longevidade de Shakira. Já no mundo lusófono, a dupla foi imediatamente abraçada: no Brasil, a interação rendeu trending topics e alimentou a paixão por uma Shakira que há mais de uma década conquistara o país com a “Waka Waka”. O fenómeno Haaland, por seu lado, recordou a entrega de um centroavante à moda antiga, mas munido das ferramentas da cultura digital.
No plano desportivo, a campanha histórica deverá levar a seleção norueguesa a subir ao 12.º lugar do ranking mundial, um salto que facilitará o caminho nas qualificações para o próximo Europeu. A súbita notoriedade de Haaland também teve impacto comercial imediato, com a procura por camisolas da seleção a disparar nos mercados asiático e escandinavo. Resta aos observadores dos relvados saber se o avançado conseguirá transportar esta aura para a nova época de clubes, enquanto Shakira prepara um novo single para capitalizar a renovada vaga de popularidade.
| Imprensa latino-americana | +0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | +0.80 | aligned |
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.30 | aligned |
Haaland champions domestic equality while also building a financial empire: two sides of the same coin.
By juxtaposing two seemingly different aspects (social commitment and economic success), the bloc creates a comprehensive portrait that avoids taking a stance on just one, making Haaland's figure more acceptable to different audiences.
The emotional dimension of his popularity, such as his direct engagement with fans, which is central in other blocs, is omitted.
People don't follow him just for the goals, but because he seems human: replies with 'nice', is respectful to everyone.
Through repetition of the term 'human' and contrast with a distant athlete ideal, the bloc builds an authenticity narrative that makes Haaland a personal brand phenomenon.
Discussion of his political or social positions, such as on domestic equality, which might complicate the image of simplicity, is omitted.
Shakira and Haaland follow each other on Instagram: who knows what they'll get up to?
By reducing the news to a gossip anecdote, the bloc makes it appealing to a light audience, avoiding any serious analysis.
The World Cup context and Haaland's statements on equality, which are the main focus of coverage in other blocs, are completely omitted.
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