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Esportequinta-feira, 18 de junho de 2026

Gana vence Panamá com gol nos acréscimos e mantém vivo o sonho africano no Mundial 2026

Caleb Yirenkyi marcou ao minuto 95 e deu aos Black Stars uma vitória crucial no Grupo L, num jogo marcado pela chuva e pela lesão do guarda-redes titular.

Um contragolpe fulminante no quinto minuto dos descontos selou a estreia de Gana no Mundial 2026 com um triunfo dramático sobre o Panamá, por 1-0, em Toronto. Quando o empate sem golos parecia inevitável, Brandon Thomas-Asante arrancou pela esquerda e serviu Caleb Yirenkyi, que apenas teve de encostar para o fundo da rede. O estádio BMO Field explodiu com milhares de ganenses radicados no Canadá, enquanto os panamenhos ficaram em choque. A vitória colocou a seleção africana na vice-liderança do Grupo L, atrás da Inglaterra — que goleara a Croácia por 4-2 —, e agravou o jejum do Panamá, que continua sem somar qualquer ponto em Copas do Mundo.

O jogo foi tecnicamente pobre e de escassas oportunidades claras, disputado sob chuva persistente. O Panamá entrou melhor: logo aos dois minutos, Cecilio Waterman obrigou Lawrence Ati Zigi a uma defesa apertada, e César Blackman voltou a ameaçar pouco depois. Gana não conseguiu rematar à baliza em toda a primeira parte e ainda perdeu o guarda-redes titular por lesão ao intervalo. No segundo tempo, os canaleros mantiveram maior posse de bola e Cristian Martínez acertou na rede lateral, mas a equipa de Carlos Queiroz foi ganhando equilíbrio tático, apostando na contenção e numa saída rápida que acabou por decidir o encontro.

“Vencemos o jogo com o cérebro”, sintetizou Queiroz, elogiando a paciência e a disciplina dos seus jogadores. Observadores em Lisboa sublinham o cunho pragmático do técnico português, que soube adaptar-se à adversidade — incluindo a substituição forçada na baliza — e explorar o único erro de posicionamento da defesa panamenha. Na perspetiva de Brasília, o desfecho serve de alerta para seleções que, como o Brasil, enfrentarão adversários fechados e dependerão de eficácia máxima nos momentos decisivos. A imprensa africana lusófona celebra o triunfo como mais um sinal de maturidade competitiva do continente, que já somava a vitória da Costa do Marfim e empates de Cabo Verde, Marrocos, Egito e RD Congo contra potências europeias.

Com este resultado, Gana reacende a ambição de voltar aos oitavos de final pela primeira vez desde 2010. O próximo compromisso, diante da Inglaterra em Boston, será um teste de fogo para as aspirações dos Black Stars. Já o Panamá, obrigado a pontuar frente à Croácia para manter vivas as remotas hipóteses de qualificação, carrega a frustração de ter deixado escapar um ponto histórico nos instantes finais. O Grupo L promete emoções fortes, e o golo de Yirenkyi pode revelar-se o momento que redefine o destino africano no torneio.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 5 idiomas

46%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa africana subsaarianaImprensa latino-americana
Imprensa africana subsaariana/ Anglófona
TriunfoPragmatismo

A vitória nos acréscimos de Gana sobre o Panamá não só garantiu três pontos cruciais, como também igualou o recorde da Nigéria em Copas do Mundo, reforçando o forte início da África no torneio. A persistência dos Black Stars foi recompensada nos instantes finais, dando continuidade a uma onda continental de resultados positivos que inclui a vitória anterior da Costa do Marfim e vários empates expressivos.

Imprensa latino-americana/ Mercado
VitimismoCeticismo

O Panamá dominou boa parte da partida, mas pagou caro pela falta de pontaria, caindo com um gol doloroso nos acréscimos. A derrota os deixa de mãos vazias a segundos de um primeiro ponto histórico em Copas, desferindo um duro golpe nas esperanças de classificação.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Gana vence Panamá com gol nos acréscimos e mantém vivo o sonho africano no Mundial 2026

Caleb Yirenkyi marcou ao minuto 95 e deu aos Black Stars uma vitória crucial no Grupo L, num jogo marcado pela chuva e pela lesão do guarda-redes titular.

