
EUA poupam café brasileiro de tarifas enquanto ciência redefine consumo seguro de cafeína
Isenção reflete dependência americana da importação e temor inflacionário; ao mesmo tempo, novas diretrizes da American Heart Association balizam a ingestão diária da substância.
O governo norte-americano excluiu o café e a carne bovina brasileiros do novo pacote tarifário, aliviando exportadores e expondo a fragilidade do setor agrícola dos Estados Unidos. A produção doméstica de café cobre menos de 1% do consumo, e um terço das importações vem do Brasil. A crise no agro americano — com custos elevados e o menor rebanho em 75 anos — e o receio de inflação nas refeições pesaram na decisão, segundo analistas em Brasília.
O café se consolida como a bebida preferida nos EUA: 66% dos adultos o consumiram na véspera, superando a água engarrafada (64%), de acordo com a Associação Nacional do Café. O consumo médio é de 2,8 chávenas diárias, com 85% do consumo feito em casa, o maior índice desde 2012, impulsionado pelo trabalho remoto.
Em paralelo, uma declaração científica da American Heart Association publicada na Circulation considerou seguro o consumo de até 400 mg de cafeína diários (cerca de cinco chávenas) para a maioria dos adultos, associando-o a menor risco cardiovascular e metabólico. Já as bebidas energéticas, com concentrações muito superiores, representam risco. Para grávidas, o recorte é mais rigoroso: especialistas nigerianos alertam que a cafeína atravessa a placenta e se acumula no feto, vinculando o consumo elevado a aborto e restrição de crescimento; o NHS do Reino Unido recomenda não mais de 200 mg diários.
A hidratação geral também ganha destaque. No calor, recomenda-se beber água em goles frequentes, complementada por frutas e vegetais ricos em água. O chá quente pode favorecer o resfriamento por evaporação em clima seco, mas perde efeito na umidade. Em voos, a baixa umidade da cabine e o excesso de álcool e cafeína agravam a desidratação; nutricionistas sugerem alimentos aquosos e eletrólitos.
A privação de sono (menos de seis horas) eleva o cortisol e desregula as hormonas da fome, promovendo ganho de peso e resistência à insulina, daí a recomendação de sete a oito horas de descanso, que também modera o consumo de cafeína à noite. A isenção tarifária ao café brasileiro será acompanhada nos próximos meses, enquanto a ciência aprofunda os efeitos de longo prazo da cafeína sobre o coração e o metabolismo.
Amplie o olhar
Protestos na Índia escalam para crise política e levam Modi a prometer tribunais rápidos contra fugas de exames
11 idiomas · 28 veículos
De Economy & MarketsUniCredit eleva metas de lucro e avança sobre Commerzbank com resultados recorde
3 idiomas · 6 veículos
De TechnologyMusk confessa envolvimento político excessivo, mas mantém defesa do DOGE
3 idiomas · 5 veículos