
Rubio diz que política de Trump é 'cabeça por olho' e que Irão não está pronto para acordo
Secretário de Estado dos EUA afirma que Teerão 'implora' por negociações, mas não cumpre cessar-fogos, enquanto ameaças mútuas elevam tensão no Estreito de Ormuz e preço do petróleo ultrapassa os 100 dólares.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou nesta quinta-feira que a administração de Donald Trump adota a doutrina de "cabeça por olho" em resposta às ações do Irão, subindo o tom depois de o Presidente ter ameaçado bombardear pontes ou centrais elétricas em Teerão por cada ataque a navios no Estreito de Ormuz. Em conferência de imprensa à margem da cimeira da ASEAN em Manila, Rubio afirmou que o Irão "implora, direta e indiretamente, para fazermos um acordo", mas que, sempre que se alcança um cessar-fogo, "as pessoas que detêm o poder no Irão ou o violam ou querem alterá-lo". Na perspetiva de Washington, o Irão não está preparado para um entendimento que esteja disposto a cumprir, e por isso o Presidente não vê utilidade em responder às suas iniciativas.
A reação de Rubio surge depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, ter descrito a doutrina defensiva de Teerão como "olho por olho" e avisado que qualquer agressão contra o Irão, incluindo infraestruturas, terá uma "resposta poderosa e decisiva". O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica advertiu ainda que, se as hostilidades continuarem, está pronto para uma "operação de arrependimento" que levaria a "luto público nos EUA". Segundo fontes regionais, o Irão tem atacado navios comerciais no Estreito de Ormuz, o que levou a administração Trump a condicionar qualquer cessar-fogo a um novo entendimento que garanta a "neutralização militar" da capacidade ofensiva iraniana em torno daquela via estratégica.
A escalada verbal e militar tem consequências diretas nos mercados globais. O preço do barril de Brent ultrapassou os 100 dólares pela primeira vez desde maio, impulsionado pelo aumento dos prémios de seguro para navios-tanque e pelos ataques dos houthis do Iémen a petroleiros sauditas no Mar Vermelho. Observadores em Riade notam que os rebeldes, apoiados por Teerão, abriram uma nova frente que ameaça alargar o conflito, enquanto Pequim, segundo Rubio, manifestou desagrado com as taxas de trânsito impostas pelo Irão no Estreito de Ormuz. A subida do crude, 28 dólares acima dos níveis anteriores à guerra, reacende receios de inflação e de novas subidas de juros pelos bancos centrais.
Em paralelo, Rubio defendeu a celebração de um acordo nuclear civil com a Arábia Saudita, classificando Riade como "parceiro estratégico importante" e argumentando que qualquer pacto desse tipo incluirá salvaguardas para impedir usos militares. O texto do acordo deverá ser enviado ao Congresso norte-americano nos próximos dias. Quanto ao Irão, o secretário de Estado reiterou que os EUA procuram um país "não nuclear" e que a liderança iraniana "ainda não caiu em si", pelo que o custo das suas ações "aumentará a cada noite". O dossiê permanece bloqueado: Washington exige um novo quadro para o Estreito de Ormuz antes de qualquer trégua, enquanto Teerão insiste na sua doutrina de retaliação simétrica.
| Imprensa iraniana e afins | −0.90 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.10 | neutral |
| Imprensa do Golfo árabe | +0.20 | neutral |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
Iran denounces US aggression and the threat of disproportionate retaliation, asserting its right to self-defense and rejecting Rubio's claims as lies.
The bloc uses victimization and historical grievances (US violations of the Islamabad memorandum) to frame the US as an untrustworthy aggressor, making its own position appear morally justified.
The bloc omits any mention of Iranian attacks on commercial shipping in the Strait of Hormuz or the context of the clashes that triggered the US response.
The United States asserts its determination to protect navigation and punish Iran for its actions, dismissing accusations of aggression as unfounded.
The bloc uses the language of deterrence and proportionality ('head for an eye') to justify a strong response, and cites Iran's alleged begging to portray Tehran as weak and desperate.
The bloc omits the US violations of previous agreements (e.g., the Islamabad understanding) and the disproportionate nature of the 'head for an eye' doctrine compared to Iran's 'eye for an eye'.
The Gulf states support the US hardline stance against Iran, questioning Tehran's sincerity and emphasizing the heavy price it will pay.
The bloc amplifies US official statements without critical scrutiny, using repetition to make the US narrative appear factual and inevitable.
The bloc omits any criticism of US policy or the humanitarian impact of the conflict, and does not mention Iran's perspective on the violations.
The Latin American report presents Rubio's statement as a neutral news item, without endorsing or condemning either side.
The bloc uses a detached, factual reporting style to appear objective, avoiding any analysis that might reveal bias.
The bloc omits the broader context of the Hormuz clashes and the history of US-Iran tensions, focusing only on the immediate exchange.
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