
Joshua sobrevive a dois knockdowns e nocauteia Prenga em Jeddah
Britânico dedica vitória a amigos mortos em acidente e abre caminho para combate contra Tyson Fury.
Anthony Joshua superou dois knockdowns no primeiro assalto para vencer por nocaute no segundo round o albanês Kristian Prenga, na madrugada de domingo, no Superdomo de Jeddah, na Arábia Saudita. O triunfo dramático, conquistado após estar à beira de uma derrota humilhante, mantém o ex-bicampeão mundial dos pesos pesados no rumo para o tão esperado confronto britânico contra Tyson Fury.
Prenga, um pugilista desconhecido com 20 vitórias e 1 derrota, todas por nocaute, surpreendeu ao derrubar Joshua com um uppercut de direita aos 20 segundos iniciais. O inglês voltou a visitar a lona nos segundos finais do primeiro assalto, exibindo pernas trêmulas e olhar perdido. Na análise de observadores europeus, a atuação vacilante na primeira parte pareceu reflexo dos meses turbulentos que o atleta enfrentou, mas Joshua recompôs-se no segundo round, encurralou o adversário com golpes potentes de canhota e encerrou o combate com uma combinação brutal que lançou Prenga através das cordas aos 2m43s.
A luta marcou o regresso de Joshua após o acidente de viação na Nigéria, em dezembro, que vitimou mortalmente dois amigos próximos e membros da sua equipa, Sina Ghami e Latif Ayodele. Visivelmente emocionado, o pugilista de 36 anos dedicou a vitória aos companheiros: 'Foi espírito, foi o Latz, foi o Sina, foi a família.' A imprensa nigeriana, que acompanha o atleta de origem iorubá com particular atenção, realçou a catarse do momento, enquanto jornais britânicos sublinharam a resiliência de quem, segundo o promotor Eddie Hearn, ponderou até se teria regressado 'demasiado cedo'.
A nível global, a recuperação de Joshua foi interpretada como um sinal de que o duelo com Fury, também ex-campeão mundial, está mais próximo do que nunca. Fury cumprira a sua parte na sexta-feira, ao vencer o veterano Mariusz Wach na Tailândia, e os contratos para a 'Batalha da Grã-Bretanha' estão assinados, embora data e local permaneçam incógnitos. Emissoras árabes e analistas da Ásia Ocidental notaram a importância da Arábia Saudita como palco de megaeventos desportivos, enquanto na África lusófona a resiliência de Joshua foi associada ao espírito de superação tão caro às narrativas do boxe. Joshua melhorou o cartel para 30 vitórias (27 KO) e 4 derrotas, e o desfecho consolida o reencontro com Fury como o próximo passo lógico — e comercialmente monumental — na carreira do britânico.
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