
França cai na semifinal, e era Deschamps se encerra com recorde e críticas
Derrota por 2 a 0 para a Espanha marca o último jogo de Didier Deschamps em Copas, enquanto Zinedine Zidane já tem acordo verbal para assumir a seleção francesa.
A seleção francesa foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 ao perder por 2 a 0 para a Espanha na semifinal disputada no AT&T Stadium, em Arlington, na noite de terça-feira. Mikel Oyarzabal abriu o placar aos 22 minutos, convertendo pênalti assinalado após falta de Digne, e Pedro Porro ampliou aos 13 da etapa final, completando jogada de Dani Olmo. A França finalizou apenas dez vezes, com expectativa de gol de 0,3, e não conseguiu ameaçar a meta espanhola, encerrando o torneio com a disputa do terceiro lugar, no sábado, em Miami.
A partida marcou o 26º jogo de Didier Deschamps em fases finais de Mundiais, recorde absoluto entre treinadores, superando as 25 partidas do alemão Helmut Schön. O técnico de 57 anos, que comandava os Bleus desde 2012, já havia anunciado que deixaria o cargo ao término do torneio. Sua trajetória inclui o título mundial em 2018, o vice-campeonato em 2022 e as semifinais em 2026, além do vice na Euro 2016. Na imprensa francesa, a atuação da equipe foi duramente criticada: veículos como L’Équipe atribuíram nota 3 a Mbappé, e analistas descreveram um time “sem personalidade” e “presunçoso”. O próprio capitão reconheceu que a França “não fez a partida que queria” e apontou falhas na pressão e na comunicação tática.
Observadores na Itália sublinham o contraste entre a abundância de talentos franceses e a incapacidade de impor seu jogo diante da “fera negra” espanhola. A ANSA destacou que a eliminação no 14 de julho, data da festa nacional, ampliou a frustração, e que nem mesmo o luto pessoal de Deschamps — que perdeu a mãe durante o torneio — poupou o treinador de críticas. Já na Ásia, veículos indonésios enfatizaram o recorde histórico de Deschamps e a sucessão por Zinedine Zidane, enquanto a CNN Brasil e o Metrópoles repercutiram a informação do jornalista Fabrizio Romano de que Zidane tem um acordo verbal com a Federação Francesa de Futebol (FFF) e aguarda apenas o fim da participação francesa para assinar os documentos formais.
A imprensa francesa acrescenta que Zidane já teria montado sua comissão técnica, com os auxiliares David Bettoni e Hamidou Msaidie, e planeja utilizar Michael Olise como camisa 10. O ex-treinador do Real Madrid, campeão mundial como jogador em 1998, recusou propostas de clubes europeus nos últimos meses para priorizar a seleção. O presidente da FFF, Philippe Diallo, confirmou em março que o sucessor de Deschamps já estava escolhido, mas evitou antecipar o nome por respeito ao técnico ainda em atividade.
Com a despedida de Deschamps, a França se volta para a disputa do terceiro lugar contra o perdedor de Argentina e Inglaterra, partida que será o último ato de um ciclo de 14 anos. A chegada de Zidane, prevista para logo após o Mundial, inaugura uma nova fase em que o ídolo terá a missão de gerir um elenco repleto de estrelas e reencontrar o caminho dos títulos.
| Imprensa europeia continental | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | +0.20 | neutral |
| Imprensa africana subsaariana | −0.30 | critical |
La Francia esce dal Mondiale con una sconfitta umiliante; Deschamps lascia tra polemiche e accuse, mentre Zidane attende il suo turno.
The bloc amplifies emotional language and personal drama (accusations, 'pessima figura') to frame the exit as a moral failure, making Zidane's arrival seem like a cleansing renewal.
The bloc omits Deschamps' historic record as the manager with most World Cup appearances, which would soften the narrative of failure.
Zidane já tem acordo verbal com a federação francesa; a saída de Deschamps é apenas um passo burocrático para a nova era.
The bloc treats the succession as a done deal, using sources like Fabrizio Romano to create a sense of inevitability, thereby shifting attention away from the defeat and onto the future.
The bloc omits the harsh criticism of Deschamps and the team's disappointing performance, which would temper the celebratory tone about Zidane.
Deschamps gets a farewell game no one wants, with France managing only 10 shots and 0.3 xG in a flat performance.
The bloc uses cold statistics (shots, xG) to frame the defeat as a factual underperformance, avoiding emotional or moral judgments, which makes the narrative appear objective.
The bloc omits the narrative of Zidane's imminent succession, which is central to other blocs' framing, thereby keeping the focus solely on Deschamps' statistical record.
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