
Marvel anuncia Pantera Negra 3 e Motoqueiro Fantasma com Ryan Gosling
Na San Diego Comic-Con, a Marvel confirmou a sequência de Wakanda com David Jonsson como herdeiro do trono e Ryan Gosling como o anti-herói infernal, ambos previstos para 2028.
O rugido dos 7 mil fãs irrompeu no Hall H quando Ryan Gosling subiu ao palco, envolto pelo mar de máscaras verdes de Doutor Destino que a Marvel distribuíra. O ator, até então ausente do cinema de super-heróis, juntou-se ao presidente Kevin Feige para um anúncio que a plateia aguardava há anos. Horas depois, o diretor Ryan Coogler traria outra revelação: 'Pantera Negra 3' terá um novo protagonista, o filho de T'Challa. Na San Diego Comic-Con de 2026, no sábado (25), a editora que se transformou no maior império cinematográfico do mundo apresentou dois dos seus projetos mais aguardados para 2028, ambos ancorados em personagens que agora regressam à narrativa central do MCU.
'Pantera Negra 3', com estreia marcada para 15 de dezembro de 2028, terá David Jonsson no papel de T'Challa II, o filho de T'Challa e Nakia cuja existência foi revelada na cena pós-créditos de 'Wakanda Para Sempre'. O ator britânico, conhecido por 'Alien: Romulus', herda o manto do pai sem substituir diretamente o legado de Chadwick Boseman, falecido em 2020. Letitia Wright regressa como Shuri, e Ryan Coogler reassume a direção. Pouco antes, a Marvel confirmara que Ryan Gosling encarnará o Motoqueiro Fantasma, anti-herói de pacto demoníaco que terá Shawn Levy ('Deadpool & Wolverine') como diretor. O filme, ainda sem data exata em 2028, marca a estreia do ator canadense no gênero e a integração do núcleo sobrenatural ao universo partilhado.
Ambos os anúncios carregam material simbólico que ultrapassa a lógica de franquia. No Brasil, onde 'Pantera Negra' se tornou um marco de representatividade ao arrecadar mais de R$ 160 milhões e mobilizar debates sobre identidade afro-futurista, a notícia de que um jovem negro assume o protagonismo reaviva a discussão sobre linhagens e luto. Em Portugal, a popularidade do primeiro filme também foi expressiva, e a imprensa em Lisboa acompanhou com destaque a confirmação da terceira parte. Já o Motoqueiro Fantasma, apesar de as adaptações anteriores com Nicolas Cage terem dividido opiniões, é aguardado como uma porta para histórias mais sombrias dentro do MCU — expectativa que ecoa entre leitores lusófonos, familiarizados com as revistas do herói publicadas pela Panini nos dois países.
Nas redes sociais, as reações no Brasil e em Angola mostraram entusiasmo com a escalação de Jonsson e o regresso de Coogler a Wakanda, território cinematográfico que muitos associam a uma afirmação cultural de África projetada para o mundo. O painel da Comic-Con incluiu ainda a exibição de imagens exclusivas de 'Avengers: Doomsday', previsto para dezembro deste ano, e o anúncio de que 'Endgame' terá um relançamento nos cinemas em setembro com cenas inéditas ligadas à nova sequela. Para os fãs que esperavam pela entrada de Gosling no MCU, o momento no Hall H — onde o ator confessou: "Como sabem, é uma personagem que quis interpretar há muito tempo" — selou uma aliança entre a aura de estrela indie e um herói de crânio em chamas.
Quando as luzes do hall se apagaram e o primeiro logotipo do novo Motoqueiro Fantasma surgiu no telão, a promessa de uma figura marcada pelo fogo e pela condenação parecia ganhar corpo. Ao lado, a imagem de um jovem T'Challa despertando para a responsabilidade de um reino que já foi defendido pelo pai — uma imagem de continuidade sem esquecimento. Em San Diego, a Marvel ofereceu ao seu público global dois regressos que são também dois pontos de partida.
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