
G7 reforça apoio à Ucrânia e promete intensificar sanções contra a Rússia
Na cimeira de Évian, Donald Trump teve um encontro 'muito bom' com Zelensky e afirmou que Moscovo deve fazer um acordo de paz, enquanto os líderes ocidentais alinharam posições.
O Grupo dos Sete (G7) encerrou a sua cimeira em Évian-les-Bains, nos Alpes franceses, com um sinal inequívoco de unidade em torno da Ucrânia e a promessa de aumentar a pressão económica sobre a Rússia. O momento mais aguardado foi o encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, descrito por ambos como 'muito bom'. Trump, que no passado questionara o apoio a Kiev, declarou que 'a Rússia deve fazer um acordo' e comprometeu-se a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para pôr fim a uma guerra que já dura mais de quatro anos e provoca milhares de baixas. Zelensky, por sua vez, mostrou imagens de um ataque russo a uma catedral histórica na capital ucraniana, reforçando o apelo por solidariedade.
Os líderes das sete maiores economias ocidentais — Estados Unidos, França, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália, Japão e a União Europeia — acordaram novas sanções dirigidas aos setores energético e financeiro russo, com o objetivo de estrangular as redes que sustentam o esforço bélico do Kremlin. O presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião da cimeira, sublinhou a necessidade de se alcançar 'um acordo sólido e sério', enquanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, alinhou com a estratégia de pressão máxima. A atmosfera de otimismo cauteloso contrastou com tensões anteriores, e fontes diplomáticas classificaram a sessão dedicada ao conflito como 'muito produtiva'. Paralelamente, Trump exibiu um acordo preliminar com o Irão, sugerindo uma abordagem transacional para múltiplas frentes de política externa.
Na perspetiva de Brasília, o governo brasileiro tem mantido uma posição de equidistância, defendendo o diálogo e a solução negociada sem aderir a sanções unilaterais. Ainda assim, a demonstração de coesão do G7 pode influenciar o tabuleiro diplomático global, pressionando potências emergentes a clarificarem o seu papel. Observadores em Lisboa notam que Portugal, membro fundador da NATO, alinha integralmente com a posição europeia e deverá apoiar as novas medidas restritivas, reforçando o compromisso com a integridade territorial ucraniana. Nos países africanos de língua oficial portuguesa, como Angola e Moçambique, que mantêm laços históricos com Moscovo, a escalada de sanções é acompanhada com prudência, temendo impactos colaterais nos mercados energéticos e alimentares.
O caminho para a paz, porém, permanece incerto. A agência estatal russa TASS reportou um dos maiores ataques ucranianos com drones contra uma refinaria, ilustrando que a guerra continua a intensificar-se mesmo enquanto se fala em negociações. A promessa de Trump de resolver o conflito — que já classificou como 'o mais fácil de solucionar' — enfrenta o cepticismo de analistas, que recordam a complexidade de guerras anteriores. Contudo, o consenso do G7 em torno da ideia de que 'Putin não está a ganhar', como afirmou Zelensky, pode criar uma janela de oportunidade. Resta saber se a pressão económica combinada com a diplomacia de alto nível conseguirá converter a retórica de unidade num cessar-fogo duradouro.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Os líderes do G7 reunidos em Evian deram novo impulso ao apoio à Ucrânia e à pressão sobre Moscou. Trump disse que a Rússia precisa fazer um acordo e fará todo o possível pela paz, enquanto um ataque noturno russo em Zaporizhzhia matou um e feriu sete, destacando a urgência. A aliança segue unida no apoio inabalável a Kiev.
O G7, reunido na França, fechou fileiras com a Ucrânia e concordou em aumentar a pressão econômica sobre a Rússia por meio de novas sanções sobre energia e finanças. Trump descreveu seu encontro com Zelensky como 'muito bom' e prometeu fazer todo o possível para acabar com a guerra, enquanto os líderes alinhavam posições para forçar Moscou a negociações sérias.
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