Um contragolpe fulminante no quinto minuto dos descontos selou a estreia de Gana no Mundial 2026 com um triunfo dramático sobre o Panamá, por 1-0, em Toronto. Quando o empate sem golos parecia inevitável, Brandon Thomas-Asante arrancou pela esquerda e serviu Caleb Yirenkyi, que apenas teve de encostar para o fundo da rede. O estádio BMO Field explodiu com milhares de ganenses radicados no Canadá, enquanto os panamenhos ficaram em choque. A vitória colocou a seleção africana na vice-liderança do Grupo L, atrás da Inglaterra — que goleara a Croácia por 4-2 —, e agravou o jejum do Panamá, que continua sem somar qualquer ponto em Copas do Mundo.

O jogo foi tecnicamente pobre e de escassas oportunidades claras, disputado sob chuva persistente. O Panamá entrou melhor: logo aos dois minutos, Cecilio Waterman obrigou Lawrence Ati Zigi a uma defesa apertada, e César Blackman voltou a ameaçar pouco depois. Gana não conseguiu rematar à baliza em toda a primeira parte e ainda perdeu o guarda-redes titular por lesão ao intervalo. No segundo tempo, os canaleros mantiveram maior posse de bola e Cristian Martínez acertou na rede lateral, mas a equipa de Carlos Queiroz foi ganhando equilíbrio tático, apostando na contenção e numa saída rápida que acabou por decidir o encontro.

“Vencemos o jogo com o cérebro”, sintetizou Queiroz, elogiando a paciência e a disciplina dos seus jogadores. Observadores em Lisboa sublinham o cunho pragmático do técnico português, que soube adaptar-se à adversidade — incluindo a substituição forçada na baliza — e explorar o único erro de posicionamento da defesa panamenha. Na perspetiva de Brasília, o desfecho serve de alerta para seleções que, como o Brasil, enfrentarão adversários fechados e dependerão de eficácia máxima nos momentos decisivos. A imprensa africana lusófona celebra o triunfo como mais um sinal de maturidade competitiva do continente, que já somava a vitória da Costa do Marfim e empates de Cabo Verde, Marrocos, Egito e RD Congo contra potências europeias.

Com este resultado, Gana reacende a ambição de voltar aos oitavos de final pela primeira vez desde 2010. O próximo compromisso, diante da Inglaterra em Boston, será um teste de fogo para as aspirações dos Black Stars. Já o Panamá, obrigado a pontuar frente à Croácia para manter vivas as remotas hipóteses de qualificação, carrega a frustração de ter deixado escapar um ponto histórico nos instantes finais. O Grupo L promete emoções fortes, e o golo de Yirenkyi pode revelar-se o momento que redefine o destino africano no torneio.

Divergência das fontes

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Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

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Crítico69%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa africana subsaarianaImprensa latino-americana
Imprensa africana subsaariana/ Anglófona
TriunfoPragmatismo

A vitória nos acréscimos de Gana sobre o Panamá não só garantiu três pontos cruciais, como também igualou o recorde da Nigéria em Copas do Mundo, reforçando o forte início da África no torneio. A persistência dos Black Stars foi recompensada nos instantes finais, dando continuidade a uma onda continental de resultados positivos que inclui a vitória anterior da Costa do Marfim e vários empates expressivos.

Imprensa latino-americana/ Mercado
VitimismoCeticismo

O Panamá dominou boa parte da partida, mas pagou caro pela falta de pontaria, caindo com um gol doloroso nos acréscimos. A derrota os deixa de mãos vazias a segundos de um primeiro ponto histórico em Copas, desferindo um duro golpe nas esperanças de classificação.

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